sábado, 11 de maio de 2013

Outra vez, bebê! Conto de Alessia parte 12

Olá pessoas! Parte 12

    - Filha, está me ouvindo? Voltei...

    - Pai, é você mesmo? Não acredito... - Gemi ainda com a voz muito
fraca, abrindo os olhos devagar.

    - Meu Deus... quando eu soube que estava doente não pensei que fosse
tanto assim... deixe-me pegar em você!

    Afastei as cobertas e ele me pegou no colo. Meu corpo ainda mole,
tremia.

    - Pobre da minha princesinha... se eu imaginasse que seria desse
jeito nunca te deixaria aqui...

    - Você não tem idéia do que aconteceu... pai, pelo amor de Deus,
nunca mais chame aquela mulher, ela é uma monstra!

    - Como assim, filha? Me conta tudo! Aquela infeliz te bateu ou coisa
do tipo? Eu mato ela, além de não pagar!

    - Não, nada disso... só colocou laxante no meu leite no primeiro
dia e trancou a porta do banheiro pra eu fazer o número 2 na fralda, mas
isso não foi o pior. Dessa parte eu até nem liguei, o problema foram
as brincadeirinhas dela a hora que a tragédia aconteceu, tirou maior
sarrinho da minha cara...

    - Idiota... eu nunca fiz isso com você, só faz o bebê ficar com
vergonha... - Disse ele me abraçando mais. - E se sentir vontade e
quiser fazer, papai te troca...

    - Não sei ainda... tudo isso é novo pra mim e eu estou achando
estranha a idéia de que você gostaria de me transformar em bebê outra
vez... Aliás, de onde ela veio?

    - Bom, é que você foi, é e sempre será minha única filha e devido à
vida corrida de trabalho, praticamente não te vi crescer... seria
mais uma forma de recuperar o tempo perdido, entende?

    - Sim, apesar de ainda não ter me acostumado, mas esses dias longe
de você me fizeram pensar muitas coisas...

    - O que por exemplo?

    - Eu preciso aproveitar ao máximo o tempo que eu puder ficar
com você, pois nunca se sabe quando seu chefe vai te mandar pra longe de novo...

    - Não filha, nunca mais vamos ouvir falar daquele nojento... pedi
as contas...

- O que? O senhor ficou sem emprego? Ai papai, me desculpe, fui eu que
fiz isso!

    - Pare filha... não tem de se desculpar, você só me traz alegrias!
E não se preocupe, logo eu arrumo um emprego muito melhor que aquele,
agora terei pelo menos umas duas semanas só pra você, minha
bebezinha!

    Senti meu rosto esquentar de vergonha, mas estava começando a
gostar de tudo isso. Com meu pai as coisas seriam diferentes...

    - Bem, há muito tempo que está sem comer, não é? Precisa colocar
algo nessa barriguinha aí! - Disse ele pondo a mão na minha barriga.

    - Não sei pai... estou enjoada demais...

    - Ah, mas o papai vai fazer aquele mingauzinho que você adora... não
vai recusar, vai?

    - Aquele lá não tem jeito de recusar... só não faça muito, por
favor, meu estômago está fraco...

    - Tudo bem, minha vidinha... é só pra que não fique totalmente sem
comer.

    Ele me pôs na cama novamente e saiu. Voltou alguns minutos depois
com um prato até a metade de mingau e uma colher.

    - Agora sente-se que papai vai te tratar na boquinha!

    Fiquei morrendo de vergonha, mas fiz o que ele pediu. O mingau
estava uma delícia e eu queria ter conseguido comer tudo, mas lá pela
quinta colherada...

    - Papai, por favor, pare, não consigo mais...

    - Está tudo bem, filha?

    - Meu estômago está revirando... - Respondi, me segurando pra não
botar tudo pra fora.

    - Calma filha, respira!

    Ele me levou pra perto da janela com o rosto pra fora e eu fiquei lá
respirando profundamente por uns 5 minutos até passar.

    - Eu avisei, não consigo comer nada...

    - Já foi muito bom o tanto que conseguiu, meu anjo... agora que tal
descansar um pouco? Enquanto isso, papai vai tomar um banho pois nem
teve tempo disso ainda.

    Eu aceitei e ele foi tomar banho, se vestiu e voltou a ficar comigo
no colo. Lá pelas tantas, senti minha barriga apertar.

    - Pai, preciso ir ao banheiro, agora!

    - Vamos meu anjo...

    Ele tentou me ajudar a levantar, mas não deu tempo. O esforço fez
com que eu enchesse a fralda ali mesmo.

    - Ai ai, não adianta mais, esquece... - Eu falei chorando
desesperada.

- Não fique assim, filha, acontece! Agora se acalme e deixa o papai te
trocar...

    Continuei soluçando, nervosa, mas deitei. Ele então pegou meu
polegar e colocou em minha boca.

    - Quando você era bebê eu costumava te dar uma chupeta pra se
acalmar, mas como não tenho agora, vai o dedinho mesmo...

    Acabei dando um sorrisinho em meio às lágrimas. Ele começou a me
trocar. Puxou a calça e abriu a fralda com cuidado. Nessa hora eu fechei
os olhos, tentando pensar em outra coisa e apertando mais ainda o dedo
na boca. Senti ele me limpar várias vezes, depois passar a pomada, o
talco e por fim fechar a fralda e até que não foi tão ruim assim.

    - Pronto, a bebezinha tá limpinha de novo! - Disse, fazendo umas
coceguinhas na minha barriga e em seguida tirando o dedo que eu estava
na boca.

    Começamos a rir juntos e então ele falou:

    - Sabe, quando você era pequena e tinha dor de barriga assim eu te
dava uma mamadeira com leite de soja...

    - Então deve fazer muito tempo, pois eu nem me lembro...

    - Sim, e me deu uma saudade disso... olha, a bruxa envenenadora de
leite esqueceu as mamadeiras aqui, que tal tomar um tetê no colo do
papai, hum?

    Eu não sabia o que dizer, sei lá há quantos anos eu não colocava uma
mamadeira na boca.

    - Vamos, filhota, você vai gostar... espere aí, vou até a padaria
buscar o leite de soja e já volto. Quer mais alguma coisa de lá?

    - Não, talvez quando eu melhorar...

    - Certo, então eu já volto...

    Me deu um beijo na testa e saiu. 15 minutos depois, estava de volta
com uma mamadeira e uma toalhinha rosa. Eu ia pegar de sua mão, mas ele
me deteve.

    - Não, papai vai te dar no colinho. Deita aqui.

    Eu obedeci, mas vermelha como um tomate.

    - Não precisa ter vergonha, filha, você vai ficar linda mamando no
colinho do papai... - E colocou a mamadeira na minha boca.

    Comecei a mamar devagar e estava me sentindo cada vez mais bebê. Se
eu soubesse que ia gostar tanto disso, teria deixado ele me tratar assim
muito antes.
    Terminei de tomar, tirei o bico da boca e fechei os olhos. Papai
começou a cantar em francês, daquele jeito que me derretia e eu logo
peguei no sono.



