Diga turma! Demorei, né? Eu sei... mas aconteceram várias coisas... primeiro fiquei sem computador, depois deletaram o meu perfil do facebook e eu fiquei muito chateada pq eu sei que foi de pura maldade e isso me desanimou mas deixemos isso pra lá. Sei que vcs querem a parte 6 do cruzeiro né? Então vamos lá... espero que gostem!
ALESSIA
Ai, Deus... por que eu sentia tanta vergonha da forma que estava sendo tratada?
Eu juro que gostava, pois isso me fazia estar mais
perto dele como nunca fiquei ao longo desses anos todos, mas por outro
lado minha cabeça não parava de martelar. E se alguma amiga da escola
acabasse descobrindo? A escola... outro dilema... não sabia por
quanto tempo ia conseguir esconder meu segredo.. tinha medo que na
Educação Física quando eu fosse me abaixar ou fazer algum exercício
acabasse aparecendo a fralda por baixo da calça e aí?
Fazia bem pouco tempo que eu havia retornado às aulas depois de ter
ficado doente e consegui escapar um pouco da Educação Física,
mas a professora já estava ficando desconfiada. Eu teria que discutir
isso com meu pai mas não naquela viagem tão
maravilhosa... ali eu só queria aproveitar. Nos divertimos muito aquela
tarde que passamos juntos, brinquei em um balanço, algo que eu
particularmente adorava mas com meu tamanho já era difícil achar um que
me coubesse. Então papai prometeu fazer um só pra mim no quintal
dos fundos da nossa casa. Depois fui no jogo de dança que eu também queria muito e no
fundo ficava derretida com o olhar dele pra mim, mas ainda não
sabia como calar aquele lado racional dizendo: "Isso não é pra
você..." tentei apenas curtir o momento e deixar isso pra lá. Sofri
um pouco quando me deu vontade de fazer o número 2, a sensação era ruim.
Bom e engraçado mesmo era o jeito que papai lidava com isso... ele fazia
aquilo tudo não parecer tão ridículo, mas eu não queria me acostumar e
acabar perdendo o controle. Quando eu estava com ele tudo bem, mas e se
algum dia acontecesse um acidente e eu estivesse só ou com outra pessoa?
Não, nem quero pensar...
Na hora do jantar encontramos novamente a família feliz como meu pai
chamava. Thomas vestia um macacão azul cheio de carrinhos e
eu sabia que estava muito envergonhado. Na verdade até tinha ficado
legal, mas comentei só pra deixar ele um pouco pior pois ainda
estava chateada com a história da piscina. Pra minha sorte aquela garota
nojenta não havia aparecido até aquele momento. Porém meu comentário
pareceu dar efeito contrário ao esperado. Em vez de ficar mais
vermelho ele falou:
- Que bom que gostou.
Deixei pra lá, nem ouvi o que ele disse depois. Terminamos de jantar, fomos assistir a apresentação
do grupo dos macacões e após isso já deu a hora de dormir. Papai foi buscar
uma mamadeira pra mim conforme o aviso do sistema de som, mamei no colo
dele e era nessas horas que eu tinha a certeza dentro de mim que não
poderia mais viver sem isso. Quando eu estava quase terminando ele
perguntou se eu queria experimentar o berço e eu concordei. Então ele me
pôs um dos pijamas novos, me deitou lá e ficou como sempre cantando em
francês. Logo adormeci, mas comecei a ter sonhos estranhos.
"Eu estava na aula de Educação Física e era alongamento. Em um dos
exercícios era preciso se abaixar. Eu disse que não faria pois estava
com dor, mas a professora não deu bola.
- Alessia, você não é assim! - Dizia ela com firmeza. - Sempre fez
tudo direitinho... o que está acontecendo?
- Nada, apenas não me sinto bem pra fazer isso.
- Vamos lá, deixe de preguiça! - Ela já foi me pegando pelo ombro e me abaixando.
Naquela de tentar me segurar eu acabei me desequilibrando e caindo
sentada e pro meu horror, minha calça desceu um pouco obviamente
mostrando o que eu usava por baixo. Todos começaram a rir de mim e eu me
desesperei e comecei a gritar e chorar."
Acordei com papai me cutucando e falando meio desesperado:
- Alessia, acorda! O que houve?
- Hum? Como assim?
- Você estava chorando e gritando não, não, não!!! Não o que, filha?
- Ai papai eu tive um sonho horrível... - Comecei a chorar de novo.
- Se acalme e me fala o que aconteceu, meu amor. - Ele me pegou do berço.
Contei-lhe o pesadelo e depois de me ouvir atentamente ele me
ajeitou em seu colo.
- Já passou, vidinha... foi só um susto, isso não vai acontecer, ok?
Quer dormir com o papai agora?
Fiz que sim e ele me deitou na cama.
- Ah, esquecemos de uma coisa, a chupeta! Quer experimentar?
- Uhum...
Foi até o armário e pegou a chupeta ainda lacrada,
abriu, lavou com a água quente da torneira mesmo e colocou-a em minha
boca. No começo estranhei um pouco, pois eu nem lembro mais há quanto
tempo eu não chupava uma.
- E aí?
- Quando foi a última vez que coloquei uma chupeta na boca?
- Ah, você devia ter uns 4 anos... você queria uma bicicleta e eu
disse que só ganharia se entregasse a chupeta ao papai Noel...
- Hum, sei... o truque da barganha, né?
- Não senhora... eu achei que já chegava de chupeta e ia estragar
seus dentinhos que ainda estavam se formando...
- E agora não vai?
- Agora seus dentes já estão no lugar e você só vai usar na hora de
dormir, não é? Ou vai querer ficar o dia inteiro de chupeta?
- Claro que não...
- Acho bom... agora vamos dormir, amanhã é outro dia! - Disse ele
vindo se aconchegar ao meu lado e me abraçando.
Na manhã seguinte eu acordei primeiro. Papai ainda dormia mas
parecia em paz. Continuei ali de chupeta na boca abraçada a ele, tomando
o cuidado de não acordá-lo. Não demorou muito e ele abriu os olhos.
- Bom dia, princesinha! Como foi dormir a noite toda com papai? - Me
deu um beijo na testa.
- Foi muito bom, adorei!
- Legal! Vamos descer pro café? Se é que ainda tem...
Olhei no pequeno relógio da mesa de cabeceira.
- São 9 horas, fecha as 10.
- Então vamos!
Nos arrumamos, ele trocou minha fralda molhada da noite como sempre
fazia, escovamos os dentes e descemos. Ao entrar no restaurante senti
meu sangue ferver. Mellody, a nojenta da piscina estava na fila para se
servir, acompanhada dos pais!
- Bom dia! - Meu pai cumprimentou, mas eu nem olhei.
- Bom dia! - Respondeu o pai dela.
- Vieram comer um pouquinho?
- Pois é...
- Você viu o Thomas? - Perguntou a infeliz se dirigindo a mim.
- Melzinha, diga bom dia à sua amiguinha primeiro, filha, não seja
assim! - Repreendeu a mãe dela com um olhar tão nojento quanto o da tal.
"Amiguinha o caramba..." Pensei. "Se eu pudesse cortava a cabeça
dessa patricinha em pedacinhos!"
- Não. - Respondi secamente.
- Ai, queria tanto conversar mais com ele... depois da piscina não
nos vimos mais... você que é bem amiga dele, me diga, ele tem namorada?
- Sei lá, não falamos sobre essas coisas.
Acho que meu pai sentiu o clima e interpôs:
- Vamos pegar nossa comida e procurar uma mesa, amorzinho...
Agradeci mentalmente e fui, deixando aquela garota com cara de
laranja azeda lá.
- Era a da piscina né?
- Sim... ai que ódio! Não me deixa passar perto dessa guria senão eu a mato!
- Olha, nada de violência... estamos aqui pra nos divertir e não brigar.
- Tá, mas ela que não me provoque!
Nos sentamos, tomamos nosso café e saímos do restaurante, dessa vez
sem encontrar a família feliz.
- Devem estar dormindo aqueles três preguiçosos... - Comentou papai.
- Sei lá... o que vamos fazer agora?
- Não sei, vamos olhar a programação?
Nos dirigimos para o quadro de informações e achamos o seguinte aviso:
"Parada em um pequeno porto onde próximo há um parque fechado que é
alugado periodicamente pela organização do cruzeiro para que os
cuidadores possam passear com seus bebês de carrinhos em tamanhos
maiores ou a pé, fica à escolha! Aguardem a chamada do sistema de som
para mais informações!"
- Acho que vou passear com minha bebê de carrinho! - Papai estava
com um sorriso radiante no rosto.
- Ah, será? Não podemos ir andando mesmo?
- Mas filha, Meu sonho é fazer um passeio desses com você... já
pensou que fofo?
- Não adianta teimar com o senhor, não é mesmo, SR. Matteo Di Napoli?
- Não. - Ele apertou minhas bochechas.
- Pare com isso, já falei que dói! Eu vou te morder. - Brinquei.
- Nada de morder papai, danadinha! Se fizer isso te compro um mordedor, hein?
- Tá, chega de graça... vamos pra não sei onde aguardar as
informações desse passeio...
Nos sentamos em um sofá perto do restaurante e esperamos.
Continua!!! E aí, que tal o passeio no parque de carrinho? Eu to viajando muito nesse conto né? Mas me digam... estão gostando? E o que mais deveria acontecer? Acham que deveria ter um P.O.V da Mellody? E o papai Matteo deve continuar sozinho? esse vai ser um conto longo... então falem... quem acha que ele tá bem assim só com a filhota dele diga e quem acha que ele deve conhecer alguém diga também! rsrs agora fui!
domingo, 31 de agosto de 2014
segunda-feira, 14 de julho de 2014
Cruzeiro, parte 5
Aeee aeee aeee galera! Ai ai, to até cansada! Que susto que levei, pensei que ia perder meu bloguinho precioso pra sempre, mas depois de mexer até onde não devia mais nas configurações e ter que mudar inclusive o endereço do blog aqui estão todos meus textos de volta! Não foi fácil, levei um susto grande! Deus me livre se perdesse todos esses contos né? Agora espero que não dê mais problema.... vamos ler a tão aguardada parte 5 do cruzeiro?
MATTEO
"Ai ai... até quando vou poder mantê-la assim como bebê?" Eu pensava
comigo mesmo. Quando ela me contou sobre o acontecido na piscina eu juro,
tentei entender, porém sou pai e ainda homem, minha maneira de lidar
com as coisas é um pouco diferente... "Ai, Serena, outra vez lamento
a falta que você me faz... seria tão mais fácil pra nossa filha ter a
mãe pra contar seus sentimentos íntimos... eu faço o meu melhor,
mas sei, há coisas que os pais (homens) talvez não sejam capazes de
entender totalmente..." Eu continuava matutando enquanto minha
princesinha estava ali em meu colo, chorando por causa daquele garoto
tê-la deixado por outra amiguinha, coisa boba de criança, mas
pra ela doeu e se refletiu em mim. Não aguento vê-la sofrer pelo que quer que seja. Acabei sendo até um tanto rude com ela, mais
por causa do turbilhão de pensamentos em minha mente naquela hora, porém
logo pedi desculpas e tentei focar em outra coisa. A levei para comprar
roupas de bebê na loja do navio e achamos muitas coisas fofas...
novamente meus pensamentos se voltaram para quando ela era bem pequenininha e
mesmo tendo uma visão masculina eu sabia arrumá-la como uma
bonequinha. Meus amigos até diziam: "Matteo, essa menina nem parece que
é filha de pai viúvo... às vezes ela anda até mais arrumada do que muita
criança que tem a mãe!" Comecei a sorrir internamente com esse
pensamento e uma lágrima quase brotou de meus olhos, sorte que Alessia
estava distraída com as roupas e nem viu. Terminamos as compras e fomos
almoçar. Me diverti muito sujando-a para parecer real, já que ela não ia
fazer isso sozinha. Até disso eu tinha saudades, de quando eu dava
comida a ela e tinha que me preparar para dar-lhe um banho e me lavar
também, tamanha era a bagunça! Nos despedimos de nossos amigos, Mathias, Thalia e Thomas que
tomaram seus rumos e fomo-nos preparar para passarmos aquela tarde toda
juntos, só nós dois.
- Vamos limpar esse rostinho todo sujinho? Hein? - Eu disse
passando um dedo pelo queixo babado de papinha dela quando entramos na cabine.
- Para, pai! Estou assim por sua culpa! - Ela rebateu cheia de vergonha.
- Ah, filha, mas está tão fofo... se olhe no espelho!
- Não, sai fora! Quero tirar isso logo! - Ela já ia pro banheiro,
mas eu a segurei:
- Calma, neném, não precisa ficar nervosa, papai já vai limpar!
Peguei uma toalhinha que havia ali, molhei e comecei a passar no rosto dela,
como fazia quando ela era pequena.
- Pronto, agora está tudo ok, ainda bem que a roupa não sujou, o babador
protegeu! E por falar em roupa, vamos vestir uma das novas? Quero tanto ver como você vai ficar com ela...
- Ainda estou com vergonha... sei lá...
- Você não lembra do grupo de adolescentes que vimos vestidos com
macacões na hora do almoço? Vamos, filhinha, aqui pode...
- Certo... com você não tem jeito mesmo né, pai?
- Não, e que bom que sabe! - Eu falei, erguendo-a no colo e rodando.
- Aiii para, para! Acabei de comer!
- Xii é mesmo, esqueci! Tá bom, chega, vamos trocar de roupinha e
sair para explorar esse navio!
Ela escolheu o macacão com estampa de gatinhos. Eu a deitei na cama,
tirei-lhe a roupa e falei:
- E a fraldinha? Precisa trocar?
- Bom, não faz muito tempo que estou com essa, só saí da piscina e
já coloquei...
- é mesmo... então fica mais um pouquinho, depois mudamos.
Vesti-lhe o macacão e ficou coisa mais fofinha do mundo, pena que eu
não tinha levado minha câmera fotográfica.
- ooown meu Deus do céu... parece uma bebê de verdade! Levanta aqui,
dá uma voltinha! - Segurei-a por uma das mãos e ela fez o que eu pedi.
- é, nada mal...
- Tá linda! Agora vamos, vai arrasar!
Saímos da cabine e fomos andando pelo corredor, pensando em onde ir.
Lá perto do elevador havia um cartaz
com todas as informações do navio, de qual evento se encontrava em
cada piso. Procurei até encontrar: "Parque de diversões, décimo andar"
- Olha só, tem um parque aqui! Será que ele é legal?
- Não sei, podemos dar uma olhada! Mas e os pais podem entrar?
- Veremos isso agora...
Subimos para o local indicado e na porta estava escrito: "Somente as
crianças podem entrar nos brinquedos, mas os pais e responsáveis podem
ficar acompanhando-os, inclusive auxiliando nos mais altos."
- Tudo bem, vou ficar cuidando de você... olha! - Falei apontando
para um balanço muito mais alto do que o normal.
- Nunca vi um assim, dá até um certo medo... - Alessia
respondeu olhando pra ele meio assustada.
- Vamos até lá ver como funciona...
Chegamos mais perto e uma monitora instruiu:
- Colocaremos uma escadinha só para ela subir. Quando se
sentar deve fechar a cadeirinha e o senhor empurrá-la, pois os pés dela não conseguirão tocar no chão.
- Entendido.
A escada veio. Segurei o acento do balanço e Alessia se
posicionou, fechando a cadeirinha logo em seguida. A monitora retirou a
escada e eu comecei a empurrar, primeiro de leve, depois fui aumentando
a força aos poucos.
- Está gostando, filha?
