quinta-feira, 2 de maio de 2013

Outra vez, bebê! Conto de Alessia parte 7

E então turma? Vamos pra parte 7?

        ALESSIA

    Até que no início a dona lá não parecia ser tão ruim assim, tirando
o fato de que falava comigo como se fosse os bebês que ela já cuidou...
por um lado isso irritava e por outro me fazia sentir mais saudade do
meu pai ainda... confesso que há essas alturas se ele tivesse dito
que não ia viajar só se eu deixasse que me tratasse totalmente como sua
bebezinha, pois parecia ser o que realmente queria eu não pensava
duas vezes.
    Terminei meu lanche e coloquei as coisas em cima da escrivaninha ao
lado da mesa do computador e voltei a ver vídeos e conversar com minhas
amigas. Meia hora depois, do nada, minha barriga começou a doer e eu
senti uma enorme vontade de ir ao banheiro. Pensei comigo: "Xixi até vai
na fralda porque é mais fácil de tirar, agora cocô? Não faço aqui de
jeito nenhum! Sinto nojo só de pensar em algo grudento e fedorento na
minha pele... não, não e não!"
    Levantei e corri pro banheiro reunindo todas as minhas forças pra
segurar aquilo. Eu ia tirar a fralda de qualquer jeito, fazer, me lavar
e depois pedir pra dona me ajudar a pôr outra. Quando eu estava no
corredor ela saiu feito louca do quarto de hóspedes:

    - Alessia, algum problema? Onde está indo?

    - Preciso usar o banheiro, senhora... - Falei apertando as pernas e
pensando "Sai da minha frente, praga!"

    - E essa fralda aí é pra quê?

    - Mas é o número 2 e eu não vou fazer nela. Agora por favor,
deixe-me passar...

    - Não, querida. Tem que fazer aí mesmo... já estava na hora de te trocar...

    Juro, senti vontade de esganar aquela mulher. Onde já se viu?

    - Saia da minha frente ou eu grito!

    - Nossa, que neném bravinha! Seja boazinha que tudo fica mais fácil...

    Quando ela falou isso eu perdi a cabeça e berrei ainda segurando
as pernas apertadas:

    - Foi a senhora, não foi? Fez isso de propósito! O que colocou no
meu leite, hein?

    - Como pode dizer uma coisa dessas, Alessia? Por que eu ia querer te
fazer mal? Talvez tenha sido o pudim ou até mesmo o macarrão...

    - Ouça bem, dona: NADA que meu pai faz é prejudicial à minha saúde,
então tire seu cavalinho da chuva, tá? Eu sabia que não podia confiar em
uma qualquer... - E comecei a chorar.

    No que eu fiz isso, minha barriga deu uma última pontada e tudo
acabou saindo ali mesmo, na fralda. só levei as mãos no rosto pra tentar
esconder um pouco a vergonha mas o cheiro me delatava.

    Hum, parece que neném já sujou a fraldinha, né? - Disse ela com
aquela vozinha nojenta.

"    "Como eu queria saber xingar igual meu pai... garanto que essa
patética não ia entender nada..." Eu pensava enquanto ela me olhava com
cara de bocó.

    - é, foi sua culpa... satisfeita agora? Então me dê licença...

    - Ei, espere! Vai precisar de ajuda pra limpar isso... vamos
pro banheiro.

    Como tudo já estava ruim e não tinha jeito de ficar pior, deixei que me
arrastasse até lá. à medida que eu andava, sentia aquela coisa pegajosa
na minha pele e uma sensação de raiva e nojo ao mesmo tempo. Chegamos no
banheiro e eu comecei a tirar a calça, mas realmente não tive coragem
nem de encostar naquela fralda.

    - Deixe que a tia tira pra você, meu amor... só abre as perninhas...

    Eu obedeci, mas se não fosse minha boa educação teria lhe dado um
soco na cara ali mesmo, já que estava na minha frente.
    Ela tirou e eu fechei os olhos. O cheiro era tão insuportável que eu chegava a sentir
vontade de vomitar, só que há essas alturas já não devia ter mais
nada no meu estômago.

    - Uff, que cheirinho! - Continuou aquela mulher enquanto me limpava
com um monte de papel. - Vai precisar
tomar um bom banho...

    - Isso eu posso fazer muito bem sozinha. Agora pela última vez, me deixa...

    - Ok, eu vou, mas se eu voltar e você não estiver limpinha farei
tudo de novo com as minhas mãos, entendeu?

    - Até parece... querida, eu tenho 13 anos, não sou igual os
pirralhos que você cuidou, agora vai!

    Ela saiu, fechou a porta com força e eu comecei a tomar meu banho e
lógico que me lavei perfeitamente. Como uma maníaca por limpeza igual a
mim poderia não saber se limpar?
    Terminei, me sequei e fui pro quarto. Claro que a patética já estava
esperando lá.

    - Vamos ver se está tudo certinho?

    Me examinou da cabeça aos pés e quando constatou que não havia
sujeira alguma, falou:

    - é, bebê não precisa da ajuda da tia pra tomar banho... agora é só
pôr a fraldinha, o pijaminha e nanar...

    - Cala-te boca! - Murmurei entre dentes.

    - O que foi? Não entendi... pode repetir, neném?

    - Nada não... me põe a fralda logo que quero dormir...

- Own, tadinha... deve tá com soninho né? Eu sei, o dia foi cansativo hoje...

    Fechei a cara e deixei que ela fizesse seu trabalho. Pediu para que
eu levantasse as pernas e eu fiz pra ir rápido com a coisa. Depois
deslizou a fralda por baixo de mim,, passou pomada, talco e colou as fitas.

    - Pronto, agora neném pode dormir. - Falou ela vindo pra me dar um
beijo de boa noite.

    Virei o rosto e só respondi:

    - Ok então, vou vestir o pijama... até amanhã, senhora.

    Me ajeitei e quando deitei, pensei em um plano. "Se ela quer um bebê
de verdade, pode crer que vai ter!"




CONTINUA!!!

2 comentários:

Anônimo disse...

ta emocionante quero so ver oque alessia vai fazer

Mayra disse...

então aguarde ^^