Gente, por enquanto esse é o fim. Me digam o que acharam... caso queiram que eu dê um jeito de continuar, avisem pois eu não quis fazer isso, achei que ia ficar repetitivo...

sexta-feira, 10 de maio de 2013

Outra vez, bebê! Conto de Alessia parte 11

Vamos logo pra parte 11? sei que estão ansiosos rsrs

        MATTEO

    Quarta-feira fria, chuvosa em Dusseldorf - Alemanha. Lá estava eu, quebrando minha cabeça em 12 partes pra resolver a nhaca gigantesca que aqueles dementes
tinham feito em menos de 3 meses de escritório aberto, o único problema era,
só conseguia focar em uma coisa, minha filha, minha pequena, minha princesa, minha bebê.
Como estava na frente do computador e no dia anterior tinha mandado um e-mail para a Paola, resolvi abrir minha caixa de entrada ver se ela me dava alguma boa notícia
para que eu não me preocupasse tanto assim.
    Quando abri, vi de cara a mensagem dela, em amarelo piscante, dizendo no
assunto: "Sr. Di Napoli, é URGENTE!".
Com cara de preocupado, comecei a ler.

    "Sr. Di Napoli,
Gostaria muito de estar escrevendo dizendo que tudo está bem, que estamos nos divertindo, mas não posso mentir. Alessia não quer comer, em consequência está ardendo
em febre e chora soluçando chamando pelo "papai". Não sei mais o que fazer. Espero que o senhor consiga voltar o mais rápido possível.
Atenciosamente,
Paola."

    Na hora que terminei de ler, meus olhos se encheram de lágrimas e eu fui correndo como um foguete até a sala que era ocupada pelo inescrupuloso Dr. Barros,
meu chefe, e disse:

    - Olha, Dr. Barros, seguinte, eu to voltando pro Brasil, pronto. Falei.

    - Como assim, ô italiano revoltado? Tá pensando que pode largar as coisas sem fazer aqui e pronto?

    Na hora que ele começou com a baboseira autoritária pra cima de mim, me veio o espírito do meu pai alí e eu comecei a falar com as mãos:

    - Italiano revoltado é o mio cazzo, tuo maledeto! Eu tenho uma filha, ela tá doente e eu preciso cuidar dela, capisce? Questa dizgrazia qui tem uma penca di
estagiário,
bota eles pra resolver o resto das caca que os germano arrumaram ai e pronto. Se vira, mi amici!
To vazando, abraço!

    - Matteo, se você for, sabe que não volta na segunda!

    - Ah, ma vaffanculo! Cansei de você me enchendo, vou procurar trabalho melhor, segunda feira passo la na Mirtes pra assinar os papéis, já que o senhor me demitiu
To pegando o vôo hoje mesmo. Fui!

    Fechei minhas coisas no escritório rápido igual um tiro, corri pro hotel pra pegar minha mala, comprei um ticket do trem pra Frankfurt e em menos de 3h estava
no salão de embarque do aeroporto voltando para o Brasil, cuidar da coisa mais preciosa que eu tenho, minha bebê, minha Alessia.

        ALESSIA

    Acordei totalmente zonza e sem saber onde estava. No que eu me mexi
senti uma mão em meu peito e ouvi aquela voz que eu já conhecia muito
bem, Paola:

    - Acalme-se, querida, estou aqui com você.

    - O que aconteceu? Onde estou?

    - No hospital... você desmaiou ontem à noite por estar sem comer e
eles fizeram lavagem pra soltar o que estava segurando e te colocaram no soro.

    Então comecei a me lembrar de tudo. "Ela confessou que tinha
envenenado meu leite..."

    - Quando vou sair daqui?

    - Assim que o médico te liberar, ele disse que vai ser hoje mesmo.

    - E meu pai? Eu quero ele...

    - Há essa hora já deve ter recebido o e-mail que mandei e com
certeza está a caminho, logo vai tê-lo de volta. Agora durma mais um
pouquinho...

    Como eu estava muito fraca não foi difícil pegar no sono novamente.
Só acordei quando o médico veio com uma enfermeira pra me trocar e me
liberar.

    - Bom, essa menina linda precisa comer direitinho e descansar
um pouco que é pra não desidratar. E tomar bastante líquido. - Disse o DR.

    - Ela vai sim, com certeza, não é, Alessia? - Respondeu a patética
envenenadora de leite.

    Apenas balancei a cabeça.

    - Então podem ir, vão com Deus e qualquer coisa, voltem!

    Saímos de lá e como eu ainda estava fraca ela me levou no colo até o
carro. Chegando em casa:

    - Agora vou te levar pro seu quarto e preparar uma sopa. Você vai
comer, não vai?

    - O que? Sopa preparada por suas mãos? Nunca na minha vida! Vai
saber o que terá nela... bruxa!

    - Poxa mas nem doente você fica boazinha? Ai ai...

    - Se a pessoa que me cuidar for confiável eu fico...

    - Não vou mais falar nada... estou lá em baixo se precisar, tá bem?

    Nem respondi. Deixei ela sair e apaguei de vez, nem sei quanto tempo
fiquei assim. Estava no meio de um sonho quando senti outra mão tocar
minha testa e ouvi aquela voz que eu jamais confundiria...
    Papai, meu tão amado papai... era ele!




CONTINUA!!!

E a próxima parte é a última....

quarta-feira, 8 de maio de 2013

Outra vez, bebê! Conto de Alessia parte 10

Oi galera! Sem mais delongas, vamos pra parte 10...

        PAOLA

    Depois de todas as compras guardadas, fui dar uma geral na casa,
lavar roupas e etc. A menina não havia descido pra comer nada desde
quando chegamos. Nem liguei, achei que era só birra dela e se
sentisse fome, viria preparar algo. Várias horas passaram. Comecei
então a me preocupar, aquilo já estava indo longe demais. Subi para o
quarto disposta a falar muito sério com ela, mas o que vi quando
entrei me fez mudar de idéia na mesma hora.
    Alessia estava coberta, só com o rosto de fora e gemendo, como se
estivesse com muita dor.

    - Querida, o que aconteceu? Tudo bem com você?

    - Não é nada, vai passar... por favor me deixa...

    - Quer alguma coisa?

    - Já disse que não! Dá pra me deixar?

    Fui pra mais perto e coloquei a mão em seu rosto que estava
simplesmente queimando.

    Menina, está ardendo em febre! Querendo ou não, vou cuidar de
você... seu pai não pode te ver assim quando chegar!

    - Quero meu pai de volta, agora!

    - Faltam poucos dias, meu amor... ele está trabalhando, entenda
isso... se me deixar te cuidar tudo fica mais fácil. não diz que já é
grandinha e não quer ser tratada como bebê? E está agindo como um, por quê?

    - Que se dane essa parte, eu só quero ele de volta! - E começou a
chorar como eu nunca a tinha visto fazer.