- Sim, papai, há muito tempo eu não me balançava assim...
- Pois é, os balanços do parque lá perto de casa são proibidos para
crianças do seu tamanho mas eu posso fazer um desse jeito mesmo lá no
quintal dos fundos da nossa casa se você quiser...
- Eu adoraria!
- Ok, quando voltarmos de viagem vemos isso!
Continuei ali, balançando-a por mais uma meia hora, até
que ela pediu pra eu parar.
- Algum problema, filha?
- Preciso... sair daqui...
- Hum, é o que estou pensando?
Ela fez sinal positivo com a cabeça. Pedi então a escada à monitora, ajudei
Alessia a descer e saímos.
- Não sei se quero fazer na fralda, pai... - Cochichou ela pra mim
quando entramos em um corredor deserto.
- Não vou te forçar, meu anjinho, mas eu gostaria que aqui você
fosse uma bebê completa e fizesse tudo...
Ela ainda não estava totalmente acostumada a fazer o número 2 na
fralda e por um lado eu não lhe tirava a razão. Perder o controle da
bexiga tudo bem, mas do intestino é realmente constrangedor se
acontecer um acidente em público e por isso eu deixava à escolha dela.
- Não sei...
- Só dessa vez, filha... eu prometo que se você não quiser depois eu
não insisto mais...
- Tá bom, mas não me olha.
Ela foi pra trás de uma parede e eu fiquei cuidando se não vinha
ninguém, mas o corredor continuava vazio. Uns 3 minutos depois ela
voltou, mais vermelha que um pimentão.
- Pronto, docinho?
- Vamos pra cabine, pelo amor de Deus!
- Certo, mas calma, filha!
Eu a levei no colo até lá para evitar constrangimentos. Chegando no quarto...
- Hum,, vamos ver como está isso aqui se a bebê vai precisar de banhinho?
Eu adorava vê-la corar de vergonha.
- Ai, pai, só você mesmo... como é que não tem nojo?
- Nojo de você? E quem você acha que trocava suas fraldinhas quando
era bebê de verdade? Até tinha a tia que te cuidava enquanto eu
estava no trabalho, mas depois que eu voltava, ninguém mais fazia isso!
Não se preocupe, amorzinho, esse bumbum aqui eu já limpei de olhos
fechados! - Falei, dando um tapinha de leve por cima da fralda dela.
- Aii não faz isso, é ruim!
- Eu sei... tá bom, chega, vamos trocar logo.
A deitei no trocador, tirei o macacão, a fralda que estava bem
sujinha por sinal...
- é, o macarrão bateu legal, hein?
Ela apenas riu com o rostinho ainda vermelho de vergonha. Limpei bem
com bastante lencinhos, mas preferi dar um banhinho rápido só por
garantia. Vesti-lhe outra fralda, o mesmo macacão e saímos novamente.
- E agora, o que minha princesinha quer fazer?
- Não sei, será que pais podem entrar na sala de jogos? Eu queria
jogar o jogo de dança...
- Vamos ver.
Voltamos para o sexto andar onde ficava a tal sala e a regra era a
mesma do parque. Se cuidadores quisessem ficar assistindo podia, mas
aqueles brinquedos eram só para as crianças. Fiquei assistindo minha
Alessia dançar lindamente conforme as instruções mostradas na tela e
pensando em dar-lhe esse jogo de presente também quando chegasse em
casa. Se ela soubesse dosar não seria mais uma coisa a atrapalhar seus estudos.
Ficamos ali na sala de jogos infantil até quase o fim da tarde
quando devíamos nos arrumar para jantar.
- Acho que a família feliz lá resolveu ir dormir... - Falei
descontraído, me referindo a Mathias, Thomas e Thalia.
- Sei lá, eles iam na loja, lembra?
- Pois é... e você ainda está chateadinha com Thomas por causa da
garota da piscina?
- Ah, deixa ele quieto... o importante é que passei a tarde toda
com você, coisa que há muito tempo não fazia!
- Linda do papai, te amo muito, filha! - Eu a puxei para um abraço.
Depois disso voltamos para a cabine, trocamos de roupa, (Alessia pôs
outro macacão novo) e subimos jantar. Nesse horário para ser mais
organizado, cada pessoa sentava na mesa que os responsáveis pelo
restaurante escolhiam. Nosso lugar era junto com nossos amigos, já que
éramos famílias pequenas.
- Nos achamos de novo! - Brincou Thalia. - E aí, como passaram a
tarde? Eu e meu Thomas fomos fazer compras e olhem só o que achamos!
O garoto estava vestido com um macacão azul de carrinhos e não
parecia muito à vontade.
- Ficou legal, Thomas. - Alessia comentou.
- Que bom que gostou, estou meio envergonhado...
- Mas tem muita gente aqui vestidinha assim, querido. Daqui há pouco começam a chegar.
Como no almoço, aquele grupo de adolescentes e seus macacões
entraram todos juntos no restaurante.
- Será que são da mesma família? - Quis saber Mathias.
- Vai ver é um grupinho de dança, teatro ou algo assim... - sugeri.
- Já a gente descobre.
O jantar começou a ser servido. Pras crianças era quase a mesma
coisa do almoço, mas dessa vez os dois pediram uma sopa de legumes e foi
a mesma festa da refeição anterior, sujeira nos babadores e tudo. Quando terminamos:
- E aí, galera? Será que vai ter mais algo interessante ou é melhor
a gente ir dormir? - Thomas perguntou.
- Vamos olhar o cartaz dos eventos, quem sabe tem alguma coisa...
Havia um teatro musical em um dos salões do quarto andar e o tão
falado grupo de adolescentes estava se apresentando. Fizeram uma
dança bem engraçada, rimos bastante. Quando a apresentação acabou, como
não tinha mais nada pra fazer, nos recolhemos. Ao chegar no quarto,
ouvimos o sistema de som avisar:
"Atenção pais e responsáveis! Caso queiram preparar mamadeiras para
seus filhos antes de dormir há um pessoal no restaurante servindo leite
e outros acompanhamentos! Sintam-se à vontade, fecha as 23 horas!"
- Quer um tetê, filhota?
- Hum, quero sim...
- Então tá, papai já volta!
Deitei-a na cama e fui buscar uma mamadeira de leite com chocolate.
- Quer dormir no bercinho pra experimentar? - Dei um beijinho na
testa dela que mamava feliz em meu colo.
- Uhum... - Murmurou sem tirar a mamadeira da boca.
Terminei de lhe dar de mamar, vesti-lhe o pijama novo e deitei-a no
berço. Fiquei cantando como sempre fazia em francês até que ela pegasse
no sono e não demorou muito.
E essa foi mais uma parte.... será que sou só eu que me derreto com Alessia e papai Matteo? Acho que não.... comentem, please!
CONTINUA!!!
MATTEO
"Ai ai... até quando vou poder mantê-la assim como bebê?" Eu pensava
comigo mesmo. Quando ela me contou sobre o acontecido na piscina eu juro,
tentei entender, porém sou pai e ainda homem, minha maneira de lidar
com as coisas é um pouco diferente... "Ai, Serena, outra vez lamento
a falta que você me faz... seria tão mais fácil pra nossa filha ter a
mãe pra contar seus sentimentos íntimos... eu faço o meu melhor,
mas sei, há coisas que os pais (homens) talvez não sejam capazes de
entender totalmente..." Eu continuava matutando enquanto minha
princesinha estava ali em meu colo, chorando por causa daquele garoto
tê-la deixado por outra amiguinha, coisa boba de criança, mas
pra ela doeu e se refletiu em mim. Não aguento vê-la sofrer pelo que quer que seja. Acabei sendo até um tanto rude com ela, mais
por causa do turbilhão de pensamentos em minha mente naquela hora, porém
logo pedi desculpas e tentei focar em outra coisa. A levei para comprar
roupas de bebê na loja do navio e achamos muitas coisas fofas...
novamente meus pensamentos se voltaram para quando ela era bem pequenininha e
mesmo tendo uma visão masculina eu sabia arrumá-la como uma
bonequinha. Meus amigos até diziam: "Matteo, essa menina nem parece que
é filha de pai viúvo... às vezes ela anda até mais arrumada do que muita
criança que tem a mãe!" Comecei a sorrir internamente com esse
pensamento e uma lágrima quase brotou de meus olhos, sorte que Alessia
estava distraída com as roupas e nem viu. Terminamos as compras e fomos
almoçar. Me diverti muito sujando-a para parecer real, já que ela não ia
fazer isso sozinha. Até disso eu tinha saudades, de quando eu dava
comida a ela e tinha que me preparar para dar-lhe um banho e me lavar
também, tamanha era a bagunça! Nos despedimos de nossos amigos, Mathias, Thalia e Thomas que
tomaram seus rumos e fomo-nos preparar para passarmos aquela tarde toda
juntos, só nós dois.
- Vamos limpar esse rostinho todo sujinho? Hein? - Eu disse
passando um dedo pelo queixo babado de papinha dela quando entramos na cabine.
- Para, pai! Estou assim por sua culpa! - Ela rebateu cheia de vergonha.
- Ah, filha, mas está tão fofo... se olhe no espelho!
- Não, sai fora! Quero tirar isso logo! - Ela já ia pro banheiro,
mas eu a segurei:
- Calma, neném, não precisa ficar nervosa, papai já vai limpar!
Peguei uma toalhinha que havia ali, molhei e comecei a passar no rosto dela,
como fazia quando ela era pequena.
- Pronto, agora está tudo ok, ainda bem que a roupa não sujou, o babador
protegeu! E por falar em roupa, vamos vestir uma das novas? Quero tanto ver como você vai ficar com ela...
- Ainda estou com vergonha... sei lá...
- Você não lembra do grupo de adolescentes que vimos vestidos com
macacões na hora do almoço? Vamos, filhinha, aqui pode...
- Certo... com você não tem jeito mesmo né, pai?
- Não, e que bom que sabe! - Eu falei, erguendo-a no colo e rodando.
- Aiii para, para! Acabei de comer!
- Xii é mesmo, esqueci! Tá bom, chega, vamos trocar de roupinha e
sair para explorar esse navio!
Ela escolheu o macacão com estampa de gatinhos. Eu a deitei na cama,
tirei-lhe a roupa e falei:
- E a fraldinha? Precisa trocar?
- Bom, não faz muito tempo que estou com essa, só saí da piscina e
já coloquei...
- é mesmo... então fica mais um pouquinho, depois mudamos.
Vesti-lhe o macacão e ficou coisa mais fofinha do mundo, pena que eu
não tinha levado minha câmera fotográfica.
- ooown meu Deus do céu... parece uma bebê de verdade! Levanta aqui,
dá uma voltinha! - Segurei-a por uma das mãos e ela fez o que eu pedi.
- é, nada mal...
- Tá linda! Agora vamos, vai arrasar!
Saímos da cabine e fomos andando pelo corredor, pensando em onde ir.
Lá perto do elevador havia um cartaz
com todas as informações do navio, de qual evento se encontrava em
cada piso. Procurei até encontrar: "Parque de diversões, décimo andar"
- Olha só, tem um parque aqui! Será que ele é legal?
- Não sei, podemos dar uma olhada! Mas e os pais podem entrar?
- Veremos isso agora...
Subimos para o local indicado e na porta estava escrito: "Somente as
crianças podem entrar nos brinquedos, mas os pais e responsáveis podem
ficar acompanhando-os, inclusive auxiliando nos mais altos."
- Tudo bem, vou ficar cuidando de você... olha! - Falei apontando
para um balanço muito mais alto do que o normal.
- Nunca vi um assim, dá até um certo medo... - Alessia
respondeu olhando pra ele meio assustada.
- Vamos até lá ver como funciona...
Chegamos mais perto e uma monitora instruiu:
- Colocaremos uma escadinha só para ela subir. Quando se
sentar deve fechar a cadeirinha e o senhor empurrá-la, pois os pés dela não conseguirão tocar no chão.
- Entendido.
A escada veio. Segurei o acento do balanço e Alessia se
posicionou, fechando a cadeirinha logo em seguida. A monitora retirou a
escada e eu comecei a empurrar, primeiro de leve, depois fui aumentando
a força aos poucos.
- Está gostando, filha?
- Sim, papai, há muito tempo eu não me balançava assim...
- Pois é, os balanços do parque lá perto de casa são proibidos para
crianças do seu tamanho mas eu posso fazer um desse jeito mesmo lá no
quintal dos fundos da nossa casa se você quiser...
- Eu adoraria!
- Ok, quando voltarmos de viagem vemos isso!
Continuei ali, balançando-a por mais uma meia hora, até
que ela pediu pra eu parar.
- Algum problema, filha?
- Preciso... sair daqui...
- Hum, é o que estou pensando?
Ela fez sinal positivo com a cabeça. Pedi então a escada à monitora, ajudei
Alessia a descer e saímos.
- Não sei se quero fazer na fralda, pai... - Cochichou ela pra mim
quando entramos em um corredor deserto.
- Não vou te forçar, meu anjinho, mas eu gostaria que aqui você
fosse uma bebê completa e fizesse tudo...
Ela ainda não estava totalmente acostumada a fazer o número 2 na
fralda e por um lado eu não lhe tirava a razão. Perder o controle da
bexiga tudo bem, mas do intestino é realmente constrangedor se
acontecer um acidente em público e por isso eu deixava à escolha dela.
- Não sei...
- Só dessa vez, filha... eu prometo que se você não quiser depois eu
não insisto mais...
- Tá bom, mas não me olha.
Ela foi pra trás de uma parede e eu fiquei cuidando se não vinha
ninguém, mas o corredor continuava vazio. Uns 3 minutos depois ela
voltou, mais vermelha que um pimentão.
- Pronto, docinho?
- Vamos pra cabine, pelo amor de Deus!
- Certo, mas calma, filha!
Eu a levei no colo até lá para evitar constrangimentos. Chegando no quarto...
- Hum,, vamos ver como está isso aqui se a bebê vai precisar de banhinho?
Eu adorava vê-la corar de vergonha.
- Ai, pai, só você mesmo... como é que não tem nojo?
- Nojo de você? E quem você acha que trocava suas fraldinhas quando
era bebê de verdade? Até tinha a tia que te cuidava enquanto eu
estava no trabalho, mas depois que eu voltava, ninguém mais fazia isso!
Não se preocupe, amorzinho, esse bumbum aqui eu já limpei de olhos
fechados! - Falei, dando um tapinha de leve por cima da fralda dela.
- Aii não faz isso, é ruim!
- Eu sei... tá bom, chega, vamos trocar logo.
A deitei no trocador, tirei o macacão, a fralda que estava bem
sujinha por sinal...
- é, o macarrão bateu legal, hein?
Ela apenas riu com o rostinho ainda vermelho de vergonha. Limpei bem
com bastante lencinhos, mas preferi dar um banhinho rápido só por
garantia. Vesti-lhe outra fralda, o mesmo macacão e saímos novamente.
- E agora, o que minha princesinha quer fazer?
- Não sei, será que pais podem entrar na sala de jogos? Eu queria
jogar o jogo de dança...
- Vamos ver.
Voltamos para o sexto andar onde ficava a tal sala e a regra era a
mesma do parque. Se cuidadores quisessem ficar assistindo podia, mas
aqueles brinquedos eram só para as crianças. Fiquei assistindo minha
Alessia dançar lindamente conforme as instruções mostradas na tela e
pensando em dar-lhe esse jogo de presente também quando chegasse em
casa. Se ela soubesse dosar não seria mais uma coisa a atrapalhar seus estudos.
Ficamos ali na sala de jogos infantil até quase o fim da tarde
quando devíamos nos arrumar para jantar.
