quarta-feira, 1 de maio de 2013

Outra vez, bebê! Conto de Alessia parte 6

Oi oi pra todos! Vamos à parte 6 do nosso conto? então bora!

        PAOLA

    Assim que cheguei à casa, fui recebida pelo SR. Di Napoli que já
estava de saída. Colocou o dedo nos lábios em sinal para que eu fizesse
silêncio pois a garotinha devia estar dormindo e me entregou duas folhas grampeadas.
Uma era a lista de compras que eu teria de fazer e a outra um
bilhete com os seguintes dizeres:

    "Obrigado por ter aceitado as condições da Alessia. Cuide para que
ela coma direitinho, durma na hora certa, faça os deveres e não esqueça de colocar a
fralda nela antes de dormir e tirar para ir
à escola e lembre-se do que conversamos ao telefone. Os "acidentinhos" podem
passar para o período diurno e aconteceu um há exatos 2 dias atrás. Sendo
assim, caso haja outro, dê um jeito de convencê-la aos poucos a usar fraldas de dia
também. Ah, e antes que eu me esqueça, não deixe que ela se sinta
sozinha... pode ser que dê um certo trabalho devido à minha ausência
mas só ir com calma.

        Atenciosamente, Matteo Di Napoli"

    Dobrei o papel e guardei. Primeiro eu teria de conhecer a menina e
ver até onde ela iria colaborar, depois me preocuparia com essa lista de
compras. Quando olhei para aquele rostinho de boneca com os olhinhos
fechados ali no sofá, pensei: "Ah, dorme como um anjo... se for tão boazinha
acordada quanto é dormindo vai dar tudo certo..." Minha idéia era tentar
fazê-la usar fralda durante o dia mesmo sem acidente, mas para isso eu
teria de pôr em ação meu dom de persuasão que costumava funcionar muito bem com
crianças um pouco menores,porém não sei se dariam os mesmos resultados com esta mocinha de 13 anos. Bem, não me custava tentar, afinal, segundo o
pai dela, sua bebezinha, como ele se referiu a ela pra mim no telefone,
estava crescendo rápido demais e ele falou que se fosse possível,
arrumaria um jeito de regredi-la à idade de 1 ano novamente. Fiquei
comovida e disse-lhe que existia sim uma possibilidade, só não
poderíamos deixá-la com o tamanho físico de um bebê, mas
sim com atitudes e que meus anos de experiência iam ajudar muito
nesse processo. O SR.
Di Napoli ficou todo esperançoso e eu pensava: "Tomara que eu consiga dar a ele o que
tanto gostaria, sua pequenina de volta!"

    Tirei minha bolsa do ombro, que por sinal era grande e estava muito
pesada porcausa das coisas extras que eu havia posto lá dentro como
mamadeiras, brinquedos e outros itens que aos pouquinhos eu tentaria
fazer a menina usar, fui bem de mansinho pra perto dela, dei uma leve
puxadinha na calça e vi que realmente estava sem fralda. Nessa hora ela
se virou devagar e me olhou séria.

    - Olá, neném! Te acordei, foi? - Eu perguntei com a voz que
costumava falar com todas as crianças que cuidei.

    - Ahn... oi, senhora... não, eu ouvi quando meu pai saiu, mas fingi
que estava dormindo pra não ter que me despedir dele outra vez...

    - Entendo... e por favor, não me chame de senhora, pois esta
encontra-se no céu. Me chame de tia Paola, ok?

    - Bom, me desculpe, é que fica feio pra alguém da minha idade chamar
uma estranha de tia, né?

    - Não sou uma estranha, querida... seu pai me contratou pra cuidar
de você nesses dias que vai ficar fora e espero que possamos ser amigas.

- Hum, bem, como já deve saber, meu nome é Alessia...

    - Eu já sabia disso e de outras coisinhas mais, como por exemplo
que você precisa usar fraldas para dormir porque começou a molhar a cama
e sua pediatra recomendou. Mas não sei se ela te avisou que
poderia passar a ter acidentes diurnos também

    - Não senhora... quem falou com ela foi meu pai e não sei ao certo o
que eles conversaram...

    - Pare de me chamar assim, garotinha... sou sua amiga... - Tentei
dizer com um sorriso amável no rosto.

    - é uma questão de respeito. Fui ensinada a sempre tratar os mais
velhos com educação...

    - Nossa, pareço tão velha assim? - Perguntei em tom de brincadeira,
esticando a pele do rosto.

    - Não, é modo de dizer... - Respondeu ela sem graça.

    - Então, continuando a nossa conversa. Soube também que há 2 dias
atrás você teve um "acidentinho" no meio da tarde, não foi isso?

    - Sim, só que por culpa do meu pai... ele estava me fazendo cócegas e eu tinha
tomado muito líquido...

    - Uhum... você é uma menininha que fica bastante tempo no
computador,certo? às vezes não acaba esquecendo de ir ao banheiro?

    - Bom, eu vou sempre que sinto a vontade apertar.