    Saí de perto dela e fui pro computador. Precisava mandar um e-mail
para o SR. Di Napoli urgentemente. Não dava mais pra continuar como
estava. Me sentei, liguei a máquina e abri meu e-mail. Não sei se foi
coincidência, mas já de cara vi uma mensagem dele perguntando como tudo
estava indo e dizendo que não conseguia parar de pensar em Alessia e
sentia-se aflito. Tratei logo de responder. Preferi omitir as birras que
ela havia feito e só contei a parte de que não queria comer, ardia em
febre e chorava aos soluços pedindo ele de volta. Enviei a mensagem,
desliguei o computador e fui tentar ver se podia fazer algo.

    - Meu anjo, mandei um e-mail pro seu pai e espero que ele receba
logo... você vai têlo de volta, mas antes disso precisa melhorar pelo
menos um pouquinho... Vou lhe preparar algo pra comer.

    - Não! - Gritou ela ainda chorando compulsivamente. - A senhora é
uma monstra, nunca mais quero te ver!

    - Vou desconsiderar isso, tá? Sei que crianças doentes não falam
coisa com coisa... mas você vai comer algo sim, já chega de teimosia.

    - Se eu comer, vou vomitar e eu tenho pânico disso, estou muito
enjoada! Agora por tudo que é sagrado, some!

    - Vou trazer um baldinho de lixo pra deixar aqui caso isso aconteça,
mas você vai comer e pronto!

    Ela não respondeu mais nada, apenas soluçava. Saí então do quarto e
fui até a cozinha fazer um bolo de chocolate. "Qual criança não
gosta disso?" Pensei. Queria que pelo menos meus últimos momentos com
ela fossem mais tranquilos. Enquanto o bolo assava, voltei lá pro quarto.

    - Vamos ver a fraldinha? Por falar nisso, desde aquele dia
você não fez mais o número 2... é impressão minha ou está segurando?

    - A senhora não sabe o que significam as palavras deixe, me, em, paz?

    - Você está doente e é minha obrigação cuidar disso por enquanto.
Agora deixa a tia ver isso aqui... - E comecei a massagear a barriga
dela. - é, acho que tá explicado o motivo da irritabilidade e da
febrinha... segurou, né?

    - Se já sabe disso então para de me encher!

    - Vou te trocar primeiro e depois te dar um pedaço do bolo que eu
fiz, está uma delícia...

    - Não quero nada!

    - Se não comer vai pro hospital tomar soro, isso você quer?

    - To nem aí!

    - Missão cumprida! O SR. Di Napoli vai chegar aqui e encontrar a
bebezinha dele do jeito que queria... - Falei tentando ironizar a
situação.

    - Patética! - Berrou ela.

    Troquei aquela fralda pouco molhada, já que não devia
ter quase nada em seu corpo e quando acabei, fui buscar o bolo.

    - Aqui, agora neném tem que papar tudinho.

    - Saia daqui. Estou pedindo por favor, pela última vez.

    - Olha que delícia... não quer nem um pedacinho? A tia dá na sua
boquinha.

    - Se eu comer posso até morrer...

    - Ai ai ai que drama! Calma, Alessia, falta bem pouco pra você se
livrar de mim... eu não cuidei de você, né?

    Aí quem começou a chorar fui eu. Odiava quando não conseguia fazer
meu trabalho corretamente e era a primeira vez que tinha cuidado de
uma criança que não gostou nenhum pouco de mim. Estava profundamente triste.

    - pode não acreditar mas acho lindo o quanto você é apegada
com seu pai, mesmo sendo um pouco exagerado...

    - Não quero perdê-lo de jeito nenhum, eu morreria se isso
acontecesse!

    - Não vai, nem pense em uma coisa dessas! Não vim aqui para
substituí-lo, só queria fazer você se sentir mimada, sei que
errei com você... sim, eu coloquei laxante no seu leite, mas não
imaginava que ia dar nisso tudo...

    - Então confessa? Ai ai, eu sabia, não dá pra confiar em pessoas como a senhora... -
Gemeu ela com uma voz fraca.

    - Eu estou aqui pedindo desculpas, né? Assumi o meu erro, não foi?

    Mas não houve resposta. Alessia ficou completamente mole e fechou os
olhos, desmaiada.
    Fiquei apavorada! Arrumei rapidamente uma bolsa com roupas,
fraldas, peguei-a no colo e corri pro hospital. Lá chegando, os médicos
a examinaram e fizeram uma lavagem para ela soltar o que estava
segurando fazia dias. Foi uma longa noite. Enquanto ela dormia eu fiquei
esperando sentada em uma cadeira do seu lado. Na manhã seguinte, como vieram
informar, teriam de deixá-la em observação, tomando soro o dia
inteiro. Eu já nem sabia mais o que sentia. Uma mistura de pena da
garota e certa culpa tomou conta. Se eu soubesse que acabaríamos nesse
lugar, juro, nunca teria colocado nada naquele leite...




CONTINUA!!!

segunda-feira, 6 de maio de 2013

Outra vez, bebê! Conto de Alessia parte 9

Leitores, aqui vai a parte 9, desculpem a demora em postar!

        ALESSIA

    Eu sei, talvez estivesse colocando minha vida em risco já quando
resolvi agir como uma boneca de pano. Se essa mulher fosse uma louca eu
estaria lascada, mas não seria a mim que ela teria de prestar contas
mais tarde. Tudo que eu queria era meu pai de volta, só isso. "tentei
ser forte, paizinho... juro..." Pensava enquanto estava lá
sentada em meu computador, morrendo de fome, mas o que eram alguns
momentos de apuro e tendo de dar conta da minha própria comida se fosse
pra me manter viva? Naquele resto de semana nem pensaria em ingerir
nada vindo das mãos de Paola.

    Fiquei no quarto o dia inteiro procurando esquecer tudo isso me
focando em jogar, conversar e pegar as lições perdidas da
escola. Além disso, me preocupando também em segurar qualquer
necessidade fisiológica que precisasse fazer, pois não queria
ter de pedir a ela pra me trocar, principalmente depois da tiração de
sarro um dia antes. Mais uma que aquela infeliz me fizesse e eu armaria um
escândalo.

    Senti o cheiro de peixe assado vindo da cozinha e sim, o estômago
quase pulou pra fora, mas voltou pro lugar assim que lembrei do leite
envenenado.

    - Não, Alessia, esse peixe é perigoso à sua saúde. Depois quando ela
dormir você vai lá preparar um sanduíche e um nescau das suas próprias
mãos. - Falei sozinha pra tentar esquecer a fome.

    Quando ouvi ela passando pelo corredor em direção ao seu quarto
deitei na cama e fingi que estava dormindo. Senti aquelas mãos puxarem
minha calça pra ver a fralda, mas sabia que não havia nada devido ao
meu esforço pra mantê-la limpa e seca. Assim que eu realmente pegasse
no sono, sabia que ia molhar, mas por tudo de mais sagrado eu não
podia fazer o número 2, mesmo se minha barriga explodisse de dor.