- Acho que a família feliz lá resolveu ir dormir... - Falei
descontraído, me referindo a Mathias, Thomas e Thalia.
- Sei lá, eles iam na loja, lembra?
- Pois é... e você ainda está chateadinha com Thomas por causa da
garota da piscina?
- Ah, deixa ele quieto... o importante é que passei a tarde toda
com você, coisa que há muito tempo não fazia!
- Linda do papai, te amo muito, filha! - Eu a puxei para um abraço.
Depois disso voltamos para a cabine, trocamos de roupa, (Alessia pôs
outro macacão novo) e subimos jantar. Nesse horário para ser mais
organizado, cada pessoa sentava na mesa que os responsáveis pelo
restaurante escolhiam. Nosso lugar era junto com nossos amigos, já que
éramos famílias pequenas.
- Nos achamos de novo! - Brincou Thalia. - E aí, como passaram a
tarde? Eu e meu Thomas fomos fazer compras e olhem só o que achamos!
O garoto estava vestido com um macacão azul de carrinhos e não
parecia muito à vontade.
- Ficou legal, Thomas. - Alessia comentou.
- Que bom que gostou, estou meio envergonhado...
- Mas tem muita gente aqui vestidinha assim, querido. Daqui há pouco começam a chegar.
Como no almoço, aquele grupo de adolescentes e seus macacões
entraram todos juntos no restaurante.
- Será que são da mesma família? - Quis saber Mathias.
- Vai ver é um grupinho de dança, teatro ou algo assim... - sugeri.
- Já a gente descobre.
O jantar começou a ser servido. Pras crianças era quase a mesma
coisa do almoço, mas dessa vez os dois pediram uma sopa de legumes e foi
a mesma festa da refeição anterior, sujeira nos babadores e tudo. Quando terminamos:
- E aí, galera? Será que vai ter mais algo interessante ou é melhor
a gente ir dormir? - Thomas perguntou.
- Vamos olhar o cartaz dos eventos, quem sabe tem alguma coisa...
Havia um teatro musical em um dos salões do quarto andar e o tão
falado grupo de adolescentes estava se apresentando. Fizeram uma
dança bem engraçada, rimos bastante. Quando a apresentação acabou, como
não tinha mais nada pra fazer, nos recolhemos. Ao chegar no quarto,
ouvimos o sistema de som avisar:
"Atenção pais e responsáveis! Caso queiram preparar mamadeiras para
seus filhos antes de dormir há um pessoal no restaurante servindo leite
e outros acompanhamentos! Sintam-se à vontade, fecha as 23 horas!"
- Quer um tetê, filhota?
- Hum, quero sim...
- Então tá, papai já volta!
Deitei-a na cama e fui buscar uma mamadeira de leite com chocolate.
- Quer dormir no bercinho pra experimentar? - Dei um beijinho na
testa dela que mamava feliz em meu colo.
- Uhum... - Murmurou sem tirar a mamadeira da boca.
Terminei de lhe dar de mamar, vesti-lhe o pijama novo e deitei-a no
berço. Fiquei cantando como sempre fazia em francês até que ela pegasse
no sono e não demorou muito.
E essa foi mais uma parte.... será que sou só eu que me derreto com Alessia e papai Matteo? Acho que não.... comentem, please!
CONTINUA!!!
quinta-feira, 22 de maio de 2014
Cruzeiro, parte 4
Aoooo galera que lê o blog! Parte 4 do cruzeiro! Ah, desculpe por eu não estar postando todos os dias como fazia antigamente, é que as coisas mudaram um pouco por aqui e agora eu não tenho mais aquele tempo de ficar escrevendo que tinha antes, então posto na medida do possível, mas espero que estejam gostando!
ALESSIA
Que garota ridícula! Tudo bem, eu sou quieta no meu canto, tenho
certa vergonha de cumprimentar os outros, mas mau educada não sou e
aquela infeliz nem me olhou na cara direito, só quis saber do Thomas...
nem fiquei lá ouvindo o resto da conversa. Entreguei meu colete para o
cuidador da piscina, inventei a desculpa de que precisava pedir algo ao
meu pai e sumi dali. "O Thomas que fique com quem ele quiser!" Pensei
enquanto tomava o rumo da escada de saída do andar. Por sorte não havia
ninguém ali querendo conversar, pois nessa hora eu não queria
papo. Nem peguei o elevador pra descer, primeiro porque estava
molhada, a água do meu corpo ainda não havia escorrido totalmente e segundo por
achar que fazer um pouco de exercício ia aliviar minha cabeça. Quando eu
pisei no sexto andar:
- Alessia, filhinha! Tudo bem?
- Ah, oi, pai. é... tudo sim...
- Aconteceu algo lá na piscina? Te vi pelo monitor ainda há pouco e
você parecia estar se divertindo... e o Thomas?
Fiquei meio sem saber o que responder, meu pai me conhecia bem demais...
- Eu disse a ele que precisava dar uma saidinha...
- Hum... é a fralda?
- Não... quer dizer, é... ai não sei!
- Filha, o que está acontecendo com você? Vamos lá pra nossa cabine
conversar. - Disse, já me puxando.
Entramos no quarto e ele se sentou na cama, fazendo sinal para eu sentar em seu colo.
- Então, amorzinho, me conte, qual é o seu problema?
- Nada, pai, só quero ficar assim com você... - Eu o abracei e
comecei a chorar.
- Calma, filha! Tudo bem, vai passar! Aquele garoto te fez algo?
- Ele não fez nada, eu sou uma bobona mesmo...
- Não estou entendendo coisa alguma... pode me explicar?
- Estávamos apostando uma corrida, ele atropelou uma garota e parou
pra conversar com ela e...
- E você ficou brava só por isso? Ai Madonna Santa hein, Alessia? Largue
mão, todo mundo tem o direito de fazer mais de um amigo, inclusive o Thomas! Não seja ciumenta!
Fiquei com raiva quando ele falou isso.
- Pai, você não entende! Deixa pra lá.... - Chorei mais ainda.
- Shhh tá certo, bebê, olha, se acalme, que tal a gente ir conhecer
a loja de roupas pra bebês que o rapaz falou durante o treinamento?
- Sei lá, tanto faz...
- Vamos, bicudinha amada, desamarre essa carinha aí... estamos aqui
pra aproveitar!
Quando ele falava assim não adiantava discutir mesmo... deixei que
me tirasse a roupa de natação, a fralda e me vestisse normalmente
para podermos ir até a loja. Lá chegando:
- Olha só, cada coisa mais fofa! Escolha o que você quiser, filha...
- Sei lá, pai, difícil escolher roupas de bebê... - Falei meio sem jeito.
Por um lado achei até bonitinhas aquelas coisas todas, mas
por outro ainda sentia vergonha de estar escolhendo roupas de bebê para mim mesma.
- Pode se basear pelo tamanho que você usa normalmente, querida... -
Comentou uma vendedora se aproximando de nós.
- Papai te ajuda, lindinha... olha esse. - Ele me mostrou um macacão
rosa com o desenho de uma bonequinha.
- Legal... - Concordei timidamente.
- Vai ficar uma graça! - Interpôs a vendedora.
- Então esse aqui vai. Pode separar, agora escolhe mais um, filha.
Procurei bastante até achar um com a coisa que eu mais gostava, gatinhos!
- Ai, esse eu quero!
- Eita, gateira... estou até pensando em te dar um gato de
presente... hahaha.
- Eu gostaria mesmo...
- Vai cuidar dele?
- Lógico...
Ficamos ali olhando mais algumas coisas e acabamos por levar aqueles
que eu havia escolhido, dois pijamas, uma chupeta tamanho 5 para
crianças maiores, uma mamadeira nova e um gato de pelúcia.
- Era esse o gato que ia me dar? - Falei tirando um sarro dele.
- por enquanto sim, mais pra frente te dou um de verdade... bom, agora chega, né? Não quero ficar pobre! Hahaha
- Aaah, poxa, não está feliz de fazer sua filhinha feliz? - Fiz
aquela cara já conhecida.
- Sem-vergonha... vai ver só! - Já vinha se aproximando afim de me
sacanear, porém fui mais rápida e saí correndo.
- Espera, trapaceira! Assim não vale!
- Vem me pegar, pai!
Todo mundo ali no corredor nos olhava, mas eu não dei nem
bola. Voltamos para a cabine, guardamos as compras e depois papai falou:
- Já é quase hora do almoço... que tal irmos pro restaurante agora e
depois arrumamos mais alguma coisa pra fazermos só nós dois?
- Pode ser...
O restaurante ficava no quarto piso. Havia uma cadeira alta em cada mesa.
- Agora sim minha bebezinha vai comer onde se deve! - Papai brincou.
- Será que eu entro aí?
- Sim, vamos, eu te ajudo. - Me pegou no colo, colocou na cadeira e
encostou- a na mesa.
- Coisinha mais linda do papai! Eu devia ter te posto uma das
roupinhas que compramos...
- Ah, não, né? Que vergonha, já pensou?
- Mas eu garanto que vamos achar alguém vestido de bebê aqui pelo
navio e não demora!
Ele nem bem terminou de falar e realmente entrou um grupo de adolescentes todos
vestidos com macacões.
- Viu só? Agora não dá mais porque o almoço já está pra chegar, mas
no jantar você vai vir com uma de suas novas roupinhas!
- Vou pensar no seu caso...
- Olha, não desafia tuo padre, figlia... - Ele falou com aquele
sotaque puxado e eu me matei de rir.
Alguns minutos depois, Mathias e Thalia chegaram com Thomas que
vestia uma bermuda e uma camisa azul.
- Nossa, ainda bem que vamos comer, eu estava com fome!
- Pois é, filhinho... mas também, você ficou tão distraído lá
na piscina conversando com aquela garotinha baixinha...
Quando ela falou isso meu estômago revirou.
- A Melody... pois é, aí os pais dela chamaram-na pra almoçar...
- Eu nem pude ir lá ver as roupas com você, Thomas, depois do almoço
vamos sem falta, quero tanto te ver vestido de bebê...
- Ai, mãe... - Ele corou.
- Eu fui com Alessia, achamos várias coisinhas lindas pra ela...
- é mesmo? Poxa, legal!
- Aff, mulher, precisa tanto? O garoto já não tá de fralda aí?
- Eita, Math, nem vou te falar mais nada, viu?
Um garçom chegou, interrompendo a conversa.
- Temos comida comum para os adultos, carnes, saladas, frutos do mar
e etc. Para os bebês, macarrão com frango desfiado, sopa de legumes e
carne com batata.
- Eu vou na primeira opção, amo macarrão com frango!
- Ah, esse não deve ser tão bom quanto o meu! - Papai não perdeu a oportunidade.
- Nenhum é... - Falei me esticando na cadeira e fazendo um carinho
no braço dele.
- E você, garoto? - O garçom se dirigiu ao Thomas.
- Carne com batata...
O resto do povo fez seus pedidos e só nos restava aguardar. Alguns
minutos antes da comida chegar, veio uma ajudante trazendo bebidas e
babadores. Para os pais era vinho e para nós, suco em copinhos com tampa
e canudinho.
- Muito bem, agora nós vamos tratá-los primeiro e depois comemos. -
Disse Thalia quando o garçom pôs os pratos na mesa.
- Mamãe, eu posso comer sozinho... - Thomas protestou muito envergonhado.
- Não ligue, rapaz! Eu também vou tratar de Alessia e sei que ela
adora, não é, filhota?
Apenas fiz que sim com a cabeça. Naquela hora eu nem liguei pra
presença dele... estava com certa raiva ainda por causa do episódio da piscina...
- Olha o aviãozinho! - Papai me deu a primeira colherada, errando e
fazendo com que sujasse meu rosto.
- Ai, pai! cuidado!
- é pra parecer real, filha... depois eu te limpo...
Thalia achou engraçado e começou a fazer o mesmo com o Thomas.
Em pouco tempo estávamos com mais comida no babador e no rosto do
que na boca. Mais tarde veio a sobremesa.
- Parece que os bebezinhos aproveitaram bastante! - Comentou a
ajudante olhando o nosso estado. - E pra completar, temos torta de chocolate!
- Ebaaa!! Adoro! - Falei entusiasmada.
- Calma, papai ainda vai te tratar!
Sujamos mais um pouco os babadores com a sobremesa, bebemos o suco e quando
terminamos ficamos esperando eles comerem também. Quando todos já estavam prontos:
- Bom, gente, vou limpar minha princesinha que se sujou toda, né?
Hahaha - Papai fez umas cócegas no meu pescoço. - Depois quero
passar a tarde toda com ela... e vocês?
- Eu acho que vou dormir... - Mathias falou bocejando.
- Eu e Thomas vamos na loja, já falei!
Saímos do restaurante e cada um tomou seu rumo. Papai e eu fomos pra
cabine me limpar e depois fazer outras coisas.
Continua! E aí? Comentem mais, adoro comentários!
ALESSIA
Que garota ridícula! Tudo bem, eu sou quieta no meu canto, tenho
certa vergonha de cumprimentar os outros, mas mau educada não sou e
aquela infeliz nem me olhou na cara direito, só quis saber do Thomas...
nem fiquei lá ouvindo o resto da conversa. Entreguei meu colete para o
cuidador da piscina, inventei a desculpa de que precisava pedir algo ao
meu pai e sumi dali. "O Thomas que fique com quem ele quiser!" Pensei
enquanto tomava o rumo da escada de saída do andar. Por sorte não havia
ninguém ali querendo conversar, pois nessa hora eu não queria
papo. Nem peguei o elevador pra descer, primeiro porque estava
molhada, a água do meu corpo ainda não havia escorrido totalmente e segundo por
achar que fazer um pouco de exercício ia aliviar minha cabeça. Quando eu
pisei no sexto andar:
- Alessia, filhinha! Tudo bem?
- Ah, oi, pai. é... tudo sim...
- Aconteceu algo lá na piscina? Te vi pelo monitor ainda há pouco e
você parecia estar se divertindo... e o Thomas?
Fiquei meio sem saber o que responder, meu pai me conhecia bem demais...
- Eu disse a ele que precisava dar uma saidinha...
- Hum... é a fralda?
- Não... quer dizer, é... ai não sei!
- Filha, o que está acontecendo com você? Vamos lá pra nossa cabine
conversar. - Disse, já me puxando.
Entramos no quarto e ele se sentou na cama, fazendo sinal para eu sentar em seu colo.
- Então, amorzinho, me conte, qual é o seu problema?
- Nada, pai, só quero ficar assim com você... - Eu o abracei e
comecei a chorar.
- Calma, filha! Tudo bem, vai passar! Aquele garoto te fez algo?
- Ele não fez nada, eu sou uma bobona mesmo...
- Não estou entendendo coisa alguma... pode me explicar?
- Estávamos apostando uma corrida, ele atropelou uma garota e parou
pra conversar com ela e...
- E você ficou brava só por isso? Ai Madonna Santa hein, Alessia? Largue
mão, todo mundo tem o direito de fazer mais de um amigo, inclusive o Thomas! Não seja ciumenta!
Fiquei com raiva quando ele falou isso.
- Pai, você não entende! Deixa pra lá.... - Chorei mais ainda.
- Shhh tá certo, bebê, olha, se acalme, que tal a gente ir conhecer
a loja de roupas pra bebês que o rapaz falou durante o treinamento?
- Sei lá, tanto faz...
- Vamos, bicudinha amada, desamarre essa carinha aí... estamos aqui
pra aproveitar!
Quando ele falava assim não adiantava discutir mesmo... deixei que
me tirasse a roupa de natação, a fralda e me vestisse normalmente
para podermos ir até a loja. Lá chegando:
- Olha só, cada coisa mais fofa! Escolha o que você quiser, filha...