    - Sei... e não tem momentos em que está na parte mais
emocionante do joguinho ou de um filme e de repente
precisa levantar pra ir fazer xixi?

    - é, confesso que tem sim... fazer o que, é a vida né?

    - E se não precisasse mais disso? Já pensou não ter que se
preocupar em sair do lugar quando a natureza chamasse?

    - Hahahaha, bom, talvez se minha cadeira fosse um vaso sanitário... - Disse
ela em um tom que preferi levar como brincadeira.

    - Quase isso... veja bem, você usa fraldas à noite, né?

    - Sim, só que aí é por não ter controle...

    - E que tal usar de dia também? Assim, adeus preocupação de sair de
um joguinho emocionante ou algo do tipo!

    - Aaah não, senhora, isso seria demais... já sofro por ter que usar
na hora de dormir... sem chance...

    - Querida, vai ser só quando estiver em casa, não precisa ir
pra escola de fralda... - E pensava comigo: "Até que eu vá lá e compre
aquelas no estilo calcinha que o pai dela colocou na lista e eu achei a
idéia perfeita..."

    - ah, e se um dia aparecer alguma amiga minha aqui à tarde e me ver
nesse estado? Eu morro!

    - Aí tia Paola despista ela até você ir ao banheiro e tirar!

    - Ainda não estou convencida...

    - Tenho anos de experiência com crianças, meu anjo. Algumas até com
o mesmo probleminha que você e elas usam fralda o tempo todo em casa, pois
eventualmente molham-se durante o dia também. Pode dar um voto de
confiança à tia Paola? Pense nos momentos bons que já teve que deixar a frente do computador...

    Ela me deu um olhar pensativo, respirou fundo e respondeu:

    - Tá certo, eu aceito, se a senhora prometer tomar todo cuidado com isso.... minhas
amigas são doidas e podem vir sem avisar... ah, outra coisa, pode
falar normalmente comigo, não precisa me tratar de forma infantil.

    - Ahn, tudo bem, linda... é que cuidei de tantos pequeninos que pra
mim são todos iguais, eu os trato do mesmo jeito, entretanto,  se isso te deixa
constrangida vou tomar o cuidado de falar com você como a adolescente
que é...

    Ela fez que sim com a cabeça.

    Até agora tudo estava indo bem. A primeira parte do meu plano havia
dado certo. Fomos pro quarto, eu pedi que ela deitasse na cama e tirei a
calça e a calcinha. Depois limpei-a com os lencinhos, passei a pomada
pra assadura e o talco, em seguida coloquei a fralda e a calça de volta.
Ficou um pouco apertada porcausa do volume, mas serviu e isso a fez
parecer uma bebê de verdade, só um pouquinho mais alta e usando
jeans. Sorri comigo mesma ao ver essa cena, mas não demonstrei.

    - Pronto, agora está prevenida! E pode ir fazer o que quiser
enquanto vou ajeitar minhas coisas no quarto de hóspedes. Mais tarde eu
te chamo.

    Ela se sentou na cadeira do computador sem dizer nada e eu fui
cuidar da minha vida. Arrumei meus pertences no quarto de hóspedes que
era tão espaçoso quanto os outros e tinha até uma pequena televisão na
qual fiquei assistindo deitada na cama por um bom tempo e quando me
dei conta, já era hora de começar a preparar o jantar. Desci até a cozinha
e dei uma espiada na geladeira. Felizmente ainda haviam alguns potes com
comida pra esquentar. Resolvi chamar a Alessia que devia estar bem
distraída com seus joguinhos... Gritei de lá mesmo:

    - Alessia, poderia vir aqui me ajudar a preparar o jantar? Seu pai
deixou algumas coisas prontas e só precisamos escolher o que esquentar...

    Não demorou muito e ela desceu do mesmo jeito que eu a havia
arrumado, com a calça jeans e a fralda.

    - E então, queridinha, Como está indo? Gostou da minha idéia?

    - é... sim... - Começou a falar meio sem jeito. - Realmente é como a
senhora disse, não precisei parar o que estava fazendo pra... - E aqui
ela se calou.

    - Se aliviar, né? - Eu completei. - A tia te entende
perfeitamente... e agora, quer trocar a fraldinha ou acha que aguenta
mais um tempo com essa?

    - Senhora, eu já lhe pedi por favor pra falar comigo normalmente... - Ordenou
ela em um tom bem firme.

    - Novamente, me desculpe, Alessia... é o costume de lidar com
crianças muito menores que você...

    - Hum, está bem... da próxima vez é só olhar pro meu tamanho.

    - Tá, agora venha aqui e me ajude a escolher o que vamos comer. -
Eu disse, abrindo a geladeira e mostrando-lhe as opções.