    Ela fechou a porta do quarto de hóspedes e eu aproveitei pra descer.
Cheguei lá na cozinha e vi um prato com peixe e arroz que parecia estar
uma delícia, só que não, com certeza devia ter mais uma dose de veneninho e
sabe Deus qual seria. Fui procurar no armário e achei uns pães meio
velhos lá e preparei um pequeno sanduíche e um copo de leite com nescau.
De fome eu não morreria pelo menos nessa noite e provavelmente amanhã ou
depois iríamos fazer compras. Comi e voltei pra cima dormir. Acordei no
outro dia com ela me chamando:

    - Alessia, tudo bem? Vamos levantar pois hoje vou precisar da sua
ajuda com as compras no mercado...

    Abri os olhos e me virei. Quando fiz isso senti meu
corpo um pouco mole, mas talvez fosse porque tinha acabado de
acordar.. nem liguei. A fralda como era de esperar estava molhada.
Dormindo eu não tenho mais controle mesmo... Minha barriga também pedia
pra liberar o número 2, mas não, não agora. Decidi segurar até
não dar mais. Sei que é perigoso, mas prefiro sofrer por dentro do que
pela vergonha de ter aquela patética me tirando sarrinho. Deixei que ela
tirasse a fralda, me limpasse e fui pro chuveiro. Quando eu estava em
pé, sentia meu corpo tremer um pouquinho mas achei que não devia ser
nada, afinal já havia acontecido isso outras vezes logo após acordar.
Terminei meu banho, escovei os dentes e fui pro quarto onde a Paola já
me esperava com toda a roupa que eu ia usar naquele dia.

    - E então, como foi ontem? Se virou bem sem mim? - Ela perguntou com
uma cara misteriosa.

    - Sim, comi um lanchinho que eu mesma preparei e pelo menos não
estava envenenado. - eu rebati, dando ênfase nas últimas palavras.

    - Não vamos mais tocar nesse assunto, ok? Agora vou te colocar outra
fralda pra irmos no mercado.

    - O que? eu terei de usar? Está doida? Pra sair, não!

    - Sim, é melhor, vai que acontece um acidente? Vamos demorar por lá
e pelo menos assim está segura...

    Além de não querer encrenca logo cedo, por algum motivo eu não
estava me sentindo muito bem, então deixei que me colocasse, mas peguei outras duas blusas
pra vestir por cima das roupas que ela havia separado.

    - Vai morrer de calor com tudo isso aí...

    - é pra ninguém nem imaginar o que estou usando por baixo...

    - Mas não vai dar pra ver, a calça tampa...

    - Prefiro evitar, né? Vou com elas e pronto.

    - Como quiser, madame.

    Terminamos de nos arrumar, cada uma pegou sua bolsa, eu ajustei os
fones e o celular velho de guerra e comecei a ouvir música, nem queria
saber de nada. Só quando chegou lá no mercado eu os tirei e guardei.

    - Bom, aqui está. - Falou ela me entregando a parte de comidas da
lista de compras. - eu fico com a parte de produtos de limpeza. Me
encontre em uma hora na seção de higiene.

    Peguei meu pedaço de papel e fui atrás do que eu tinha de comprar.
Minha barriga apertando cada vez mais, porém eu dizia pra mim mesma:
"você aguenta, você consegue!"
    Uma hora depois, cheguei lá no lugar onde havíamos combinado de nos
encontrarmos.

    - Tudo certo aí?

    - Claro, perfeitamente...

    - Tá bom, agora vamos pegar as coisas de higiene. Sabonete, shampoo
e depois temos de ir na seção de fraldas procurar aquelas no estilo
calcinha que seu pai colocou na lista.

    - Mais essa agora?

    - Foi ele que mandou, Alessia. Só temos de fazer.

    Preferi me calar até porque não estava muito bem pra ficar
questionando as coisas. Escolhi o shampoo e o sabonete
e fomos pra seção de fraldas. Fiquei um pouco longe, disfarçando e
fingindo que olhava outras coisas, mas a patética me chamou a atenção:

    - Vem me ajudar a escolher a marca, garota.

    - Ah, não sei, pega qualquer uma aí...

    - Não, tem que ser uma boa. Qual você acha melhor?

    - E eu lá entendo dessas coisas? Você que deve saber, pois é
especialista no assunto...

    - Até aqui dentro vai querer brigar, Alessia?

    - Só estou falando a verdade, quem entende disso é a senhora, então,
vire-se.

    Ela pegou um pacote da mesma marca que eu usava pra dormir,  mas bem discretas.

    - Aqui está, agora vamos pro caixa.

    Eu a segui e quando chegamos lá, vimos que a fila dava
voltas e a atendente era uma lesma. Peguei meu celular e comecei a ouvir
música. Dali uns 20 minutos mais ou menos ouvi Paola berrar com a
coitada da menina do caixa:

    - Isso aí vai demorar quanto, minha filha? A gente tem muito pra
fazer em casa, né? Pensa que é fácil?

    A mulher respondeu educadamente:

    - Calma, senhora... tem muitas pessoas e compras também, mas prometo tentar ir mais rápido...

    Realmente a fila começou a desaparecer e chegou nossa vez.

    - E essas fraldas aqui são pra quem? - Perguntou a moça.

    - Por acaso é da sua conta? Apenas faça seu trabalho! - Respondeu
Paola, praticamente berrando.

A mulher terminou de registrar as compras em silêncio e quando estávamos
saindo do caixa, Paola olhou pra ela e falou:

    - Quem fala o que quer, ouve o que não quer!

    Fomos embora dali, arrumamos as coisas no carro e quando íamos pra
casa eu como sempre, ouvindo música e cada vez com mais moleza no
corpo... estranho...

    - Pode fazer o favor de tirar essa coisa do ouvido e vir me ajudar a
descarregar aqui? - Disse a dona chata quando chegamos.

    - Em primeiro lugar, não é uma coisa, é um celular. E segundo, vou
te ajudar sim porque não sou mal-educada... sempre ajudo meu pai e não custa.

    Guardamos tudo caladas e quando eu já estava indo pro meu quarto...

    - Não vai comer nada? Aproveite que compramos coisas boas e prepare
algo já que não quer que eu faça...

    - Não, vou pro meu quarto descansar, não estou legal, moleza no corpo.

    - Hum... deve ser porcausa do calor, eu falei pra não ir com tantas
roupas. vá lá, depois você come alguma coisinha...

    Fui caminhando devagar, tremendo e totalmente mole,
nem sei como consegui me segurar. Tirei todas aquelas blusas, a calça e
deitei só de fralda debaixo das cobertas. Foi a primeira vez que dei
graças por estar com uma...




CONTINUA!!!

sexta-feira, 3 de maio de 2013

Outra vez, bebê! Conto de Alessia parte 8

Vamos pra parte 8 turminha? rsrsrs!

