Olá galera! aqui vai a segunda parte do conto e daí em diante, tive uma ajuda muito especial do meu papai e namorado que amo tanto, o Nick Infantilista. S2
Vamos lá então...
ALESSIA
Fui pra escola tão nervosa que nem sentia vontade de comer. Eu
realmente não sabia porque tinha me molhado à noite. Estava me sentindo
uma porca... fiz o maior esforço pra prestar atenção nas aulas e na hora
do intervalo fui me sentar em um canto, isolada das minhas amigas. Uma
delas viu que eu não estava afim de conversa e veio me perguntar o que
havia:
- O que aconteceu, Alessia? você está bem?
- é... bom, só estou com um pouco de dor de cabeça... quero ficar
aqui...
- Tá certo... eu e as meninas vamos assistir os meninos jogarem lá
na quadra, se quiser se juntar a nós, sabe o caminho.
- Ok, talvez eu vá lá um pouco mais tarde...
Minha amiga saiu e eu continuei lá sentada de cabeça baixa. A
verdade era que eu não queria nem ver, nem conversar com ninguém, só
queria entender o que tinha acontecido comigo. O resto do tempo na
escola demorou a passar. Quando deu o horário da saída, peguei minhas
coisas e tomei o rumo de casa. Infelizmente meu pai não podia ir me
buscar pois não saía do trabalho na hora do almoço, então eu tinha que
voltar a pé. Cheguei, almocei o prato que ele havia deixado pra mim no
microondas e peguei os deveres que não eram poucos pra fazer. Estava tão
entretida com isso tudo que até tinha me esquecido do acontecido da
noite passada. Nem sei que horas eram quando ouvi o barulho do carro
sendo guardado na garagem e ele abrindo a porta com sua chave.
- Alessia! - Chamou ele lá do andar de baixo mesmo.
- Estou aqui no quarto estudando, pai.
- Desce aqui, quero falar com você!
Nessa hora eu gelei. "Não é possível que vá descascar o tomate
em cima de mim porcausa de ontem à noite..." eu pensava enquanto ia
descendo as escadas em passos lentos.
- Sente-se aqui ao meu lado. - Disse ele batendo no sofá assim que
cheguei lá em baixo.
Me sentei e comecei a roer as unhas olhando pro chão.
- Pare de roer essas unhas e olhe pra mim, por favor. - Continuou em
tom firme.
Eu obedeci, mas fiquei tremendo.
- Bom, hoje sua cama amanheceu molhada. Como você me explica isso?
Tomou muito líquido antes de dormir?
- Não, pai, só tomei um copo de coca na hora do jantar que você
viu... realmente não sei o que aconteceu...
- Tudo bem, meu anjo, não precisa ficar nervosa, eu só estou
conversando contigo... isso não acontece mais desde que você tinha 4
anos...
- Eu juro que não vai se repetir...
- Não precisa jurar, acidentes acontecem. Agora vamos jantar...
A hora de comer, que sempre era muito boa, conversávamos, ríamos e
tal, naquele dia foi tensa, quieta... eu não tinha vontade nem de olhar
pra ele direito. Depois que terminamos, limpamos a cozinha e cada um foi
pro seu canto, ele pro quarto dele e eu pro meu, ficar mexendo no
computador. Nem achei graça em nada que via na internet. Não demorou
muito e já fui dormir, mas antes passei no banheiro pra garantir que não
molharia a cama novamente.
MATTEO
Odeio esses momentos em que tenho de falar daquele jeito com minha
pequena... a carinha que ela me faz é de cortar o coração, mas como pai,
às vezes preciso ser firme. Nem conversamos na hora do jantar. Queria
saber o que ela estava sentindo como sempre faço, mas aquele não era o
momento. depois de deixar tudo no jeito na cozinha fomos dormir.
no dia seguinte a mesma coisa. Meu despertador que ainda mantenho a
promessa de tacar na parede me acordou com seu grito agudo. Levantei,
fui me ajeitar já pra dar os 10 minutos extras da minha Maria
dorminhoca, tomei meu costumeiro café e fui lá para o quarto dela.
- Vamos levantando, dona preguiçosa, já te dei seus 10 minutos,
agora estamos em cima da hora.
Ela como sempre só deu aquele gemidinho básico sem nem me olhar e eu
tive que apelar de novo pro puxão de cobertas. Qual não foi a minha
surpresa quando fiz isso e...