- Sei lá, pai, difícil escolher roupas de bebê... - Falei meio sem jeito.
Por um lado achei até bonitinhas aquelas coisas todas, mas
por outro ainda sentia vergonha de estar escolhendo roupas de bebê para mim mesma.
- Pode se basear pelo tamanho que você usa normalmente, querida... -
Comentou uma vendedora se aproximando de nós.
- Papai te ajuda, lindinha... olha esse. - Ele me mostrou um macacão
rosa com o desenho de uma bonequinha.
- Legal... - Concordei timidamente.
- Vai ficar uma graça! - Interpôs a vendedora.
- Então esse aqui vai. Pode separar, agora escolhe mais um, filha.
Procurei bastante até achar um com a coisa que eu mais gostava, gatinhos!
- Ai, esse eu quero!
- Eita, gateira... estou até pensando em te dar um gato de
presente... hahaha.
- Eu gostaria mesmo...
- Vai cuidar dele?
- Lógico...
Ficamos ali olhando mais algumas coisas e acabamos por levar aqueles
que eu havia escolhido, dois pijamas, uma chupeta tamanho 5 para
crianças maiores, uma mamadeira nova e um gato de pelúcia.
- Era esse o gato que ia me dar? - Falei tirando um sarro dele.
- por enquanto sim, mais pra frente te dou um de verdade... bom, agora chega, né? Não quero ficar pobre! Hahaha
- Aaah, poxa, não está feliz de fazer sua filhinha feliz? - Fiz
aquela cara já conhecida.
- Sem-vergonha... vai ver só! - Já vinha se aproximando afim de me
sacanear, porém fui mais rápida e saí correndo.
- Espera, trapaceira! Assim não vale!
- Vem me pegar, pai!
Todo mundo ali no corredor nos olhava, mas eu não dei nem
bola. Voltamos para a cabine, guardamos as compras e depois papai falou:
- Já é quase hora do almoço... que tal irmos pro restaurante agora e
depois arrumamos mais alguma coisa pra fazermos só nós dois?
- Pode ser...
O restaurante ficava no quarto piso. Havia uma cadeira alta em cada mesa.
- Agora sim minha bebezinha vai comer onde se deve! - Papai brincou.
- Será que eu entro aí?
- Sim, vamos, eu te ajudo. - Me pegou no colo, colocou na cadeira e
encostou- a na mesa.
- Coisinha mais linda do papai! Eu devia ter te posto uma das
roupinhas que compramos...
- Ah, não, né? Que vergonha, já pensou?
- Mas eu garanto que vamos achar alguém vestido de bebê aqui pelo
navio e não demora!
Ele nem bem terminou de falar e realmente entrou um grupo de adolescentes todos
vestidos com macacões.
- Viu só? Agora não dá mais porque o almoço já está pra chegar, mas
no jantar você vai vir com uma de suas novas roupinhas!
- Vou pensar no seu caso...
- Olha, não desafia tuo padre, figlia... - Ele falou com aquele
sotaque puxado e eu me matei de rir.
Alguns minutos depois, Mathias e Thalia chegaram com Thomas que
vestia uma bermuda e uma camisa azul.
- Nossa, ainda bem que vamos comer, eu estava com fome!
- Pois é, filhinho... mas também, você ficou tão distraído lá
na piscina conversando com aquela garotinha baixinha...
Quando ela falou isso meu estômago revirou.
- A Melody... pois é, aí os pais dela chamaram-na pra almoçar...
- Eu nem pude ir lá ver as roupas com você, Thomas, depois do almoço
vamos sem falta, quero tanto te ver vestido de bebê...
- Ai, mãe... - Ele corou.
- Eu fui com Alessia, achamos várias coisinhas lindas pra ela...
- é mesmo? Poxa, legal!
- Aff, mulher, precisa tanto? O garoto já não tá de fralda aí?
- Eita, Math, nem vou te falar mais nada, viu?
Um garçom chegou, interrompendo a conversa.
- Temos comida comum para os adultos, carnes, saladas, frutos do mar
e etc. Para os bebês, macarrão com frango desfiado, sopa de legumes e
carne com batata.
- Eu vou na primeira opção, amo macarrão com frango!
- Ah, esse não deve ser tão bom quanto o meu! - Papai não perdeu a oportunidade.
- Nenhum é... - Falei me esticando na cadeira e fazendo um carinho
no braço dele.
- E você, garoto? - O garçom se dirigiu ao Thomas.
- Carne com batata...
O resto do povo fez seus pedidos e só nos restava aguardar. Alguns
minutos antes da comida chegar, veio uma ajudante trazendo bebidas e
babadores. Para os pais era vinho e para nós, suco em copinhos com tampa
e canudinho.
- Muito bem, agora nós vamos tratá-los primeiro e depois comemos. -
Disse Thalia quando o garçom pôs os pratos na mesa.
- Mamãe, eu posso comer sozinho... - Thomas protestou muito envergonhado.
- Não ligue, rapaz! Eu também vou tratar de Alessia e sei que ela
adora, não é, filhota?
Apenas fiz que sim com a cabeça. Naquela hora eu nem liguei pra
presença dele... estava com certa raiva ainda por causa do episódio da piscina...
- Olha o aviãozinho! - Papai me deu a primeira colherada, errando e
fazendo com que sujasse meu rosto.
- Ai, pai! cuidado!
- é pra parecer real, filha... depois eu te limpo...
Thalia achou engraçado e começou a fazer o mesmo com o Thomas.
Em pouco tempo estávamos com mais comida no babador e no rosto do
que na boca. Mais tarde veio a sobremesa.
- Parece que os bebezinhos aproveitaram bastante! - Comentou a
ajudante olhando o nosso estado. - E pra completar, temos torta de chocolate!
- Ebaaa!! Adoro! - Falei entusiasmada.
- Calma, papai ainda vai te tratar!
Sujamos mais um pouco os babadores com a sobremesa, bebemos o suco e quando
terminamos ficamos esperando eles comerem também. Quando todos já estavam prontos:
- Bom, gente, vou limpar minha princesinha que se sujou toda, né?
Hahaha - Papai fez umas cócegas no meu pescoço. - Depois quero
passar a tarde toda com ela... e vocês?
- Eu acho que vou dormir... - Mathias falou bocejando.
- Eu e Thomas vamos na loja, já falei!
Saímos do restaurante e cada um tomou seu rumo. Papai e eu fomos pra
cabine me limpar e depois fazer outras coisas.
Continua! E aí? Comentem mais, adoro comentários!
terça-feira, 20 de maio de 2014
Cruzeiro, parte 3
Oi oi turma! Aqui está mais uma parte do cruzeiro! Espero que gostem.
THOMAS
Deus, diga que não estou sonhando! A italianinha filha do amigo do meu
pai parecia uma boneca! Eu que nunca fui muito de prestar atenção em
garotas por achar todas elas sem graça, quando vi aqueles cabelos
castanhos e lisos e aqueles olhos, ai ai... e ela tinha algo diferente
das outras, era tímida e não gostava de ficar se
exibindo. Assim como eu, na hora do tumulto lá na sala de jogos
por causa dos monitores ela preferiu ficar conversando comigo do que
ferver junto. A carinha dela quando viu o jogo de dança me deixou
de um jeito que nem sei explicar direito. "Será que eu estou começando a
gostar de uma garota que acabei de conhecer?" Pensei enquanto ia até a
cabine me preparar para o treinamento.
- Hahaha, o Matteo não muda... italiano louco! - Falou meu pai
quando estávamos lá dentro.
- Senti pena dele contando que ficou viúvo e teve de criar
a menina sozinho.
- Mas ele deu conta! Não viu só que garotinha simpática? Né, Thomas?
- Hum? - Murmurei distraído.
- A filha do Matteo não é una bella ragazza como eles falam lá?
- é, bonitinha... - respondi tentando não dar muito na cara.
- Iiiih, o pai dela não vai gostar de vocês chamando a filha dele de
bella ragazza, hein?
- é ele que não vai gostar ou é você que está com ciúme, amor? O
Thomas já tem idade pra se interessar por garotas!
Mamãe quase se engasgou:
- Meu bebê? De jeito nenhum! ai, filhinho, não ouve o seu pai, tá?
Eu nem estava dando bola mesmo.
- Vamo-nos arrumar logo, o treinamento começa em breve!
Papai foi tomar banho no chuveiro que havia de um lado do banheiro
da cabine enquanto mamãe me arrumava. Senti vontade de fazer o número 2
e fiz, não queria deixar pra depois e acabar tendo que fazer talvez na
frente de Alessia.
- Hum, vamos tirar essa fraldinha suja, bebê? - Mamãe dizia enquanto
fazia todo o processo já conhecido.
Ela me levou pra banheira, me lavou, depois vestiu. Em seguida foi
tomar seu banho e em poucos minutos estávamos todos prontos.
Chegando na sala do treinamento onde se encontravam os botes:
- Mathias, Thalia, venham se sentar aqui junto comigo e Alessia! -
berrou Matteo de onde estava.
Fomos até lá e de repente senti meu coração dar uma pequena pontada.
- Oi de novo... - A italianinha me cumprimentou.
Eu apenas esbocei um sorrisinho tímido.
- Prestem bem atenção lá, crianças. - Mamãe pediu.
Então um cara começou a pequena aula de treinamento. Ensinou como se
colocava o colete salva-vidas em uma emergência e outras coisas
mais. Ao final, disse:
- Agora os senhores passageiros estão liberados para fazer o que
quiserem! Pais e responsáveis, os receptores das câmeras da área
infantil já estão sendo ligados, logo, poderão assistir seus
filhos dos bares, salas de jogos adulta e inclusive de dentro de suas
próprias cabines, caso não queiram ficar em cima deles o tempo todo.
Existem duas piscinas, a infantil e a adulta, ambas monitoradas por
funcionários para que cada um fique em seus respectivos lugares. Bebês
que quiserem nadar terão de ir até a recepção e pedir fraldas próprias
para natação!
Todos começaram a querer sair e falar ao mesmo tempo. O rapaz do
microfone então recomeçou:
Um último aviso. Existem lojinhas aqui dentro com roupas de bebê em
tamanho adulto e acessórios caso vocês queiram conferir, encontra-se no
oitavo piso. Agora convidamos a todos para assistirem à nossa saída
festiva na beira das piscinas no último piso. Teremos uma equipe de
animação e várias outras coisas! Desejamos um ótimo cruzeiro a todos e
divirtam-se!
Voltamos para as cabines guardar os coletes e subimos para assistir
à partida do navio. Havia música alta e muita bagunça lá. Um cara
vestido de palhaço estava fazendo graças, mas eu sinceramente não
ri, pois minha mente se encontrava naqueles cabelos castanhos
e olhos lindos à minha frente.
- Ai, parece que o navio vai balançar muito quando começar a
navegar. - Falou Alessia mexendo as pernas freneticamente como se
estivesse nervosa.
- Balança um pouquinho só, é gostoso... e na hora de dormir vai
embalar seu sono! - Respondeu o pai dela. - E por favor, filhinha, pare
de tremer essas pernas, isso irrita!
- Desculpa, foi sem querer...
- Tudo bem, anjinho... to te achando um pouco nervosa... é impressão minha?
Vi que ela se enrolou um pouco:
- Ah, não tem nada, só um certo medo do navio...
- Deixe disso! Não vamos afundar, não se preocupe. Agora olhem lá,
estamos partindo!
Três buzinas soaram e o barco iniciou a viagem. O mar estava calmo
naquela hora, então as ondas não eram muito fortes.
- Que tal a gente ir pra piscina? - Eu sugeri.
- Ah, filho, eu queria ir na loja ver algumas roupas pra você... vai
que a gente acha algo bem fofinho que te deixe parecido com um bebê de
verdade? - Mamãe veio até mim e apertou minhas bochechas.
- Ai ai! Teremos tempo pra isso! Agora eu queria nadar um pouco... -
Eu disse morrendo de vergonha e tenho certeza que todos ali viram.
- Vamos deixar as crianças, Thalia... que tal irmos conhecer a sala
de jogos adulta? - Meu pai falou e eu agradeci mentalmente.
- Boa! To louco pra ver se tem algo em que eu possa te fazer perder,
careca! - Matteo tirou uma onda.
- Iiiih, sai fora, carcamano! não sou mais o lanterninha da escola que você
conheceu, já to esperto! Hahahaha.
Vendo que eles iriam ficar ali zoando um ao outro, chamei Alessia e
saímos de fininho.
- Aff, meu pai quando encontra um amigo só por Deus!
- Ela comentou.
- Nem me fala... detesto reunião de engravatados... - Falei pra ver
sua reação e vi o mais lindo sorriso.
- Reunião de engravatados é boa! Hahahaha a última que fui obrigada
a ir era em um sítio, um dia antes do meu pai viajar... odeio mato e sou
alérgica a picada de bichos!
- Isso é muito ruim...
Fomos até a recepção e uma moça perguntou:
- O que os bebezinhos desejam, hum?
Ambos ficamos com vergonha de falar.
- Por acaso é fralda pra natação? - A funcionária insistiu.
- Ahn... sim, isso mesmo...
- Não precisam ter vergonha! Vários como vocês já vieram aqui pedir.
São duas, né?
Fiz que sim com a cabeça e a mulher me entregou. Dei a de Alessia e
ambos fomos cada um para sua cabine se trocar. Nos encontramos depois na
beira da piscina infantil, que era bem funda.
- Ai, será que dá pé? - Perguntou uma Alessia com carinha de medo.
- Acho que dá sim, você é quase da minha altura!
- Mas...
- Crianças, caso queiram, podem usar boias! A piscina é um pouco
mais funda do que o normal pra parecer que vocês são bebês de verdade! - Explicou o
rapaz que cuidava de lá.
- Eu acho melhor mesmo...
- Concordou Alessia.
Pegamos as boias e pulamos. Realmente a piscina era bem mais funda
até que a dos adultos.
- Vamos apostar uma corrida? - Ela me lançou um olhar
desafiador.
- Vamos! Quem chegar por último é um bocó!
Largamos ao mesmo tempo, mas quando eu estava na
metade da piscina, esbarrei em uma menina que começou a berrar.
- Ei, olha por onde anda!
- Desculpa... - Tentei soar o mais gentil possível. - Juro que não
tive intenção.
- Ah, tudo bem... eu que me exaltei por causa do susto... prazer,
meu nome é Melody!
- Eu sou Thomas e aquela que está vindo ali é minha amiga, Alessia.
- Falei apontando pra esta que estava quase chegando perto de nós.
- Oi... - Cumprimentou a italianinha tímida como sempre.
Melody a respondeu sem dar muita importância, se voltando a mim logo
em seguida.
- é o primeiro cruzeiro que você faz, Thomas? - Perguntou.
- Sim, e o dela também! - Tentei incluir Alessia na conversa.
- Hum... o meu assim como bebê também, mas já fiz outros
cruzeiros... eu e meus pais viajamos muito...
- Legal!
- Gente, eu já volto, vou procurar meu pai, preciso pedir algo a ele...
- Algum problema, Alessia?
- Não, sério, é rápido.
Ela saiu, devolveu sua boia para o segurança da piscina e eu fiquei sem entender, mas continuei conversando com
Melody. Descobri que tinha 12 anos e era filha
única de um grande empresário e falava muito sobre as viagens que já havia feito.
diferente da italianinha de cabelos castanhos... esta última a meu ver parecia mais
interessante, madura, sei lá... fiquei pensando "O que teria acontecido pra ela querer sair assim de repente?"