        PAOLA

    "Que garotinha difícil..." eu pensava enquanto deixava o quarto dela
e voltava pro meu. Realmente transformar uma adolescente em bebê
outra vez parecia ser algo até um tanto ilusório, mas eram ordens do
patrão e eu só tinha que entregar o trabalho pronto... agora tudo que eu
queria era dormir, no dia seguinte tentaria arrumar a situação. Ainda
tinha uma semana pra conseguir dobrar aquele furacãozinho... se fosse
preciso até contaria que foi o pai dela que pediu pra ter sua
bebezinha de volta e eu só fiquei de ajudar.

    Coloquei meu celular pra despertar às 6 da manhã que era a hora dela
acordar pra ir à escola, virei pro lado e apaguei.
    Na manhã seguinte, quando despertou, levantei, fui até a cozinha e
já deixei o lanchinho dela no jeito e fui chamá-la:

    - Alessia, vamos? Já está na hora!

    Ela nem se mexeu e muito menos abriu os olhos. Cheguei mais perto e
coloquei a mão por cima das cobertas.

    - Querida, vai se atrasar... acorde!

    Nada.
    Resolvi então ser um pouquinho mais firme:

- Menina, pare de brincar, agora não é hora... ande logo!

    Continuou do mesmo jeito. Puxei as cobertas para que
sentisse frio e não teve qualquer efeito.

    - Ah, parece que a bebezinha tá de birra com a tia, né? Que coisa
feia... mas então se é assim vamos já resolver o problema...

    Fui até o meu quarto e peguei na bolsa uma chupeta. Quando eu a
colocasse em sua boca com certeza ela ia surtar.

    - Olha só o que eu tenho aqui! Um remedinho perfeito pra bebezinhas
birrentinhas... - E coloquei a chupeta na boca dela, mas foi como se eu
tivesse posto em uma boneca.

    - Tá certo, se quer ficar quietinha assim, fica mais bonitinha de
pepeta... agora vamos trocar a fraldinha?

    Comecei a tirar-lhe a calça com ela ainda sem se mexer, abri as
fitas da fralda e limpei-a. Por sorte só estava molhada.

    - Levanta as perninhas por favor, neném?

    Nem se mexeu.

    - Vamos! - Eu falei dando uns tapinhas bem de leve em sua perna só
pra ver, mas não adiantou.
    Então peguei as duas pernas dela com a maior dificuldade e fiz tudo
num malabarismo meio doido, mas era a única forma.

    - Bom, acho que a aula você já perdeu com essa brincadeira. Se quer
ficar assim o dia todo eu vou te levar comigo lá pra baixo com suas
fraldas e tudo.

    Realmente eu estava falando pras paredes... já sem paciência, a peguei
no colo e desci com certa dificuldade, deitei-a no sofá e voltei buscar
o resto das coisas. Fui pra cozinha e preparei uma mamadeira de leite
com nescau.

    - A tia trouxe mais uma coisinha que essa neném nervosa vai gostar
muito... - Falei tirando a chupeta e colocando o bico da mamadeira já
sabendo que ela não ia se mover.

    Fiquei segurando a mamadeira pra não cair porque nem chupar ela
chupava. Peguei de leve os ladinhos de sua boca e apertei pra ver se
algo acontecia, mas o leite só começou a derramar e ela se afogou.

    - Ai ai! - Esclamei, sentando-a e dando uns tapinhas nas costas. -
Por que isso, Alessia? Está vendo só?

    Finalmente resolveu falar:

    - Ah, pensei que ia me deixar morrer, patética! Pelo menos a senhora
não mata seus bebezinhos engasgados... hahahahaha

    - Não estou te entendendo, garota... por que agiu assim?

    - Ué, não estava me tratando como bebê e falando comigo como se eu
fosse uma retardada mental? Então, só correspondi da forma correta...

    - Não, você não entendeu... eu queria sim te tratar como bebê, mas
de forma carinhosa, não como você falou. Foram ordens de seu pai... ele
pediu que a tratasse assim pra que não sentisse falta de nada, muito
menos de carinho e só estou obedecendo.

    - Pode até ser, mas ele não mandou que me envenenasse, mandou?

    - Que horror! Não diga uma coisa dessas! Quantas vezes vou ter que
repetir? Não coloquei nada no seu leite!

    - Aaa é? Engraçado que só eu passei mal e a senhora também comeu a
comida do meu pai. E aí?

    - São coisas que podem acontecer, querida. Agora vamos parar com
isso, por favor... me desculpe se fiz qualquer coisa que não te
agradou... me dá uma chance de começar de novo?

    - Desde que chegou aqui eu já te achei esquisita, nunca confiei
na senhora, ainda mais agora. Não vou comer nada que preparar a
partir de hoje e quando eu sentir fome, farei um sanduíche ou qualquer
coisa assim. Ainda quero estar viva quando meu pai chegar...

    - Nossa... não sei nem o que falar mais... perfeito, então vai ficar
uma semana só à base de lanchinhos, né?

    - Prefiro isso do que morrer envenenada.

    - Uff! é, esse foi o trabalho mais difícil que arrumei... - Falei
baixinho e tampando a boca. - Tá certo, Maria teimosa e dona do seu
nariz. Se é assim imagino que não vá precisar de mim, né? Vou pro meu
quarto e não gostaria de ser perturbada.

    - é mesmo? - Perguntou ela ironicamente. - Nem eu. Estamos quites...
vou ficar comendo só o que eu preparar.

    Preferi deixar pra lá antes que eu falasse o que não devia, mas a
porta do banheiro ainda ia ficar trancada, afinal, de qualquer jeito
eu tinha que cumprir as ordens que me foram dadas. Porém, se ela tirasse
a fralda e ficasse sem ia ver uma por uma das roupas indo pro lixo.

    Voltei a assistir, morrendo de dor na consciência, pensando em
desfazer tudo, tratá-la normalmente e quando o patrão voltasse sentar e
explicar a ele, só que por outro lado deveria haver um ponto fraco
naquela senhorita e eu precisava descobrir. Mais tarde tive uma idéia:
Toda criança gosta do que é bom, no sentido de coisas gostosas pra comer
e com essa não era diferente. Resolvi então fazer um jantar caprichado
pra ela. Tudo bem que havia dito que não ia mais comer da minha comida,
mas quem sabe o cheirinho não a faria mudar de idéia?
    Abri a geladeira e fui ver se tinha algo pra inventar. Estava quase
vazia, por isso o dono da casa havia deixado a lista de compras pra fazer no dia seguinte, mas achei um peixe e resolvi assar. O
cheiro invadiu a casa toda.

    - Vamos ver se a dona bravinha vai resistir... - Falei comigo mesma.

    Fiquei esperando horas, mas nem sinal dela. Tinha pensado em ir lá
chamar, mas sabia que não ia vir. "Bom, uma hora eu sei que vai dar
fome." Pensei.