- Ai Alessia... outra vez a cama molhada?
- Pai eu...
- O que está acontecendo com você, meu anjo?
- Juro, não sei! - disse ela já enchendo os olhos de lágrima.
Respirei fundo e tentei me acalmar, não queria brigar logo cedo.
Mandei que fosse pro banho e como no dia anterior, tirei as roupas
molhadas já pensando no que fazer. Quando ela saiu do banheiro toda
arrumada pra ir à escola eu só disse:
- Precisamos ver isso aí... não vou dar conta de ficar lavando
roupas molhadas sempre.
- Pai, eu juro pelo que você quiser que não sei o que me acontece! -
Disse ela fungando.
- Tá, não precisa chorar, vamos pensar no que fazer mais tarde.
Agora come seu lanche que já estamos atrasados.
Vi que ela comeu na marra e que sua expressão era de tristeza, mas
eu nada podia fazer a não ser pensar em como resolver o problema.
Entramos no carro e fui levá-la pro colégio. Ela ainda com carinha triste e demonstrando nervosismo, ligou a música no celular e colocou os fones, ou seja,
não estava pra papo.
Como pegamos trânsito, fui pensando no caminho o que faria pra resolver o problema dos
"acidentinhos". Até que tive uma súbita lembrança da Dra. Tereza, a médica
pediatra dela. Pode parecer estranho, mas a Alessia ainda não tinha passado pela mudança de menina pra mocinha. Tentei chamá-la com um toquinho no ombro:
-Filha?
Ela nem respondeu. Tentei dois toquinhos e falei um pouquinho mais alto:
- Alessia! To falando com você amorzinho ...
De novo, sem resposta ... Resolvi apelar, tirei um dos fones de ouvido da orelha dela e chamei:
- Alessia, To te chamando, poxa!
Sim, ela virou a cara com uma expressão de que queria me morder, mas falou:
- Que que foi pai?
- Ei, baixa o tom comigo, mocinha. Nada de levantar a crista, ja sabe né?
- Tá bom papai, desculpa ...
- Tudo bem, ta desculpada meu amor. Agora me escuta, lembrei que faz um tempão que não vamos na Dra. Tereza, então decidi te levar hoje. Vou ligar la agora
de manhã e tentar conseguir um encaixe. Assim que você sair da aula, me liga que vou te buscar pra irmos pra consulta.
- Maaass, paaai! Eu não sou mais criança ... Ela é pediatra ...
- Filha, sem mais nem menos, vai e pronto. Temos que descobrir o porque desse xixi na cama.
- Ai pai, não me deixa com mais vergonha! E mesmo assim, hoje não vai dar ... Tenho que ir na casa da minha amiga fazer um trabalho pra segunda-feira ... Vou
passar a tarde la, a mãe dela vem buscar a gente.
- Tá bem, deixe que eu ligo pra Dra. E se der passo la pra conversar com ela.
- Disse com tom desconfiado, ja meio que sabendo que a Alessia não estava nem um pouco afim de ir no médico ...
Chegamos na escola, deixei ela na porta e me despedi com um beijo no rosto.
Fui indo pro escritório e esperando dar 8 da manhã pra ligar pro consultório.
Cheguei no trabalho, ja esperando aquela tonelada de reclamações, já que cuido do RH da companhia toda, inclusive fora do país e só me chamam pra resolver pepino
e descascar abacaxi. Fui surpreendido por uma manhã tranquila, consegui ligar pra Dra. as 10.
- Alô? É do consultório da Dr.a Tereza?
- Sim, Ela mesma. Quem deseja?
- Quem fala é Matteo, Di Napoli. Pai da Alessia ... Lembra-se?
- Claro, muito bem! Como anda minha queridinha?
- Bem, mas temos um pequeno problema ...
- Sinto tom pesado na sua voz Sr. Di Napoli, pode me contar ...
- é que a Alessia anda tendo uns "acidentinhos" de noite ... Ela voltou a fazer xixi na cama ....
- Calma Sr. Di Napoli, isso é normal. Na idade dela as mudanças no corpo acontecem muito rápido, mas a mente as vezes não acompanha ... Muitas adolescentes
da idade dela passam por isso.
- É mesmo Dra.? -
Disse com tom surpreso e me acalmando. Mas continuei:
- E o que a Sra. Sugere como solução?