E aí galera? O que será está acontecendo com nossa garotinha de 13 anos? Dê seu chute! rsrsrs e a aventura continua!
THOMAS
Deus, diga que não estou sonhando! A italianinha filha do amigo do meu
pai parecia uma boneca! Eu que nunca fui muito de prestar atenção em
garotas por achar todas elas sem graça, quando vi aqueles cabelos
castanhos e lisos e aqueles olhos, ai ai... e ela tinha algo diferente
das outras, era tímida e não gostava de ficar se
exibindo. Assim como eu, na hora do tumulto lá na sala de jogos
por causa dos monitores ela preferiu ficar conversando comigo do que
ferver junto. A carinha dela quando viu o jogo de dança me deixou
de um jeito que nem sei explicar direito. "Será que eu estou começando a
gostar de uma garota que acabei de conhecer?" Pensei enquanto ia até a
cabine me preparar para o treinamento.
- Hahaha, o Matteo não muda... italiano louco! - Falou meu pai
quando estávamos lá dentro.
- Senti pena dele contando que ficou viúvo e teve de criar
a menina sozinho.
- Mas ele deu conta! Não viu só que garotinha simpática? Né, Thomas?
- Hum? - Murmurei distraído.
- A filha do Matteo não é una bella ragazza como eles falam lá?
- é, bonitinha... - respondi tentando não dar muito na cara.
- Iiiih, o pai dela não vai gostar de vocês chamando a filha dele de
bella ragazza, hein?
- é ele que não vai gostar ou é você que está com ciúme, amor? O
Thomas já tem idade pra se interessar por garotas!
Mamãe quase se engasgou:
- Meu bebê? De jeito nenhum! ai, filhinho, não ouve o seu pai, tá?
Eu nem estava dando bola mesmo.
- Vamo-nos arrumar logo, o treinamento começa em breve!
Papai foi tomar banho no chuveiro que havia de um lado do banheiro
da cabine enquanto mamãe me arrumava. Senti vontade de fazer o número 2
e fiz, não queria deixar pra depois e acabar tendo que fazer talvez na
frente de Alessia.
- Hum, vamos tirar essa fraldinha suja, bebê? - Mamãe dizia enquanto
fazia todo o processo já conhecido.
Ela me levou pra banheira, me lavou, depois vestiu. Em seguida foi
tomar seu banho e em poucos minutos estávamos todos prontos.
Chegando na sala do treinamento onde se encontravam os botes:
- Mathias, Thalia, venham se sentar aqui junto comigo e Alessia! -
berrou Matteo de onde estava.
Fomos até lá e de repente senti meu coração dar uma pequena pontada.
- Oi de novo... - A italianinha me cumprimentou.
Eu apenas esbocei um sorrisinho tímido.
- Prestem bem atenção lá, crianças. - Mamãe pediu.
Então um cara começou a pequena aula de treinamento. Ensinou como se
colocava o colete salva-vidas em uma emergência e outras coisas
mais. Ao final, disse:
- Agora os senhores passageiros estão liberados para fazer o que
quiserem! Pais e responsáveis, os receptores das câmeras da área
infantil já estão sendo ligados, logo, poderão assistir seus
filhos dos bares, salas de jogos adulta e inclusive de dentro de suas
próprias cabines, caso não queiram ficar em cima deles o tempo todo.
Existem duas piscinas, a infantil e a adulta, ambas monitoradas por
funcionários para que cada um fique em seus respectivos lugares. Bebês
que quiserem nadar terão de ir até a recepção e pedir fraldas próprias
para natação!
Todos começaram a querer sair e falar ao mesmo tempo. O rapaz do
microfone então recomeçou:
Um último aviso. Existem lojinhas aqui dentro com roupas de bebê em
tamanho adulto e acessórios caso vocês queiram conferir, encontra-se no
oitavo piso. Agora convidamos a todos para assistirem à nossa saída
festiva na beira das piscinas no último piso. Teremos uma equipe de
animação e várias outras coisas! Desejamos um ótimo cruzeiro a todos e
divirtam-se!
Voltamos para as cabines guardar os coletes e subimos para assistir
à partida do navio. Havia música alta e muita bagunça lá. Um cara
vestido de palhaço estava fazendo graças, mas eu sinceramente não
ri, pois minha mente se encontrava naqueles cabelos castanhos
e olhos lindos à minha frente.
- Ai, parece que o navio vai balançar muito quando começar a
navegar. - Falou Alessia mexendo as pernas freneticamente como se
estivesse nervosa.
- Balança um pouquinho só, é gostoso... e na hora de dormir vai
embalar seu sono! - Respondeu o pai dela. - E por favor, filhinha, pare
de tremer essas pernas, isso irrita!
- Desculpa, foi sem querer...
- Tudo bem, anjinho... to te achando um pouco nervosa... é impressão minha?
Vi que ela se enrolou um pouco:
- Ah, não tem nada, só um certo medo do navio...
- Deixe disso! Não vamos afundar, não se preocupe. Agora olhem lá,
estamos partindo!
Três buzinas soaram e o barco iniciou a viagem. O mar estava calmo
naquela hora, então as ondas não eram muito fortes.
- Que tal a gente ir pra piscina? - Eu sugeri.
- Ah, filho, eu queria ir na loja ver algumas roupas pra você... vai
que a gente acha algo bem fofinho que te deixe parecido com um bebê de
verdade? - Mamãe veio até mim e apertou minhas bochechas.
- Ai ai! Teremos tempo pra isso! Agora eu queria nadar um pouco... -
Eu disse morrendo de vergonha e tenho certeza que todos ali viram.
- Vamos deixar as crianças, Thalia... que tal irmos conhecer a sala
de jogos adulta? - Meu pai falou e eu agradeci mentalmente.
- Boa! To louco pra ver se tem algo em que eu possa te fazer perder,
careca! - Matteo tirou uma onda.
- Iiiih, sai fora, carcamano! não sou mais o lanterninha da escola que você
conheceu, já to esperto! Hahahaha.
Vendo que eles iriam ficar ali zoando um ao outro, chamei Alessia e
saímos de fininho.
- Aff, meu pai quando encontra um amigo só por Deus!
- Ela comentou.
- Nem me fala... detesto reunião de engravatados... - Falei pra ver
sua reação e vi o mais lindo sorriso.
- Reunião de engravatados é boa! Hahahaha a última que fui obrigada
a ir era em um sítio, um dia antes do meu pai viajar... odeio mato e sou
alérgica a picada de bichos!
- Isso é muito ruim...
Fomos até a recepção e uma moça perguntou:
- O que os bebezinhos desejam, hum?
Ambos ficamos com vergonha de falar.
- Por acaso é fralda pra natação? - A funcionária insistiu.
- Ahn... sim, isso mesmo...
- Não precisam ter vergonha! Vários como vocês já vieram aqui pedir.
São duas, né?
Fiz que sim com a cabeça e a mulher me entregou. Dei a de Alessia e
ambos fomos cada um para sua cabine se trocar. Nos encontramos depois na
beira da piscina infantil, que era bem funda.
- Ai, será que dá pé? - Perguntou uma Alessia com carinha de medo.
- Acho que dá sim, você é quase da minha altura!
- Mas...
- Crianças, caso queiram, podem usar boias! A piscina é um pouco
mais funda do que o normal pra parecer que vocês são bebês de verdade! - Explicou o
rapaz que cuidava de lá.
- Eu acho melhor mesmo...
- Concordou Alessia.
Pegamos as boias e pulamos. Realmente a piscina era bem mais funda
até que a dos adultos.
- Vamos apostar uma corrida? - Ela me lançou um olhar
desafiador.
- Vamos! Quem chegar por último é um bocó!
Largamos ao mesmo tempo, mas quando eu estava na
metade da piscina, esbarrei em uma menina que começou a berrar.
- Ei, olha por onde anda!
- Desculpa... - Tentei soar o mais gentil possível. - Juro que não
tive intenção.
- Ah, tudo bem... eu que me exaltei por causa do susto... prazer,
meu nome é Melody!
- Eu sou Thomas e aquela que está vindo ali é minha amiga, Alessia.
- Falei apontando pra esta que estava quase chegando perto de nós.
- Oi... - Cumprimentou a italianinha tímida como sempre.
Melody a respondeu sem dar muita importância, se voltando a mim logo
em seguida.
- é o primeiro cruzeiro que você faz, Thomas? - Perguntou.
- Sim, e o dela também! - Tentei incluir Alessia na conversa.
- Hum... o meu assim como bebê também, mas já fiz outros
cruzeiros... eu e meus pais viajamos muito...
- Legal!
- Gente, eu já volto, vou procurar meu pai, preciso pedir algo a ele...
- Algum problema, Alessia?
- Não, sério, é rápido.
Ela saiu, devolveu sua boia para o segurança da piscina e eu fiquei sem entender, mas continuei conversando com
Melody. Descobri que tinha 12 anos e era filha
única de um grande empresário e falava muito sobre as viagens que já havia feito.
diferente da italianinha de cabelos castanhos... esta última a meu ver parecia mais
interessante, madura, sei lá... fiquei pensando "O que teria acontecido pra ela querer sair assim de repente?"
E aí galera? O que será está acontecendo com nossa garotinha de 13 anos? Dê seu chute! rsrsrs e a aventura continua!
sexta-feira, 16 de maio de 2014
Cruzeiro, parte 2
Fala galerinha linda que gosta dos contos! Fiquei feliz com o retorno que esse conto do cruzeiro teve só na parte 1, que bom que gostaram, mesmo! Vamos continuar nossa aventura então?
ALESSIA
Eu estava admirada com o tamanho do navio! Já tinha visto assim em
filmes, fotos, mas viajar dentro de um era realmente emocionante...
Estava Louca pra conhecer os 11 andares que ele tinha... mas eis que meu pai encontra
um velho amigo e ai ai... já imaginei que eu fosse ficar deixada um
pouco de lado igual aquela vez do sítio do tal do Miele que não gosto
nem de lembrar, até olhar pro filho do Mathias, esse que meu pai tinha
encontrado ali e meu, que gatinho! Corei na hora... em meus poucos anos
de vida já achei alguns garotinhos bonitinhos e tal, mas por que aquele
me fez tremer na base? Fiquei morrendo de medo do meu pai desconfiar
de algo... aff, o velho é bem ciumento e não ia gostar que eu
ficasse de rolinho com um garoto, mesmo sendo filho do amigo dele.., mas
acho que nem desconfiou, pois até sugeriu que eu e Thomas fôssemos dar
uma volta pra conhecer o lugar e nós fomos. Subimos alguns andares,
olhamos as cabines de fora que ainda estavam fechadas e lá pelo quinto
piso achamos a sala de jogos para nós os bebês. Tinha de tudo, desde
brinquedos como cama elástica, piscina de bolinhas gigante a jogos
eletrônicos.
- Olha, tem jogo de dança! - Falei doida de vontade de jogar, eu
adorava aquele jogo e meu sonho era ter um, mas meu pai não queria me
dar, pois achava que ia ser mais uma coisa a me atrapalhar nos estudos...
- Você gosta de dançar? - Thomas perguntou e notei que estava meio
tímido também.
- Ah, eu dou meus pulos, mas na frente dos outros tenho vergonha...
o bom desse jogo é que basta apenas seguir a coreografia mostrada na tela...
- Crianças, - Começou uma funcionária lá - atenção aqui, por favor!
Olha, os jogos só estarão liberados quando o navio partir e um outro
aviso: nos bares e locais destinados a seus papais e cuidadores haverão
monitores para que eles possam assistir vocês! Existem câmeras por toda
parte, principalmente na área infantil, logo, nada passará despercebido!
Todos na sala começaram a falar ao mesmo tempo e não dava
pra entender nada. Eu e Thomas continuamos nossa conversinha particular ali:
- Como tudo começou pra você? - Ele perguntou.
- Bom, eu... do nada comecei a molhar a cama, aí a médica falou que
era melhor eu usar fraldas até passar, mas meu pai gostou tanto da ideia
que resolveu me fazer bebê outra vez...
- Hum, certo... e você gostou?
- Acho que estou me acostumando... ainda tenho certa vergonha, mas
ele tem um jeito todo especial de me fazer derreter...
- Que legal... assim é a minha mãe, ela disse que eu estava
crescendo muito rápido e começou a fazer o mesmo que seu pai, mas o meu
não gostou muito. Até hoje ele reclama, acha que vou perder minha masculinidade...
- Hahahaha que engraçado, acho que isso não acontece... deve ser
porque você é o único filho dele, não é?
- Sim, sou.
- Temos várias coisas em comum...
- Concordo...
Fomos cortados pelo sistema de som que nos mandou para a cabine nos
prepararmos pois teria um tal de treinamento obrigatório lá antes de
zarpar. Me despedi dele e fui, com a cabeça parecendo estar cheia de
borboletinhas coloridas. "Ai, Alessia, o que é isso? Você mal conhece o
garoto..." falei comigo mesma.
Entrei na cabine que era bem grande e havia de um lado uma cama de
casal com uma mesinha de cabeceira, um armário e uma espécie de
prateleira com televisão e do outro um berço que cabia um adulto. Eu
nunca tinha pensado em dormir em berços, mas vendo aquele ali, já que eu
estava quase totalmente regredida até que seria interessante...
Poucos minutos depois, papai chegou.
- E aí, minha vidinha? O que está achando, hum?
- é, bem legal mesmo... - falei meio distraída.
- Que houve? qual o motivo dessa carinha aí?
- Carinha? Ué, eu to normal...
- Tá, sei... e o filho do Mathias foi gentil com você?
Quando ele perguntou isso senti meu estômago dar um pulo dentro
do corpo.
- Sim, gostei dele, bem gente boa...
- Que bom, se não fosse eu já ia pegar esse moleque de jeito...
Mathias é meu amigo mas o filho dele que não se bobeie pro lado da minha
pequena! - Ele falou apertando minhas bochechas.
- Ai, pai! Isso dói!
- Desculpa, filha.. não resisti... bom, vamos tomar banho? Daqui há
pouco soa o apito...
- Vamos. - Falei indo pro banheiro que era dividido em duas partes,
separadas por uma porta.
De um lado tinha a privada, a pia e o chuveiro. Do outro uma
banheira enorme com um trocador do mesmo tamanho ao lado que em baixo
havia um armário para guardar material de troca.
- Que tal você deixar o papai te dar banho nessa banheirona aí,
hein? Já tá na hora de perder a vergonha, né?
- Não sei, não consigo ainda.
- Filhinha, você já usa fralda, já toma tetê no meu colo e não quer
me deixar te dar banho? Vamos, pare de graça. - Fez aquela cara que eu não aguento.
Pensando por esse lado ele tinha razão, era só isso mesmo que
faltava. Então, mesmo morrendo de vergonha falei:
- Ok, aceito, mas do jeito que você já sabe.
- Sim, meu tomatinho... - Disse ele vindo até mim e me dando um
beijo no rosto.
Então começou a hora do banho. Papai me deitou no trocador, tirou a
roupa que eu usava e a fralda estilo calcinha bastante
molhada. Definitivamente eu não tenho mais controle...
- Xiii, mais um pouquinho e teria acontecido um acidente!
- Deus me livre, não na frente do T... do povo...
Quase falei bobagem, mas ele nem se tocou. Me pegou no colo e pôs na
banheira. A sensação dele me lavando com o sabonete infantil,
conversando comigo como se faz com um bebê mesmo enquanto me lavava foi
maravilhosa, nem vi o tempo passar. Quando me liguei já estava na hora
de sair da água.
- Meu Deus! Ainda preciso tomar banho! Vou te pôr a fralda e
se vista sozinha dessa vez, senão vamos perder o treinamento...