    Jantei, lavei a louça e guardei um prato com peixe e arroz no
microondas. Tinha certeza de que quando eu voltasse ele não estaria mais ali.
    Antes de dormir passei no quarto de Alessia, mas ela já estava
deitada. Não quis mexer pra não deixá-la pior. Só dei uma olhadinha na
fralda, que pra minha preocupação estava limpa e seca. Além disso ela
não havia comido nem bebido nada o dia inteiro... ai meu Deus...






CONTINUA!!!!

quinta-feira, 2 de maio de 2013

Outra vez, bebê! Conto de Alessia parte 7

E então turma? Vamos pra parte 7?

        ALESSIA

    Até que no início a dona lá não parecia ser tão ruim assim, tirando
o fato de que falava comigo como se fosse os bebês que ela já cuidou...
por um lado isso irritava e por outro me fazia sentir mais saudade do
meu pai ainda... confesso que há essas alturas se ele tivesse dito
que não ia viajar só se eu deixasse que me tratasse totalmente como sua
bebezinha, pois parecia ser o que realmente queria eu não pensava
duas vezes.
    Terminei meu lanche e coloquei as coisas em cima da escrivaninha ao
lado da mesa do computador e voltei a ver vídeos e conversar com minhas
amigas. Meia hora depois, do nada, minha barriga começou a doer e eu
senti uma enorme vontade de ir ao banheiro. Pensei comigo: "Xixi até vai
na fralda porque é mais fácil de tirar, agora cocô? Não faço aqui de
jeito nenhum! Sinto nojo só de pensar em algo grudento e fedorento na
minha pele... não, não e não!"
    Levantei e corri pro banheiro reunindo todas as minhas forças pra
segurar aquilo. Eu ia tirar a fralda de qualquer jeito, fazer, me lavar
e depois pedir pra dona me ajudar a pôr outra. Quando eu estava no
corredor ela saiu feito louca do quarto de hóspedes:

    - Alessia, algum problema? Onde está indo?

    - Preciso usar o banheiro, senhora... - Falei apertando as pernas e
pensando "Sai da minha frente, praga!"

    - E essa fralda aí é pra quê?

    - Mas é o número 2 e eu não vou fazer nela. Agora por favor,
deixe-me passar...

    - Não, querida. Tem que fazer aí mesmo... já estava na hora de te trocar...

    Juro, senti vontade de esganar aquela mulher. Onde já se viu?

    - Saia da minha frente ou eu grito!

    - Nossa, que neném bravinha! Seja boazinha que tudo fica mais fácil...

    Quando ela falou isso eu perdi a cabeça e berrei ainda segurando
as pernas apertadas:

    - Foi a senhora, não foi? Fez isso de propósito! O que colocou no
meu leite, hein?

    - Como pode dizer uma coisa dessas, Alessia? Por que eu ia querer te
fazer mal? Talvez tenha sido o pudim ou até mesmo o macarrão...

    - Ouça bem, dona: NADA que meu pai faz é prejudicial à minha saúde,
então tire seu cavalinho da chuva, tá? Eu sabia que não podia confiar em
uma qualquer... - E comecei a chorar.

    No que eu fiz isso, minha barriga deu uma última pontada e tudo
acabou saindo ali mesmo, na fralda. só levei as mãos no rosto pra tentar
esconder um pouco a vergonha mas o cheiro me delatava.

    Hum, parece que neném já sujou a fraldinha, né? - Disse ela com
aquela vozinha nojenta.

"    "Como eu queria saber xingar igual meu pai... garanto que essa
patética não ia entender nada..." Eu pensava enquanto ela me olhava com
cara de bocó.

    - é, foi sua culpa... satisfeita agora? Então me dê licença...

    - Ei, espere! Vai precisar de ajuda pra limpar isso... vamos
pro banheiro.

    Como tudo já estava ruim e não tinha jeito de ficar pior, deixei que me
arrastasse até lá. à medida que eu andava, sentia aquela coisa pegajosa
na minha pele e uma sensação de raiva e nojo ao mesmo tempo. Chegamos no
banheiro e eu comecei a tirar a calça, mas realmente não tive coragem
nem de encostar naquela fralda.

    - Deixe que a tia tira pra você, meu amor... só abre as perninhas...

    Eu obedeci, mas se não fosse minha boa educação teria lhe dado um
soco na cara ali mesmo, já que estava na minha frente.
    Ela tirou e eu fechei os olhos. O cheiro era tão insuportável que eu chegava a sentir
vontade de vomitar, só que há essas alturas já não devia ter mais
nada no meu estômago.

    - Uff, que cheirinho! - Continuou aquela mulher enquanto me limpava
com um monte de papel. - Vai precisar
tomar um bom banho...

    - Isso eu posso fazer muito bem sozinha. Agora pela última vez, me deixa...

    - Ok, eu vou, mas se eu voltar e você não estiver limpinha farei
tudo de novo com as minhas mãos, entendeu?

    - Até parece... querida, eu tenho 13 anos, não sou igual os
pirralhos que você cuidou, agora vai!

    Ela saiu, fechou a porta com força e eu comecei a tomar meu banho e
lógico que me lavei perfeitamente. Como uma maníaca por limpeza igual a
mim poderia não saber se limpar?
    Terminei, me sequei e fui pro quarto. Claro que a patética já estava
esperando lá.

    - Vamos ver se está tudo certinho?

    Me examinou da cabeça aos pés e quando constatou que não havia
sujeira alguma, falou:

    - é, bebê não precisa da ajuda da tia pra tomar banho... agora é só
pôr a fraldinha, o pijaminha e nanar...

    - Cala-te boca! - Murmurei entre dentes.

    - O que foi? Não entendi... pode repetir, neném?

    - Nada não... me põe a fralda logo que quero dormir...

- Own, tadinha... deve tá com soninho né? Eu sei, o dia foi cansativo hoje...

    Fechei a cara e deixei que ela fizesse seu trabalho. Pediu para que
eu levantasse as pernas e eu fiz pra ir rápido com a coisa. Depois
deslizou a fralda por baixo de mim,, passou pomada, talco e colou as fitas.

    - Pronto, agora neném pode dormir. - Falou ela vindo pra me dar um
beijo de boa noite.

    Virei o rosto e só respondi:

    - Ok então, vou vestir o pijama... até amanhã, senhora.

    Me ajeitei e quando deitei, pensei em um plano. "Se ela quer um bebê
de verdade, pode crer que vai ter!"




CONTINUA!!!

quarta-feira, 1 de maio de 2013

Outra vez, bebê! Conto de Alessia parte 6

Oi oi pra todos! Vamos à parte 6 do nosso conto? então bora!