    Ela preferiu um macarrão com frango desfiado que parecia estar uma
delícia só de olhar. Peguei então o pote e coloquei no microondas.
Quando o forno apitou dizendo que estava tudo pronto, o cheiro simplesmente
invadiu a cozinha e aquilo me fez sentir mais fome do que já estava.
Não sou gulosa, mas meio que por impulso, acabei  indo até lá e tirando a
comida às pressas de dentro do microondas e esqueci de pôr a luva!
Sim, queimei a mão!

    - Ai meus dedos... como eu sou tonta!

    - Está tudo bem? - Alessia perguntou vindo pra perto de mim.

    - Vai passar... foi só uma queimadinha... pode esperar um pouco? Já
sirvo os pratos.

    - Quer que eu faça isso? Assim dá tempo de descansar suas mãos até
passar a dor...

    - Obrigada, querida, você é muito prestativa...

    - Fico sozinha todas as tardes aqui nessa casa, então estou
acostumada a fazer de tudo... - Disse ela já se levantando, pegando os
dois pratos e servindo.

    - Não se sente mal por passar tanto tempo sozinha? - Eu perguntei
afim de tentar ser mais amiga dela. - Não sei, às vezes
falta alguém com quem você possa conversar, tipo uma amiga mais
experiente.... seu pai me contou toda a sua história...

    - é, muito de vez em quando eu sinto um pouco de falta sim, mas nem
reclamo, pois ele trabalha duro pra me dar do bom e do melhor e
lhe sou muito grata.

    - Entendo... também sei como é ficar sem a mãe, mas no meu caso foi
um pouco pior... a minha não foi morar com Deus como a sua... saiu
dizendo que ia comprar cigarro e nunca mais voltou...

    - Que horror! E a senhora era pequena?

    - Um pouco mais nova que você, mas hoje em dia eu já me
conformei...

    - Uhum...

    - bem, vamos falar de coisas boas? Essa comida deve estar uma
delícia... o cheiro pelo menos sim.

    - Tudo que meu pai cozinha é maravilhoso... ele tem dom pra isso...

    - Você é suspeita né, garotinha? - Eu falei, me curvando um pouco e
fazendo umas coceguinhas com os dedos no ombro dela.

    - Prove primeiro e depois conversamos, ok?

    - Tá certo.

    Coloquei a primeira garfada na boca e realmente estava divino.

    - Menina, tem toda razão! Há muito tempo eu não comia um macarrão
tão bom assim...

    - Eu avisei... e aí, sou suspeita ainda?

    - Não, definitivamente, se eu ficasse aqui um mês comendo dessa
comida iria embora rolando!

    - Hahahaha eu que o diga... não sei como sou tão magrinha...

    Pois é, né? Qual é seu segredo? Pode ir contando, porque eu, se
exagerar um pouquinho mais na dose tenho que correr pra academia!

    - Não tem segredo... acho que tenho tendência a ser magra mesmo...

    Ficamos ali naquele papo descontraído enquanto comíamos e logo após,
como eu já estava melhor das mãos, tirei os pratos, lavei e guardei.

    - Linda, se você quiser, pode voltar pro seu quarto e ficar lá um
pouco enquanto ajeito algumas coisas aqui... - Eu disse, passando as
mãos pelos longos cabelos dela.

    - Precisa de mais alguma ajuda?

    - Não, meu anjo, obrigada... vá lá ver algo na internet ou
conversar com suas amiguinhas que daqui há pouco eu te levo um
leitinho...

    Ela foi e eu comecei a arquitetar a segunda parte do meu plano. Na
minha opinião, bebês de verdade fazem o número 2 na fraldinha, mas
com conversa eu podia dizer que era impossível convencer essa pequena a
isso. Acho que nem usando com total força o meu dom de persuasão ia dar
certo... Resolvi então preparar um leite com nescal e um pouquinho de
laxante. Nada muito forte, apenas uma quantidade mínima só pra
soltar a barriguinha dela. Preparei tudo e levei junto com um
pedaço de pudim que só depois eu fui ver, havia na geladeira também.
Melhor coisa que eu poderia ter encontrado, porque aí quando as cólicas
começassem era capaz dela pensar que foi o pudim... subi as escadas e
fui até seu quarto. Como sempre, estava na frente do computador.

    - Alessia, olha o que eu lhe trouxe!

    Ela se virou e quando viu...

    - Ah, muito obrigada! Esse pudim foi meu pai que deixou pra mim, né?

    - Sim, mas só fui ver quando abri a geladeira pra procurar o leite...

    - é, essa é uma das sobremesas que ele faz que eu mais adoro...

    - Também sei fazer ótimos doces, viu? Qualquer hora faço um pra você
provar... agora pode comer seu lanchinho aí que eu já volto pra buscar a
louça e te ver.

    Voltei pro "meu quarto" assistir e pensava comigo: "Daqui a
meia hora você vai precisar me chamar, bebezinha!"


CONTINUA!!!

3 comentários:

Anônimo disse...

melhor historia que estou lendo na vida

Mayra disse...

muito obrigada mesmo.... rsrs

fantasias disse...

Que linda essa historia eu adorei coloca mais historis lindas assim bjs