Assim fizemos. Ele me passou pomada, talco, pôs a fralda e eu fui
achar uma roupa enquanto ele tomava banho. Me arrumei e fiquei
esperando. Pouco tempo depois soou o alerta e pegamos o rumo do treinamento.
E aí povão! Gostaram? Olha, eu não sei se vou postar no final de semana pq não tem muitas pessoas online e tal, mas se houver um chorinho eu posso pensar em postar mais um pouquinho né? rsrsrs comentem!
ALESSIA
Eu estava admirada com o tamanho do navio! Já tinha visto assim em
filmes, fotos, mas viajar dentro de um era realmente emocionante...
Estava Louca pra conhecer os 11 andares que ele tinha... mas eis que meu pai encontra
um velho amigo e ai ai... já imaginei que eu fosse ficar deixada um
pouco de lado igual aquela vez do sítio do tal do Miele que não gosto
nem de lembrar, até olhar pro filho do Mathias, esse que meu pai tinha
encontrado ali e meu, que gatinho! Corei na hora... em meus poucos anos
de vida já achei alguns garotinhos bonitinhos e tal, mas por que aquele
me fez tremer na base? Fiquei morrendo de medo do meu pai desconfiar
de algo... aff, o velho é bem ciumento e não ia gostar que eu
ficasse de rolinho com um garoto, mesmo sendo filho do amigo dele.., mas
acho que nem desconfiou, pois até sugeriu que eu e Thomas fôssemos dar
uma volta pra conhecer o lugar e nós fomos. Subimos alguns andares,
olhamos as cabines de fora que ainda estavam fechadas e lá pelo quinto
piso achamos a sala de jogos para nós os bebês. Tinha de tudo, desde
brinquedos como cama elástica, piscina de bolinhas gigante a jogos
eletrônicos.
- Olha, tem jogo de dança! - Falei doida de vontade de jogar, eu
adorava aquele jogo e meu sonho era ter um, mas meu pai não queria me
dar, pois achava que ia ser mais uma coisa a me atrapalhar nos estudos...
- Você gosta de dançar? - Thomas perguntou e notei que estava meio
tímido também.
- Ah, eu dou meus pulos, mas na frente dos outros tenho vergonha...
o bom desse jogo é que basta apenas seguir a coreografia mostrada na tela...
- Crianças, - Começou uma funcionária lá - atenção aqui, por favor!
Olha, os jogos só estarão liberados quando o navio partir e um outro
aviso: nos bares e locais destinados a seus papais e cuidadores haverão
monitores para que eles possam assistir vocês! Existem câmeras por toda
parte, principalmente na área infantil, logo, nada passará despercebido!
Todos na sala começaram a falar ao mesmo tempo e não dava
pra entender nada. Eu e Thomas continuamos nossa conversinha particular ali:
- Como tudo começou pra você? - Ele perguntou.
- Bom, eu... do nada comecei a molhar a cama, aí a médica falou que
era melhor eu usar fraldas até passar, mas meu pai gostou tanto da ideia
que resolveu me fazer bebê outra vez...
- Hum, certo... e você gostou?
- Acho que estou me acostumando... ainda tenho certa vergonha, mas
ele tem um jeito todo especial de me fazer derreter...
- Que legal... assim é a minha mãe, ela disse que eu estava
crescendo muito rápido e começou a fazer o mesmo que seu pai, mas o meu
não gostou muito. Até hoje ele reclama, acha que vou perder minha masculinidade...
- Hahahaha que engraçado, acho que isso não acontece... deve ser
porque você é o único filho dele, não é?
- Sim, sou.
- Temos várias coisas em comum...
- Concordo...
Fomos cortados pelo sistema de som que nos mandou para a cabine nos
prepararmos pois teria um tal de treinamento obrigatório lá antes de
zarpar. Me despedi dele e fui, com a cabeça parecendo estar cheia de
borboletinhas coloridas. "Ai, Alessia, o que é isso? Você mal conhece o
garoto..." falei comigo mesma.
Entrei na cabine que era bem grande e havia de um lado uma cama de
casal com uma mesinha de cabeceira, um armário e uma espécie de
prateleira com televisão e do outro um berço que cabia um adulto. Eu
nunca tinha pensado em dormir em berços, mas vendo aquele ali, já que eu
estava quase totalmente regredida até que seria interessante...
Poucos minutos depois, papai chegou.
- E aí, minha vidinha? O que está achando, hum?
- é, bem legal mesmo... - falei meio distraída.
- Que houve? qual o motivo dessa carinha aí?
- Carinha? Ué, eu to normal...
- Tá, sei... e o filho do Mathias foi gentil com você?
Quando ele perguntou isso senti meu estômago dar um pulo dentro
do corpo.
- Sim, gostei dele, bem gente boa...
- Que bom, se não fosse eu já ia pegar esse moleque de jeito...
Mathias é meu amigo mas o filho dele que não se bobeie pro lado da minha
pequena! - Ele falou apertando minhas bochechas.
- Ai, pai! Isso dói!
- Desculpa, filha.. não resisti... bom, vamos tomar banho? Daqui há
pouco soa o apito...
- Vamos. - Falei indo pro banheiro que era dividido em duas partes,
separadas por uma porta.
De um lado tinha a privada, a pia e o chuveiro. Do outro uma
banheira enorme com um trocador do mesmo tamanho ao lado que em baixo
havia um armário para guardar material de troca.
- Que tal você deixar o papai te dar banho nessa banheirona aí,
hein? Já tá na hora de perder a vergonha, né?
- Não sei, não consigo ainda.
- Filhinha, você já usa fralda, já toma tetê no meu colo e não quer
me deixar te dar banho? Vamos, pare de graça. - Fez aquela cara que eu não aguento.
Pensando por esse lado ele tinha razão, era só isso mesmo que
faltava. Então, mesmo morrendo de vergonha falei:
- Ok, aceito, mas do jeito que você já sabe.
- Sim, meu tomatinho... - Disse ele vindo até mim e me dando um
beijo no rosto.
Então começou a hora do banho. Papai me deitou no trocador, tirou a
roupa que eu usava e a fralda estilo calcinha bastante
molhada. Definitivamente eu não tenho mais controle...
- Xiii, mais um pouquinho e teria acontecido um acidente!
- Deus me livre, não na frente do T... do povo...
Quase falei bobagem, mas ele nem se tocou. Me pegou no colo e pôs na
banheira. A sensação dele me lavando com o sabonete infantil,
conversando comigo como se faz com um bebê mesmo enquanto me lavava foi
maravilhosa, nem vi o tempo passar. Quando me liguei já estava na hora
de sair da água.
- Meu Deus! Ainda preciso tomar banho! Vou te pôr a fralda e
se vista sozinha dessa vez, senão vamos perder o treinamento...
Assim fizemos. Ele me passou pomada, talco, pôs a fralda e eu fui
achar uma roupa enquanto ele tomava banho. Me arrumei e fiquei
esperando. Pouco tempo depois soou o alerta e pegamos o rumo do treinamento.
E aí povão! Gostaram? Olha, eu não sei se vou postar no final de semana pq não tem muitas pessoas online e tal, mas se houver um chorinho eu posso pensar em postar mais um pouquinho né? rsrsrs comentem!
quinta-feira, 15 de maio de 2014
Cruzeiro, parte 1
Olá pessoal! Finalmente aqui está a história do cruzeiro! E como vai ser um cruzamento entre as duas histórias, o próximo narrador poderá os confundir um pouco, mas não se preocupem, é só pra fazer a ligação mesmo! Então preparem-se pra viajar na maionese rsrs e embarcar nesse navio junto com nossos personagens e espero que vocês se divirtam!
Beijos,
Ket!
MATTEO
Ciao!! Quem se lembra de mim? O pai da Alessia, aquela garotinha de
13 anos que é muito esperta e tá, dá um certo trabalho sim, mas ok, eu
a amo! Bom, eu e ela fizemos um cruzeiro onde os papais e mamães
deveriam levar seus bebezinhos que são um pouco maiores assim como ela e
vou lhes contar como isso aconteceu.
Eu havia voltado de viagem depois de ter recebido aquele e-mail
desesperado de Paola, a Au Pair que contratei pra cuidar de
minha pequena na semana que precisei viajar. Foi um inferno, discuti com
meu chefe e até perdi o emprego, mas não achei ruim, aquele cara era um
inescrupuloso sem coração e só explorava os funcionários. Mas deixemos
ele pra lá. Cheguei em casa e encontrei minha princesa em um estado
deplorável, fraca, pálida... quando a vi pela primeira vez quase chorei,
um sentimento de culpa tomou conta de mim. Se eu imaginasse que seria
dessa maneira, nunca a teria deixado. Conversei com ela, fiz muitos
agrados e consegui convencê-la de que a queria tratar como bebê,
compensar o tempo perdido que fiquei trabalhando e praticamente não a
vi crescer. às vezes ela ainda relutava, se sentia a única no mundo a ser
assim e para provar a ela que não era, resolvi procurar umas coisas na
internet sobre o infantilismo e achei esse cruzeiro, então aproveitei
que tinha um dinheirinho sobrando, podia ficar umas duas semanas folgado
e embarquei nessa aventura. Seria uma experiência nova tanto pra mim
quanto pra ela.
A viagem começou em um sábado. Pegamos um avião de nossa cidade até
a de onde sairia o cruzeiro. Alessia parecia mais nervosa do que eu.
- Papai, que loucura... será que isso não é brincadeira? Ainda não
acredito que exista uma viagem assim...
- Não, amorzinho, você viu as fotos, lembra? Se acalme, senta
direitinho aí e pare de roer essas unhas, vai chegar lá com os dedinhos
todos machucados! Cadê o livro que você trouxe? - Perguntei,
entregando-lhe a bolsa de mão.
Ela pegou o livro e ficou pelo menos um pouco distraída até
chegarmos na fila do check in pra entrar no navio. Lá chegando, aquela
fila enorme, como em todo check in.
- Nossa, é até estranho pensar que esse monte de gente vai no
cruzeiro... olha a galera! - Comentou ela baixinho comigo.
- Verdade, querida... pelo jeito o negócio é bom mesmo ou tem mais
gente pra experimentar...
Ficamos ali esperando até que deu nossa hora.
- Olá! - Cumprimentou uma simpática funcionária. - Sejam bem-vindos!
Espero que a bebezinha se divirta muito, há várias coisas legais pra
criança aqui!
Alessia corou.
- é... também espero... - Respondeu ela nervosa e envergonhada.
- Filhinha, se acostume, aqui todos são bebês como você, com seus
papais e mamães.
- Já sabem o regulamento? - Perguntou a funcionária. - Devem ter
algumas coisas que poderão precisar na bagagem de mão, pois a mala vocês
só verão lá dentro da cabine.
- Sim, senhora, tá tudo ok, obrigado!
Entramos e demos graças de sair do tumulto. Passeamos um pouco pelo
andar, mas o navio tinha 11 pisos.
- Nossa, nas fotos não parece tanto, mas olhando assim é enorme esse
barco... o que será que tem aqui?
- Calma, teremos tempo de explorá-lo! Eu só espero que tenha algum
divertimento pra papais como eu, um bar, uma sala de jogos ou algo assim...
- Ai, velho, você não perde a mania, né? - Falou ela me provocando.
- Não comece, garota, olha as cócegas...
- Aqui não, tá todo mundo olhando!
Estávamos ali brincando descontraídos quando uma voz me chamou.
- Matteo, Matteo! Ei, cara! Aqui, ó!
olhei pro lado e tomei até um susto, Mathias, meu amigo de infância!
- Não acredito... o que anda fazendo por aqui, irmão?!
- Eu é que pergunto... como veio parar nesse navio?
- Ah, é uma longa história... na verdade acho que você imagina, se
está aqui, mas essa é minha filha, Alessia, tem 13 anos... - Puxei o braço dela que
já estava dando um jeito de se esconder e olhei com uma cara que dizia
"Não se atreva."
- Oi... - Ela murmurou totalmente vermelha.
- Que menina linda! Esse é meu filho Thomas, tem 15 anos. - Disse
ele puxando outro "pimentão" pelo braço.
- Diga lá, garotão! Estudei com seu pai da quinta série até o
primeiro médio! E cá pra nós, tu é a cara dele, hein?
Os dois riram.
- Essa é minha esposa, Thalia! - Mathias apresentou.
- Muito prazer!
- E você, italiano, não veio com mais alguém?
- Não... - Entendi o que ele quis dizer.- Somos só eu e Alessia...
- Hum... bom, vamos caçar algo pra fazer já que nem nossas malas devem
estar nas cabines ainda!
- Concordo... por que vocês crianças não vão procurar outros
amiguinhos? Nós vamos ver o que tem pros adultos aqui.
- V-vamos? - Convidou Thomas a Alessia.
- Vai, filhota. Qualquer coisa vá para nossa cabine, o número dela está
no cartão, logo mais eu vou lá.
Eles foram em passos tímidos e eu, Mathias e Thalia fomos conhecer
um pouco mais o navio que era enorme.
Achamos um bar que ficava no sexto piso, nos sentamos, pedimos uma bebida e começamos a
conversar.
- Cara, te reconheci logo que olhei, você não muda! A mesma carona
de sempre...
- Prova de que to conservado, né, meu? Já eu não sei se te
reconheceria... perdeu o cabelo! Hahahahaha!
- Nem me fala... velhice é a treva... mas viu meu filhão? A cara do
pai, pena que resolveu embarcar junto com a mãe nessa loucura de bebê
outra vez...
- Ai, Math, não começa, vai... - Protestou Thalia que estava calada
até então.
- Relaxa, cara! Pensa que pelo menos eles não se envolverão com
drogas e outras porcarias... se regredirem estarão seguros...
- Pensando por esse lado até que você tem razão...
- é, ainda bem que tem alguém pra convencer esse cabeça dura de que
não há mal nenhum...
- Mas então, Matteo, me conte sobre você... casou? Se formou na
faculdade?
Contei a eles resumidamente minha triste história como sempre me
segurando pra não começar a chorar feito um bocó...
- Sentimos muito... - Falou Thalia. - Mas pelo menos te restou
aquela garotinha linda ali...
- Sim, ela é meu orgulho!
Ficamos ali conversando mais um tempo até que ouvimos o sistema de
som do navio:
"Atenção senhores passageiros! Pedimos por favor que dirijam-se às
suas cabines e aguardem lá até a chamada para o treinamento de
emergência obrigatório antes da partida. Quando ouvirem os apitos,
devem aparecer no local onde se encontram os botes portando seus coletes
salva-vidas que estão dentro de suas cabines!"
Me despedi do casal e tomei o rumo do meu quarto, esperando que
Alessia já estivesse lá.
E aí leitores? Gostaram? Comentem! E bom seria se realmente existisse um cruzeiro assim não é? Mas aí está só o começo da aventura, ela continua!!!
Beijos,
Ket!
MATTEO
Ciao!! Quem se lembra de mim? O pai da Alessia, aquela garotinha de
13 anos que é muito esperta e tá, dá um certo trabalho sim, mas ok, eu
a amo! Bom, eu e ela fizemos um cruzeiro onde os papais e mamães
deveriam levar seus bebezinhos que são um pouco maiores assim como ela e
vou lhes contar como isso aconteceu.