        PAOLA

    Assim que cheguei à casa, fui recebida pelo SR. Di Napoli que já
estava de saída. Colocou o dedo nos lábios em sinal para que eu fizesse
silêncio pois a garotinha devia estar dormindo e me entregou duas folhas grampeadas.
Uma era a lista de compras que eu teria de fazer e a outra um
bilhete com os seguintes dizeres:

    "Obrigado por ter aceitado as condições da Alessia. Cuide para que
ela coma direitinho, durma na hora certa, faça os deveres e não esqueça de colocar a
fralda nela antes de dormir e tirar para ir
à escola e lembre-se do que conversamos ao telefone. Os "acidentinhos" podem
passar para o período diurno e aconteceu um há exatos 2 dias atrás. Sendo
assim, caso haja outro, dê um jeito de convencê-la aos poucos a usar fraldas de dia
também. Ah, e antes que eu me esqueça, não deixe que ela se sinta
sozinha... pode ser que dê um certo trabalho devido à minha ausência
mas só ir com calma.

        Atenciosamente, Matteo Di Napoli"

    Dobrei o papel e guardei. Primeiro eu teria de conhecer a menina e
ver até onde ela iria colaborar, depois me preocuparia com essa lista de
compras. Quando olhei para aquele rostinho de boneca com os olhinhos
fechados ali no sofá, pensei: "Ah, dorme como um anjo... se for tão boazinha
acordada quanto é dormindo vai dar tudo certo..." Minha idéia era tentar
fazê-la usar fralda durante o dia mesmo sem acidente, mas para isso eu
teria de pôr em ação meu dom de persuasão que costumava funcionar muito bem com
crianças um pouco menores,porém não sei se dariam os mesmos resultados com esta mocinha de 13 anos. Bem, não me custava tentar, afinal, segundo o
pai dela, sua bebezinha, como ele se referiu a ela pra mim no telefone,
estava crescendo rápido demais e ele falou que se fosse possível,
arrumaria um jeito de regredi-la à idade de 1 ano novamente. Fiquei
comovida e disse-lhe que existia sim uma possibilidade, só não
poderíamos deixá-la com o tamanho físico de um bebê, mas
sim com atitudes e que meus anos de experiência iam ajudar muito
nesse processo. O SR.
Di Napoli ficou todo esperançoso e eu pensava: "Tomara que eu consiga dar a ele o que
tanto gostaria, sua pequenina de volta!"

    Tirei minha bolsa do ombro, que por sinal era grande e estava muito
pesada porcausa das coisas extras que eu havia posto lá dentro como
mamadeiras, brinquedos e outros itens que aos pouquinhos eu tentaria
fazer a menina usar, fui bem de mansinho pra perto dela, dei uma leve
puxadinha na calça e vi que realmente estava sem fralda. Nessa hora ela
se virou devagar e me olhou séria.

    - Olá, neném! Te acordei, foi? - Eu perguntei com a voz que
costumava falar com todas as crianças que cuidei.

    - Ahn... oi, senhora... não, eu ouvi quando meu pai saiu, mas fingi
que estava dormindo pra não ter que me despedir dele outra vez...

    - Entendo... e por favor, não me chame de senhora, pois esta
encontra-se no céu. Me chame de tia Paola, ok?

    - Bom, me desculpe, é que fica feio pra alguém da minha idade chamar
uma estranha de tia, né?

    - Não sou uma estranha, querida... seu pai me contratou pra cuidar
de você nesses dias que vai ficar fora e espero que possamos ser amigas.

- Hum, bem, como já deve saber, meu nome é Alessia...

    - Eu já sabia disso e de outras coisinhas mais, como por exemplo
que você precisa usar fraldas para dormir porque começou a molhar a cama
e sua pediatra recomendou. Mas não sei se ela te avisou que
poderia passar a ter acidentes diurnos também

    - Não senhora... quem falou com ela foi meu pai e não sei ao certo o
que eles conversaram...

    - Pare de me chamar assim, garotinha... sou sua amiga... - Tentei
dizer com um sorriso amável no rosto.

    - é uma questão de respeito. Fui ensinada a sempre tratar os mais
velhos com educação...

    - Nossa, pareço tão velha assim? - Perguntei em tom de brincadeira,
esticando a pele do rosto.

    - Não, é modo de dizer... - Respondeu ela sem graça.

    - Então, continuando a nossa conversa. Soube também que há 2 dias
atrás você teve um "acidentinho" no meio da tarde, não foi isso?

    - Sim, só que por culpa do meu pai... ele estava me fazendo cócegas e eu tinha
tomado muito líquido...

    - Uhum... você é uma menininha que fica bastante tempo no
computador,certo? às vezes não acaba esquecendo de ir ao banheiro?

    - Bom, eu vou sempre que sinto a vontade apertar.

    - Sei... e não tem momentos em que está na parte mais
emocionante do joguinho ou de um filme e de repente
precisa levantar pra ir fazer xixi?

    - é, confesso que tem sim... fazer o que, é a vida né?

    - E se não precisasse mais disso? Já pensou não ter que se
preocupar em sair do lugar quando a natureza chamasse?

    - Hahahaha, bom, talvez se minha cadeira fosse um vaso sanitário... - Disse
ela em um tom que preferi levar como brincadeira.

    - Quase isso... veja bem, você usa fraldas à noite, né?

    - Sim, só que aí é por não ter controle...

    - E que tal usar de dia também? Assim, adeus preocupação de sair de
um joguinho emocionante ou algo do tipo!

    - Aaah não, senhora, isso seria demais... já sofro por ter que usar
na hora de dormir... sem chance...

    - Querida, vai ser só quando estiver em casa, não precisa ir
pra escola de fralda... - E pensava comigo: "Até que eu vá lá e compre
aquelas no estilo calcinha que o pai dela colocou na lista e eu achei a
idéia perfeita..."

    - ah, e se um dia aparecer alguma amiga minha aqui à tarde e me ver
nesse estado? Eu morro!

    - Aí tia Paola despista ela até você ir ao banheiro e tirar!

    - Ainda não estou convencida...

    - Tenho anos de experiência com crianças, meu anjo. Algumas até com
o mesmo probleminha que você e elas usam fralda o tempo todo em casa, pois
eventualmente molham-se durante o dia também. Pode dar um voto de
confiança à tia Paola? Pense nos momentos bons que já teve que deixar a frente do computador...

    Ela me deu um olhar pensativo, respirou fundo e respondeu:

    - Tá certo, eu aceito, se a senhora prometer tomar todo cuidado com isso.... minhas
amigas são doidas e podem vir sem avisar... ah, outra coisa, pode
falar normalmente comigo, não precisa me tratar de forma infantil.

    - Ahn, tudo bem, linda... é que cuidei de tantos pequeninos que pra
mim são todos iguais, eu os trato do mesmo jeito, entretanto,  se isso te deixa
constrangida vou tomar o cuidado de falar com você como a adolescente
que é...

    Ela fez que sim com a cabeça.

    Até agora tudo estava indo bem. A primeira parte do meu plano havia
dado certo. Fomos pro quarto, eu pedi que ela deitasse na cama e tirei a
calça e a calcinha. Depois limpei-a com os lencinhos, passei a pomada
pra assadura e o talco, em seguida coloquei a fralda e a calça de volta.
Ficou um pouco apertada porcausa do volume, mas serviu e isso a fez
parecer uma bebê de verdade, só um pouquinho mais alta e usando
jeans. Sorri comigo mesma ao ver essa cena, mas não demonstrei.