- Olha, eu sugiro a adoção de fraldas a noite ... Mas lembre-se que se os acidentes progredirem para o período diurno, não perca tempo, adote as fraldas 24hs
e traga ela aqui para uma visitinha de rotina, ok?
- Claro Dra., sem problemas ... Ela vai ser resistente, mas ... Não tem jeito ...Obrigado e Bom dia!
- Bom dia Sr. di Napoli! Estou às ordens!
Desliguei o telefone e continuei a trabalhar. Fui almoçar como sempre com o pessoal do escritório e fiquei
pensando na questão de comprar ou não as Fraldas
pra Alessia. Decidi que iria comprar e fazer uma surpresa pra ela assim que saísse do trabalho.
Consegui terminar tudo antes do fim do expediente, por volta de umas 16:30 ... Saí e fui direto comprar as fraldas. Comprei um pacote de TENA, disseram na farmácia
que eram as melhores do mercado. Além disso comprei tudo pra higiene dela, evitar as assaduras era de suma importância. Fui até em casa e deixei
as fraldas e tudo mais no meu quarto. Liguei pra Alessia:
- Filha? Tudo certinho aí na casa da sua amiga?
- Tudo sim pai, estamos quase terminando o trabalho.
- Posso ir te buscar umas 18:30?
- Pode sim!
- Pergunte pra sua amiga se ela não quer vir comer uma pizza com a gente, depois a levo embora.
- Tá bem pai, vou ver aqui, até mais tarde! Beijo!
- Beijo!
Como combinamos, passei as 18:30hs pra buscá-la na casa da amiga, que era bem longe de onde moramos, mas não me importei, queria fazer um agradinho pra ela
antes de dar a notícia de que ela iria dormir de fraldas ...
Chegando la ela estava me esperando no portão, abri a porta do carro e ela entrou. Quando ia ligar os fones de ouvido, chamei:
- Alessia, cadê sua amiguinha? Nós não iamos comer pizza?
- Ah, pai, ela não quis, disse que outro dia vai com a gente ...
- Certo, mas ... O que a minha princesinha acha de curtir uma pizza e coca-cola com o velho aqui? - E fiz umas
coceguinhas nela.
- Ai papai, pára! Pára, pára, por favor! HAHAHAHAHA
E caiu na gargalhada.
- E então, topa?
- Quero sim, mas vamos em casa, não to no clima de sair.
- Disse ela meio desanimada.
-Humm, tá bem, depois me explica o porquê desse tomzinho de desânimo aí ....
- Não é nada pai, relaxa ...
Eu relaxei e fomos pra casa comer pizza.
Chegamos lá, pedimos a pizza, Alessia foi esperar no quarto, como sempre enfurnada naquele bendito computador ... Ai ai ai ... Qualquer hora cancelo esse
plano de internet ilimitado...
Quando chegou, sentamos pra comer, comemos, demos umas risadas e ela ja ia subindo com um copo de coca-cola, é o
refrigerante preferido dela.
Antes disso eu chamei :
- Filha, nem sobe. - Ela gelou, parou onde estava e foi descendo a escada devagar.
- Senta aqui do lado do papai.
E dei dois tapinhas no sofá, onde me sentei também.
- Precisamos conversar ...
Ela simplesmente me olhou com cara de "to ferrada" e não falou nada, só sentou e começou a roer as unhas de novo.
- Alessia, filhota ... Relaxa ... Sabe que papai não morde. Tira a mãozinha da boca meu anjo.
Ela tirou a mão, parou de roer as unhas, e me olhou fundo, com cara de choro já.
- Calma ... Nem falei nada ainda.
- Tá bem, pai... Fala vai...
- Olha, eu falei com a Dra. Tereza hoje e ela me deu uma solução muito boa pros seus "acidentinhos" ...
- Que solução? - Disse ela com um olhar de susto e choque.
- Bom, sobe pro seu quarto. Ja te encontro lá, é mais fácil ...
- Iiiii, não to gostando disso ....
E subiu, desconfiada e assustada.
Eu fui logo em seguida, passei no meu quarto e peguei o pacote de fraldas, os lencinhos, talco e pomada pra assaduras que tinha comprado. Fui indo até o quarto
dela com tudo escondido atrás das costas e entrei.
- Senta aí na cama...
Ela saiu do computador, tremendo e sentou-se.
- Fala pai, que que é a solução?
- Tá aqui meu anjo.