Eu havia voltado de viagem depois de ter recebido aquele e-mail
desesperado de Paola, a Au Pair que contratei pra cuidar de
minha pequena na semana que precisei viajar. Foi um inferno, discuti com
meu chefe e até perdi o emprego, mas não achei ruim, aquele cara era um
inescrupuloso sem coração e só explorava os funcionários. Mas deixemos
ele pra lá. Cheguei em casa e encontrei minha princesa em um estado
deplorável, fraca, pálida... quando a vi pela primeira vez quase chorei,
um sentimento de culpa tomou conta de mim. Se eu imaginasse que seria
dessa maneira, nunca a teria deixado. Conversei com ela, fiz muitos
agrados e consegui convencê-la de que a queria tratar como bebê,
compensar o tempo perdido que fiquei trabalhando e praticamente não a
vi crescer. às vezes ela ainda relutava, se sentia a única no mundo a ser
assim e para provar a ela que não era, resolvi procurar umas coisas na
internet sobre o infantilismo e achei esse cruzeiro, então aproveitei
que tinha um dinheirinho sobrando, podia ficar umas duas semanas folgado
e embarquei nessa aventura. Seria uma experiência nova tanto pra mim
quanto pra ela.
A viagem começou em um sábado. Pegamos um avião de nossa cidade até
a de onde sairia o cruzeiro. Alessia parecia mais nervosa do que eu.
- Papai, que loucura... será que isso não é brincadeira? Ainda não
acredito que exista uma viagem assim...
- Não, amorzinho, você viu as fotos, lembra? Se acalme, senta
direitinho aí e pare de roer essas unhas, vai chegar lá com os dedinhos
todos machucados! Cadê o livro que você trouxe? - Perguntei,
entregando-lhe a bolsa de mão.
Ela pegou o livro e ficou pelo menos um pouco distraída até
chegarmos na fila do check in pra entrar no navio. Lá chegando, aquela
fila enorme, como em todo check in.
- Nossa, é até estranho pensar que esse monte de gente vai no
cruzeiro... olha a galera! - Comentou ela baixinho comigo.
- Verdade, querida... pelo jeito o negócio é bom mesmo ou tem mais
gente pra experimentar...
Ficamos ali esperando até que deu nossa hora.
- Olá! - Cumprimentou uma simpática funcionária. - Sejam bem-vindos!
Espero que a bebezinha se divirta muito, há várias coisas legais pra
criança aqui!
Alessia corou.
- é... também espero... - Respondeu ela nervosa e envergonhada.
- Filhinha, se acostume, aqui todos são bebês como você, com seus
papais e mamães.
- Já sabem o regulamento? - Perguntou a funcionária. - Devem ter
algumas coisas que poderão precisar na bagagem de mão, pois a mala vocês
só verão lá dentro da cabine.
- Sim, senhora, tá tudo ok, obrigado!
Entramos e demos graças de sair do tumulto. Passeamos um pouco pelo
andar, mas o navio tinha 11 pisos.
- Nossa, nas fotos não parece tanto, mas olhando assim é enorme esse
barco... o que será que tem aqui?
- Calma, teremos tempo de explorá-lo! Eu só espero que tenha algum
divertimento pra papais como eu, um bar, uma sala de jogos ou algo assim...
- Ai, velho, você não perde a mania, né? - Falou ela me provocando.
- Não comece, garota, olha as cócegas...
- Aqui não, tá todo mundo olhando!
Estávamos ali brincando descontraídos quando uma voz me chamou.
- Matteo, Matteo! Ei, cara! Aqui, ó!
olhei pro lado e tomei até um susto, Mathias, meu amigo de infância!
- Não acredito... o que anda fazendo por aqui, irmão?!
- Eu é que pergunto... como veio parar nesse navio?
- Ah, é uma longa história... na verdade acho que você imagina, se
está aqui, mas essa é minha filha, Alessia, tem 13 anos... - Puxei o braço dela que
já estava dando um jeito de se esconder e olhei com uma cara que dizia
"Não se atreva."
- Oi... - Ela murmurou totalmente vermelha.
- Que menina linda! Esse é meu filho Thomas, tem 15 anos. - Disse
ele puxando outro "pimentão" pelo braço.
- Diga lá, garotão! Estudei com seu pai da quinta série até o
primeiro médio! E cá pra nós, tu é a cara dele, hein?
Os dois riram.
- Essa é minha esposa, Thalia! - Mathias apresentou.
- Muito prazer!
- E você, italiano, não veio com mais alguém?
- Não... - Entendi o que ele quis dizer.- Somos só eu e Alessia...
- Hum... bom, vamos caçar algo pra fazer já que nem nossas malas devem
estar nas cabines ainda!
- Concordo... por que vocês crianças não vão procurar outros
amiguinhos? Nós vamos ver o que tem pros adultos aqui.
- V-vamos? - Convidou Thomas a Alessia.
- Vai, filhota. Qualquer coisa vá para nossa cabine, o número dela está
no cartão, logo mais eu vou lá.
Eles foram em passos tímidos e eu, Mathias e Thalia fomos conhecer
um pouco mais o navio que era enorme.
Achamos um bar que ficava no sexto piso, nos sentamos, pedimos uma bebida e começamos a
conversar.
- Cara, te reconheci logo que olhei, você não muda! A mesma carona
de sempre...
- Prova de que to conservado, né, meu? Já eu não sei se te
reconheceria... perdeu o cabelo! Hahahahaha!
- Nem me fala... velhice é a treva... mas viu meu filhão? A cara do
pai, pena que resolveu embarcar junto com a mãe nessa loucura de bebê
outra vez...
- Ai, Math, não começa, vai... - Protestou Thalia que estava calada
até então.
- Relaxa, cara! Pensa que pelo menos eles não se envolverão com
drogas e outras porcarias... se regredirem estarão seguros...
- Pensando por esse lado até que você tem razão...
- é, ainda bem que tem alguém pra convencer esse cabeça dura de que
não há mal nenhum...
- Mas então, Matteo, me conte sobre você... casou? Se formou na
faculdade?
Contei a eles resumidamente minha triste história como sempre me
segurando pra não começar a chorar feito um bocó...
- Sentimos muito... - Falou Thalia. - Mas pelo menos te restou
aquela garotinha linda ali...
- Sim, ela é meu orgulho!
Ficamos ali conversando mais um tempo até que ouvimos o sistema de
som do navio:
"Atenção senhores passageiros! Pedimos por favor que dirijam-se às
suas cabines e aguardem lá até a chamada para o treinamento de
emergência obrigatório antes da partida. Quando ouvirem os apitos,
devem aparecer no local onde se encontram os botes portando seus coletes
salva-vidas que estão dentro de suas cabines!"
Me despedi do casal e tomei o rumo do meu quarto, esperando que
Alessia já estivesse lá.
E aí leitores? Gostaram? Comentem! E bom seria se realmente existisse um cruzeiro assim não é? Mas aí está só o começo da aventura, ela continua!!!
sexta-feira, 9 de maio de 2014
Conto de Thomas parte 8
E então gente? Vamos sem mais delongas pra parte 8?
THALIA
Eu me sentia a mamãe mais feliz do mundo. Agora meu lindinho estava
dormindo de fralda, chupeta e como o bebê que eu queria... nem consegui
pregar o olho de tanta felicidade. Eventualmente eu ia até o quarto dele
ver como estava, mas uma hora o vi acordado:
- O que foi, amorzinho? Algum problema?
- Estou com vontade de ir ao banheiro, mamãe... não consigo usar a fralda...
- Tente, querido, é fácil, basta relaxar...
- Mas não dá certo, já tentei... é falta de costume... há quanto
tempo não faço isso?
- Ah, filho, você largou as fraldas a primeira vez com pouco menos
de 2 anos, era um menino muito esperto, acho que por isso eu não queria
que você crescesse...
- Entendi...
- Bem, posso te ajudar. - Falei, indo pra perto dele e
começando a fazer cócegas.
- Hahahaha mamãe, para, para, por favor!
- Isso vai dar certo! - Continuei fazendo.
Alguns minutinhos depois o vi ficar vermelho e parar de rir.
- é, acho que foi... - Ele falou muito sem jeito.
- Eu sabia... agora venha aqui pra mamãe trocar, vem? E não precisa
ficar com vergonha, você agora é o bebê! - Dei-lhe um beijo na testa.
Ele deitou na cama sem mudar a expressão e eu peguei o material para
troca, em seguida tirei o shorts do pijama, abri as fitas da fralda que
estava bastante molhada e a tirei debaixo dele.
- Iiih, tava com muita vontade, hein? Mais um pouquinho não daria pra segurar!
- Ai mamãe, você me mata de vergonha...
- Não se preocupe, filhotinho... tome aqui... - Peguei a chupeta que
estava em cima da cama e coloquei na boca dele.
Depois comecei a limpá-lo com os lencinhos, passei pomada,
talco, coloquei a fralda limpa por baixo e fechei as fitas.
- Pronto, limpinho de novo! Agora pode voltar a dormir que amanhã é
dia de aula! - Dei-lhe um tapinha no bumbum e saí do quarto.
THOMAS
Só a minha mãe mesmo pra me fazer passar por isso... mas lá no
fundinho todos sabemos que eu estava amando. Imagino que no mundo quase
nenhum garoto teve a mesma sorte que eu... passado o momento da vergonha
da troca, voltei a dormir até a hora que o despertador tocou. Aí
levantei ainda com a fralda, fui escovar os dentes, mas eis que me dá
vontade de fazer o número 2. "Ah, não..." Pensei. "Aquela hora ok, mas
agora vai ser complicado..."
Vi mamãe se levantando e vindo em minha direção no banheiro.
- E aí, pequenino? Pronto pra tirar a fraldinha e ir à escola?
- Estou com vontade de fazer outra coisa... vai ser pior do
que da primeira vez...
- Não vai não, anjinho... lembra daquele dia do acidente...
- Não, Deus me livre, tudo menos lembrar daquele dia"
- Certo... então faz o seguinte... imagine que você está na privada
e deixa ir, se foque totalmente e tente esquecer que está de fralda, se
quiser eu saio daqui e aí me chame quando terminar...
- Vou tentar então.
A vontade era tanta que não foi tão difícil assim, fiz o que ela me
instruiu e consegui, mas no final não gostei muito da sensação, aquele negócio
pesado e grudento me fez sentir ruim...
- Mamãe!
- Já foi, meu fofinho? Hum, pelo jeito já... mas não se preocupe,
mamãe vai tirar essa sujeirinha... - Disse ela me levando de volta pra
cama e fazendo tudo o que fez da outra vez, só que com um detalhe.
- Acho que é melhor você se lavar pra ir à escola, filho...
Então fomos pro banheiro. Depois de pronto, vesti roupa íntima
normal mesmo, o uniforme e fui tomar o café.
- Olha só, bom dia, bebezão! Como foi sua primeira noite?
- Ai, Math, vai começar a provocar o menino?
- Deixa ele, mãe... ah, Gostei, pai, bom ou ruim eu achei massa...
- é, to perdido mesmo... melhor eu nem falar mais nada...
Terminamos o café e cada um seguiu seu caminho como sempre.
***
Os outros dias foram da mesma forma até as férias. Eu já estava mais
acostumado a ser um garoto normal na escola e bebê em casa e cada vez
mais ansioso para o cruzeiro que ia fazer com meus pais. Já estava tudo
certo. Sairíamos no primeiro sábado assim que eu entrasse de férias.
Mamãe também não via a hora.
- Imagine só, tantos bebezinhos iguais a você! Tenho certeza que vai
ser maravilhoso!
- Ainda to meio assim gente...
- Relaxa, pai, é cruzeiro! Não importa a forma, pense que é um navio
e que estaremos no meio do mar!
Agora só nos restava arrumar as malas e partir pra viagem!
E então galerinha? próxima parada, cruzeiro! e aí como vai ser um cruzamento entre os personagens das duas histórias, o próximo narrador vai ser? Vai ser? Vai ser???? Não vou falar, aguardem! Vocês vão gostar!
A, e pra quem não conhece ainda meu outro blog, acesse:
http://ketinhababy.blogspot.com
THALIA
Eu me sentia a mamãe mais feliz do mundo. Agora meu lindinho estava
dormindo de fralda, chupeta e como o bebê que eu queria... nem consegui
pregar o olho de tanta felicidade. Eventualmente eu ia até o quarto dele
ver como estava, mas uma hora o vi acordado:
- O que foi, amorzinho? Algum problema?
- Estou com vontade de ir ao banheiro, mamãe... não consigo usar a fralda...
- Tente, querido, é fácil, basta relaxar...
- Mas não dá certo, já tentei... é falta de costume... há quanto
tempo não faço isso?
- Ah, filho, você largou as fraldas a primeira vez com pouco menos
de 2 anos, era um menino muito esperto, acho que por isso eu não queria
que você crescesse...
- Entendi...
- Bem, posso te ajudar. - Falei, indo pra perto dele e
começando a fazer cócegas.
- Hahahaha mamãe, para, para, por favor!
- Isso vai dar certo! - Continuei fazendo.
Alguns minutinhos depois o vi ficar vermelho e parar de rir.
- é, acho que foi... - Ele falou muito sem jeito.
- Eu sabia... agora venha aqui pra mamãe trocar, vem? E não precisa
ficar com vergonha, você agora é o bebê! - Dei-lhe um beijo na testa.
Ele deitou na cama sem mudar a expressão e eu peguei o material para
troca, em seguida tirei o shorts do pijama, abri as fitas da fralda que
estava bastante molhada e a tirei debaixo dele.
- Iiih, tava com muita vontade, hein? Mais um pouquinho não daria pra segurar!
- Ai mamãe, você me mata de vergonha...
- Não se preocupe, filhotinho... tome aqui... - Peguei a chupeta que
estava em cima da cama e coloquei na boca dele.
Depois comecei a limpá-lo com os lencinhos, passei pomada,
talco, coloquei a fralda limpa por baixo e fechei as fitas.
- Pronto, limpinho de novo! Agora pode voltar a dormir que amanhã é
dia de aula! - Dei-lhe um tapinha no bumbum e saí do quarto.
THOMAS
Só a minha mãe mesmo pra me fazer passar por isso... mas lá no
fundinho todos sabemos que eu estava amando. Imagino que no mundo quase
nenhum garoto teve a mesma sorte que eu... passado o momento da vergonha
da troca, voltei a dormir até a hora que o despertador tocou. Aí
levantei ainda com a fralda, fui escovar os dentes, mas eis que me dá
vontade de fazer o número 2. "Ah, não..." Pensei. "Aquela hora ok, mas
agora vai ser complicado..."
Vi mamãe se levantando e vindo em minha direção no banheiro.
- E aí, pequenino? Pronto pra tirar a fraldinha e ir à escola?
- Estou com vontade de fazer outra coisa... vai ser pior do
que da primeira vez...
- Não vai não, anjinho... lembra daquele dia do acidente...
- Não, Deus me livre, tudo menos lembrar daquele dia"
- Certo... então faz o seguinte... imagine que você está na privada
e deixa ir, se foque totalmente e tente esquecer que está de fralda, se
quiser eu saio daqui e aí me chame quando terminar...
- Vou tentar então.
A vontade era tanta que não foi tão difícil assim, fiz o que ela me
instruiu e consegui, mas no final não gostei muito da sensação, aquele negócio
pesado e grudento me fez sentir ruim...
- Mamãe!
- Já foi, meu fofinho? Hum, pelo jeito já... mas não se preocupe,
mamãe vai tirar essa sujeirinha... - Disse ela me levando de volta pra
cama e fazendo tudo o que fez da outra vez, só que com um detalhe.
- Acho que é melhor você se lavar pra ir à escola, filho...
Então fomos pro banheiro. Depois de pronto, vesti roupa íntima
normal mesmo, o uniforme e fui tomar o café.
- Olha só, bom dia, bebezão! Como foi sua primeira noite?
- Ai, Math, vai começar a provocar o menino?