    - Pronto, agora está prevenida! E pode ir fazer o que quiser
enquanto vou ajeitar minhas coisas no quarto de hóspedes. Mais tarde eu
te chamo.

    Ela se sentou na cadeira do computador sem dizer nada e eu fui
cuidar da minha vida. Arrumei meus pertences no quarto de hóspedes que
era tão espaçoso quanto os outros e tinha até uma pequena televisão na
qual fiquei assistindo deitada na cama por um bom tempo e quando me
dei conta, já era hora de começar a preparar o jantar. Desci até a cozinha
e dei uma espiada na geladeira. Felizmente ainda haviam alguns potes com
comida pra esquentar. Resolvi chamar a Alessia que devia estar bem
distraída com seus joguinhos... Gritei de lá mesmo:

    - Alessia, poderia vir aqui me ajudar a preparar o jantar? Seu pai
deixou algumas coisas prontas e só precisamos escolher o que esquentar...

    Não demorou muito e ela desceu do mesmo jeito que eu a havia
arrumado, com a calça jeans e a fralda.

    - E então, queridinha, Como está indo? Gostou da minha idéia?

    - é... sim... - Começou a falar meio sem jeito. - Realmente é como a
senhora disse, não precisei parar o que estava fazendo pra... - E aqui
ela se calou.

    - Se aliviar, né? - Eu completei. - A tia te entende
perfeitamente... e agora, quer trocar a fraldinha ou acha que aguenta
mais um tempo com essa?

    - Senhora, eu já lhe pedi por favor pra falar comigo normalmente... - Ordenou
ela em um tom bem firme.

    - Novamente, me desculpe, Alessia... é o costume de lidar com
crianças muito menores que você...

    - Hum, está bem... da próxima vez é só olhar pro meu tamanho.

    - Tá, agora venha aqui e me ajude a escolher o que vamos comer. -
Eu disse, abrindo a geladeira e mostrando-lhe as opções.

    Ela preferiu um macarrão com frango desfiado que parecia estar uma
delícia só de olhar. Peguei então o pote e coloquei no microondas.
Quando o forno apitou dizendo que estava tudo pronto, o cheiro simplesmente
invadiu a cozinha e aquilo me fez sentir mais fome do que já estava.
Não sou gulosa, mas meio que por impulso, acabei  indo até lá e tirando a
comida às pressas de dentro do microondas e esqueci de pôr a luva!
Sim, queimei a mão!

    - Ai meus dedos... como eu sou tonta!

    - Está tudo bem? - Alessia perguntou vindo pra perto de mim.

    - Vai passar... foi só uma queimadinha... pode esperar um pouco? Já
sirvo os pratos.

    - Quer que eu faça isso? Assim dá tempo de descansar suas mãos até
passar a dor...

    - Obrigada, querida, você é muito prestativa...

    - Fico sozinha todas as tardes aqui nessa casa, então estou
acostumada a fazer de tudo... - Disse ela já se levantando, pegando os
dois pratos e servindo.

    - Não se sente mal por passar tanto tempo sozinha? - Eu perguntei
afim de tentar ser mais amiga dela. - Não sei, às vezes
falta alguém com quem você possa conversar, tipo uma amiga mais
experiente.... seu pai me contou toda a sua história...

    - é, muito de vez em quando eu sinto um pouco de falta sim, mas nem
reclamo, pois ele trabalha duro pra me dar do bom e do melhor e
lhe sou muito grata.

    - Entendo... também sei como é ficar sem a mãe, mas no meu caso foi
um pouco pior... a minha não foi morar com Deus como a sua... saiu
dizendo que ia comprar cigarro e nunca mais voltou...

    - Que horror! E a senhora era pequena?

    - Um pouco mais nova que você, mas hoje em dia eu já me
conformei...

    - Uhum...

    - bem, vamos falar de coisas boas? Essa comida deve estar uma
delícia... o cheiro pelo menos sim.

    - Tudo que meu pai cozinha é maravilhoso... ele tem dom pra isso...

    - Você é suspeita né, garotinha? - Eu falei, me curvando um pouco e
fazendo umas coceguinhas com os dedos no ombro dela.

    - Prove primeiro e depois conversamos, ok?

    - Tá certo.

    Coloquei a primeira garfada na boca e realmente estava divino.

    - Menina, tem toda razão! Há muito tempo eu não comia um macarrão
tão bom assim...

    - Eu avisei... e aí, sou suspeita ainda?

    - Não, definitivamente, se eu ficasse aqui um mês comendo dessa
comida iria embora rolando!

    - Hahahaha eu que o diga... não sei como sou tão magrinha...

    Pois é, né? Qual é seu segredo? Pode ir contando, porque eu, se
exagerar um pouquinho mais na dose tenho que correr pra academia!

    - Não tem segredo... acho que tenho tendência a ser magra mesmo...

    Ficamos ali naquele papo descontraído enquanto comíamos e logo após,
como eu já estava melhor das mãos, tirei os pratos, lavei e guardei.

    - Linda, se você quiser, pode voltar pro seu quarto e ficar lá um
pouco enquanto ajeito algumas coisas aqui... - Eu disse, passando as
mãos pelos longos cabelos dela.

    - Precisa de mais alguma ajuda?

    - Não, meu anjo, obrigada... vá lá ver algo na internet ou
conversar com suas amiguinhas que daqui há pouco eu te levo um
leitinho...

    Ela foi e eu comecei a arquitetar a segunda parte do meu plano. Na
minha opinião, bebês de verdade fazem o número 2 na fraldinha, mas
com conversa eu podia dizer que era impossível convencer essa pequena a
isso. Acho que nem usando com total força o meu dom de persuasão ia dar
certo... Resolvi então preparar um leite com nescal e um pouquinho de
laxante. Nada muito forte, apenas uma quantidade mínima só pra
soltar a barriguinha dela. Preparei tudo e levei junto com um
pedaço de pudim que só depois eu fui ver, havia na geladeira também.
Melhor coisa que eu poderia ter encontrado, porque aí quando as cólicas
começassem era capaz dela pensar que foi o pudim... subi as escadas e
fui até seu quarto. Como sempre, estava na frente do computador.

    - Alessia, olha o que eu lhe trouxe!

    Ela se virou e quando viu...

    - Ah, muito obrigada! Esse pudim foi meu pai que deixou pra mim, né?

    - Sim, mas só fui ver quando abri a geladeira pra procurar o leite...

    - é, essa é uma das sobremesas que ele faz que eu mais adoro...

    - Também sei fazer ótimos doces, viu? Qualquer hora faço um pra você
provar... agora pode comer seu lanchinho aí que eu já volto pra buscar a
louça e te ver.

    Voltei pro "meu quarto" assistir e pensava comigo: "Daqui a
meia hora você vai precisar me chamar, bebezinha!"


CONTINUA!!!