E mostrei as fraldas e tudo o mais.
- O quê?!?! Eu não acreditooo! É mentira ...
E desabou a chorar.
- Eu ... Não... Vou ... Usar ... Isso! (snif, snif) De jeito nenhum!
E chorava mais e mais alto.
Eu a abracei forte, e sequei suas lágrimas.
- Calma filha, será só por um tempo. A Dra. Tereza disse que é normal isso acontecer com meninas da sua
idade.
Ainda no abraço, continuei acariciando os lisos cabelos castanhos dela.
- Amorzinho, será o nosso segredinho, de noite papai te troca antes de dormir e você não acorda mais molhada ....
Ela saiu do abraço, parou de chorar e me olhou:
- Pera aí, você ainda que vai me trocar? Aaah, não! Aí ja é demais!
- E caiu no choro de novo.
- Sozinha você não vai conseguir... Não é tão simples assim. Eu fiz isso muito quando
você era pequena, não
terá problema nenhum...
- O problema não é a fralda, É o senhor me ver como vim ao mundo ... Não sou mais criancinha, pai!
- Deixa de bobagem ... Sou seu pai, te Cuidar pra mim é obrigação, meu anjo.
- Não quero que o senhor me veja pelada de novo... - Disse ela secando as lágrimas.
- Princesa, papai promete que vai ser o mais rápido possível pra que
não se sinta desconfortável.
- Promete mesmo?
- Claro, filha! Alguma vez te menti?
- Não ....
- Então, confia em mim?
- Confio ...
- Deita aqui pro papai te trocar e a gente ir nanar ....
- Não precisa me tratar que nem bebê, tá? Disse ela possessa e fungando ainda do choro.
Nessa hora comecei a lembrar do tempo que ela era bebê, uma lágrima quase brotou no meu olho. Maledeto Saudosismo Italiano! Ê beleza!
Até o sotacão do meu pai voltou ...
- Perdona tuo padre, figlia ... Ai, porca miséria ... Desculpa, filha. Não vou te tratar que nem bebê ...
Na mesma hora pensei comigo. "Vou sim. Aos poucos mas vou."
Comecei a despí-la, tirei a calça, calcinha e ela obviamente se cobriu com as mãos.
-Alessia, filhinha, tira a mãozinha.
- Disse já tirando as mãos dela da frente. Ela então cobriu os olhos e começou um chorinho bem baixo. Eu só
lhe dei um beijo na testa e continuei:
- Calma meu anjo, vai ser rápido.
Abri o pacote de fraldas, peguei uma e abri pra deslizar por debaixo dela.
Fiz como fazia quando ela era bebê, só que pedi ajuda:
- Levanta as perninhas pra me ajudar, por favor.
Ela levantou, relutante, mas levantou.
Segurei-lhe as pernas no ar, peguei os lencinhos umedecidos e limpei
seu bumbumzinho lindo. Passei pomada e talco. Nessa hora ela disse:
- Nossa! Mas precisa de tudo isso?! Credo!
- Você não quer acordar assada, quer?
- Não, pai ... Não quero ...
- Eu imaginei ... Então, tudo isso é pra te proteger...
Deslizei a fralda por baixo do bumbum dela, abaixei as pernas e comecei a limpar a virilha. Ela deu um pulinho por causa do
álcool dos lencinhos.
- Aaai! Tá gelado!
Eu esbocei um risinho, e a lagrima safada quase escorreu. Segurei e continuei.
Passei pomada, talco e fechei a fralda colando as fitas.
- Pronto filha, tá limpinha e prontinha pra dormir. Sem riscos agora.
Ela tirou a mão do rosto, olhou pra baixo e corou de vergonha.
Dei a mão para que levantasse, ajudei-a a se acostumar com o andar e dei um tapinha em seu bumbum.
- Até que você ta bonitinha! Hehehe
- Não me zoa, pai! To nada, patcha treco feio!
- Tá bom, filha... Agora vamos dormir, tá tarde já e não quero você no computador até de madrugada .... Dá um beijo no coroa aqui, vai!
Ela me deu um beijo, mal-humoradinha ainda e sentou-se novamente.
- Nada de ficar até de madrugada hein? Amanhã quero aproveitar o dia com você.
Vou te acordar cedinho, viu?
Boa noite meu anjo!
- Boa noite, pai!
Eu saí do quarto, encostei a porta e fui dormir.
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