- Deixa ele, mãe... ah, Gostei, pai, bom ou ruim eu achei massa...
- é, to perdido mesmo... melhor eu nem falar mais nada...
Terminamos o café e cada um seguiu seu caminho como sempre.
***
Os outros dias foram da mesma forma até as férias. Eu já estava mais
acostumado a ser um garoto normal na escola e bebê em casa e cada vez
mais ansioso para o cruzeiro que ia fazer com meus pais. Já estava tudo
certo. Sairíamos no primeiro sábado assim que eu entrasse de férias.
Mamãe também não via a hora.
- Imagine só, tantos bebezinhos iguais a você! Tenho certeza que vai
ser maravilhoso!
- Ainda to meio assim gente...
- Relaxa, pai, é cruzeiro! Não importa a forma, pense que é um navio
e que estaremos no meio do mar!
Agora só nos restava arrumar as malas e partir pra viagem!
E então galerinha? próxima parada, cruzeiro! e aí como vai ser um cruzamento entre os personagens das duas histórias, o próximo narrador vai ser? Vai ser? Vai ser???? Não vou falar, aguardem! Vocês vão gostar!
A, e pra quem não conhece ainda meu outro blog, acesse:
http://ketinhababy.blogspot.com
quarta-feira, 7 de maio de 2014
Conto de Thomas parte 7
Fala tchurma! Tudo certo por essas bandas? Desculpem a demora mas é que essa semana foi atordoada, tive prova, estava nervosa e nem cabeça pra escrever estava tendo, mas tá aí a parte 7! Espero que curtam!
THOMAS
Era muita coisa de uma vez pra eu digerir. Ela querer me transformar
em bebê, as compras... tudo bem que eu me achava meio infantil, sei lá,
mas nunca imaginava que isso existisse. Jamais passou pela minha cabeça
um adolescente ou até mesmo um adulto voltando a usar coisas de criança
e tal. Pedi um tempo a ela pra pensar e ela aceitou. Eu teria que
colocar várias coisas em questão. Se eu aceitasse teria de sair da
escola? E os meus amigos quando viessem aqui em casa, daria pra
disfarçar? Minha cabeça rodava e eu não conseguia pensar em mais nada...
começou na hora que ela me contou o que pretendia e me mostrou as
coisas. Minha reação interior ao ver tudo aquilo surpreendeu até a mim.
Eu gostei... me imaginei assistindo aos meus desenhos preferidos tomando
mamadeira, chupando chupeta, segurando um ursinho. Mas a que preço eu
teria tudo isso? Será que mamãe saberia como dosar as coisas? Por um
lado apesar de bom era sim meio louco o que ela queria fazer. Fui falar
com ela 2 dias depois da proposta:
- Mãe, estou pensando ainda na nossa conversa, mas não consigo
chegar a uma conclusão, tenho muitas dúvidas.
Falei sobre a questão da escola, dos amigos e tal e sua resposta foi:
- Você não será bebê na hora de ir pra escola, filho. Se quiser pode
ir com uma fralda por baixo, mas não é necessário, se aceitar, quero que
se sinta bem e não tome isso como um castigo. E quando seus amigos
vierem a gente disfarça ou sei lá.
- Gostei, mas acho que é melhor eu não ir de fralda pra escola não,
e na educação física que eu tenho que trocar de roupa? Ah, melhor
deletar essa parte...
- Verdade... mas então, aceita o desafio? - Ela falou com um olhar
interrogativo e esperançoso ao mesmo tempo.
- Hum... se não tem mesmo nenhum perigo eu aceito...
Mamãe começou a comemorar, bater palmas e dar pulinhos. A criança
ali naquela hora parecia ser ela.
- Ai meu anjinho, não sabe a alegria que me dá! Vou ter meu
bebezinho de volta, vou ter meu bebezinho de volta! Math, Mat! Ele
aceitou!
- Ah, é? Vai participar da loucura da sua mãe, rapaz? - Papai não
estava com uma cara muito boa.
- Agora já era, amor... por favor, nos deixe, já disse, se não
quiser ajudar, não atrapalhe!
- Não vai ter como eu ficar de fora dessa loucura de vocês... perdi
meu único filho homem...
- Ei, que conversa é essa! - Gritei. - Eu não deixei de ser macho, aqui é espada, meu!
Todos acabamos rindo.
- Bom, - mamãe retomou. - se é assim então vamos comemorar com um
jantarzinho bem legal, e como você é o bebê agora, Thomas, vai comer sopinha!
- O que? Eu detesto isso! - Fiz cara de nojo.
- Mas é o que os bebês comem... mamãe promete que vai caprichar! E
se for bonzinho e comer tudo, adivinha o que vai ter de sobremesa?
- Não sei...
- Pudim de chocolate!
- Melhorou um pouco. - Falei mais animado.
Ela foi preparar o jantar e era visível a alegria em seu olhar. Comi
aquela sopa meio na marra, mas pensei no que vinha depois, o tal pudim e
foi tudo bem...
- Pena que ainda não temos um cadeirão tamanho adulto pra você, né, filho?
- Acho que não precisa tanto, Thalia... ainda recebemos visitas em
nossa casa, seria estranho nosso filho com um berço, cadeirão e etc.
- Papai tem razão, mãe.
- Ah, mas eu acho que Thomas merece viver como um bebê completo nem
que seja por alguns dias.
- Ainda nem digeri essa história direito, custo acreditar que está
acontecendo...
- Eu mais ainda... - Papai falou com uma voz abafada.
- Gente, tive uma ideia. Em minhas pesquisas pela internet sobre o
infantilismo descobri que existe uma coisa muito legal que eles fazem
que é um cruzeiro com os bebês e seus cuidadores. E se nós fôssemos nas
férias da escola do Thomas?
- Nossa, um cruzeiro! Sempre quis saber como era um...
- Será?
- Ai, Math, por favor, por favor!
- Aff, eu sei que seu "por favor" é pelo amor de Deus senão eu vou
surtar, mulher... ok, já que eu não tenho mais autoridade nessa casa -
ele ironizou - podemos planejar...
- Adorei! Assim nosso bebezinho vai ver que não está só nessa!
- Maneiro!
Acabamos o jantar como de costume e quando eu ia pro quarto...
- Filhote, espera, vou com você, quero te arrumar pra dormir!
- Hum... é... - Fiquei morrendo de vergonha.
- Não se acanhe, meu amorzinho, agora você é o bebezinho da mamãe...
Foi quase como alguns dias antes, quando aconteceu aquele acidente,
a diferença era que desta vez não havia nada de errado e isso acabou
fazendo com que apesar das reservas que eu ainda tinha, fosse melhor.
Ela me deu banho com sabonete infantil, Shampoo e tudo e eu só fiquei
ali curtindo. Não queria que aquele momento acabasse. Só voltei a mim
quando ouvi:
- Pronto, vamos sair do banhinho? Mamãe deixou um pijaminha arrumado pro bebê! Ainda não é um com pezinho como eu garanto que um dia você vai
ter, mas serve... comprei hoje e tem umas estampas de ursinhos.
Ela me secou dos pés à cabeça e aí veio a parte mais constrangedora.
Tirou de um pacote uma fralda tamanho que obviamente cabia em mim, abriu
e pediu que eu levantasse as pernas para ela deslizá-la por baixo de
mim. Depois me encheu de uma pomada pra assadura com um cheiro
não muito bom, mas ok e por fim passou talco e fechou as fitas logo em
seguida. Me senti confortável e em meu interior agradeci, não precisaria
mais levantar pra ir ao banheiro.
Realmente o pijama que ela tinha arrumado era bem infantil e até que legalzinho. Mamãe o vestiu em
mim, saiu do quarto e voltou logo depois com uma mamadeira.
- O que tem aí dentro? - Olhei com curiosidade o objeto nas mãos dela.
- Leite com chocolate que você adora!
Quando eu ia fazer menção de pegar:
- Não, mamãe vai te dar no colinho, venha aqui.
Ela se sentou, me ajeitou com a cabeça em seu peito e com uma das
mãos segurava a mamadeira. Não sei nem descrever o que senti, uma
mistura de coisas. Achava que era só um sonho, que ia acordar com o
estúpido do meu despertador e nada teria acontecido, mas não, quando
acabei de mamar o bico da mamadeira foi substituído por uma chupeta
azul com um formato de carrinho e mamãe me deitou na cama.
- Boa noite, meu pequenino, durma com os anjinhos, até amanhã.
Apagou a luz e se foi. Logo adormeci, me sentindo feliz e confortável.
CONTINUA!!! E aí, que tal o cruzeiro com os bebês? Coisa da minha cabeça mesmo kkkk e por favor, mandem mais reviews, me motiva a continuar! Se não quiserem se identificar mandem anônimo mesmo, eu também gosto! O que importa é que sejam comentários! Beijos da Ket!
THOMAS
Era muita coisa de uma vez pra eu digerir. Ela querer me transformar
em bebê, as compras... tudo bem que eu me achava meio infantil, sei lá,
mas nunca imaginava que isso existisse. Jamais passou pela minha cabeça
um adolescente ou até mesmo um adulto voltando a usar coisas de criança
e tal. Pedi um tempo a ela pra pensar e ela aceitou. Eu teria que
colocar várias coisas em questão. Se eu aceitasse teria de sair da
escola? E os meus amigos quando viessem aqui em casa, daria pra
disfarçar? Minha cabeça rodava e eu não conseguia pensar em mais nada...
começou na hora que ela me contou o que pretendia e me mostrou as
coisas. Minha reação interior ao ver tudo aquilo surpreendeu até a mim.
Eu gostei... me imaginei assistindo aos meus desenhos preferidos tomando
mamadeira, chupando chupeta, segurando um ursinho. Mas a que preço eu
teria tudo isso? Será que mamãe saberia como dosar as coisas? Por um
lado apesar de bom era sim meio louco o que ela queria fazer. Fui falar
com ela 2 dias depois da proposta:
- Mãe, estou pensando ainda na nossa conversa, mas não consigo
chegar a uma conclusão, tenho muitas dúvidas.
Falei sobre a questão da escola, dos amigos e tal e sua resposta foi:
- Você não será bebê na hora de ir pra escola, filho. Se quiser pode
ir com uma fralda por baixo, mas não é necessário, se aceitar, quero que
se sinta bem e não tome isso como um castigo. E quando seus amigos
vierem a gente disfarça ou sei lá.
- Gostei, mas acho que é melhor eu não ir de fralda pra escola não,
e na educação física que eu tenho que trocar de roupa? Ah, melhor
deletar essa parte...
- Verdade... mas então, aceita o desafio? - Ela falou com um olhar
interrogativo e esperançoso ao mesmo tempo.
- Hum... se não tem mesmo nenhum perigo eu aceito...
Mamãe começou a comemorar, bater palmas e dar pulinhos. A criança
ali naquela hora parecia ser ela.
- Ai meu anjinho, não sabe a alegria que me dá! Vou ter meu
bebezinho de volta, vou ter meu bebezinho de volta! Math, Mat! Ele
aceitou!
- Ah, é? Vai participar da loucura da sua mãe, rapaz? - Papai não
estava com uma cara muito boa.
- Agora já era, amor... por favor, nos deixe, já disse, se não
quiser ajudar, não atrapalhe!
- Não vai ter como eu ficar de fora dessa loucura de vocês... perdi
meu único filho homem...
- Ei, que conversa é essa! - Gritei. - Eu não deixei de ser macho, aqui é espada, meu!
Todos acabamos rindo.
- Bom, - mamãe retomou. - se é assim então vamos comemorar com um
jantarzinho bem legal, e como você é o bebê agora, Thomas, vai comer sopinha!
- O que? Eu detesto isso! - Fiz cara de nojo.
- Mas é o que os bebês comem... mamãe promete que vai caprichar! E
se for bonzinho e comer tudo, adivinha o que vai ter de sobremesa?
- Não sei...
- Pudim de chocolate!
- Melhorou um pouco. - Falei mais animado.
Ela foi preparar o jantar e era visível a alegria em seu olhar. Comi
aquela sopa meio na marra, mas pensei no que vinha depois, o tal pudim e
foi tudo bem...
- Pena que ainda não temos um cadeirão tamanho adulto pra você, né, filho?
- Acho que não precisa tanto, Thalia... ainda recebemos visitas em
nossa casa, seria estranho nosso filho com um berço, cadeirão e etc.
- Papai tem razão, mãe.
- Ah, mas eu acho que Thomas merece viver como um bebê completo nem
que seja por alguns dias.
- Ainda nem digeri essa história direito, custo acreditar que está
acontecendo...
- Eu mais ainda... - Papai falou com uma voz abafada.
- Gente, tive uma ideia. Em minhas pesquisas pela internet sobre o
infantilismo descobri que existe uma coisa muito legal que eles fazem
que é um cruzeiro com os bebês e seus cuidadores. E se nós fôssemos nas
férias da escola do Thomas?
- Nossa, um cruzeiro! Sempre quis saber como era um...
- Será?
- Ai, Math, por favor, por favor!
- Aff, eu sei que seu "por favor" é pelo amor de Deus senão eu vou
surtar, mulher... ok, já que eu não tenho mais autoridade nessa casa -
ele ironizou - podemos planejar...
- Adorei! Assim nosso bebezinho vai ver que não está só nessa!
- Maneiro!
Acabamos o jantar como de costume e quando eu ia pro quarto...
- Filhote, espera, vou com você, quero te arrumar pra dormir!
- Hum... é... - Fiquei morrendo de vergonha.
- Não se acanhe, meu amorzinho, agora você é o bebezinho da mamãe...
Foi quase como alguns dias antes, quando aconteceu aquele acidente,
a diferença era que desta vez não havia nada de errado e isso acabou
fazendo com que apesar das reservas que eu ainda tinha, fosse melhor.
Ela me deu banho com sabonete infantil, Shampoo e tudo e eu só fiquei
ali curtindo. Não queria que aquele momento acabasse. Só voltei a mim
quando ouvi:
- Pronto, vamos sair do banhinho? Mamãe deixou um pijaminha arrumado pro bebê! Ainda não é um com pezinho como eu garanto que um dia você vai
ter, mas serve... comprei hoje e tem umas estampas de ursinhos.
Ela me secou dos pés à cabeça e aí veio a parte mais constrangedora.
Tirou de um pacote uma fralda tamanho que obviamente cabia em mim, abriu
e pediu que eu levantasse as pernas para ela deslizá-la por baixo de
mim. Depois me encheu de uma pomada pra assadura com um cheiro
não muito bom, mas ok e por fim passou talco e fechou as fitas logo em
seguida. Me senti confortável e em meu interior agradeci, não precisaria
mais levantar pra ir ao banheiro.
Realmente o pijama que ela tinha arrumado era bem infantil e até que legalzinho. Mamãe o vestiu em
mim, saiu do quarto e voltou logo depois com uma mamadeira.
- O que tem aí dentro? - Olhei com curiosidade o objeto nas mãos dela.
- Leite com chocolate que você adora!
Quando eu ia fazer menção de pegar:
- Não, mamãe vai te dar no colinho, venha aqui.
Ela se sentou, me ajeitou com a cabeça em seu peito e com uma das
mãos segurava a mamadeira. Não sei nem descrever o que senti, uma
mistura de coisas. Achava que era só um sonho, que ia acordar com o
estúpido do meu despertador e nada teria acontecido, mas não, quando
acabei de mamar o bico da mamadeira foi substituído por uma chupeta
azul com um formato de carrinho e mamãe me deitou na cama.
- Boa noite, meu pequenino, durma com os anjinhos, até amanhã.
Apagou a luz e se foi. Logo adormeci, me sentindo feliz e confortável.
CONTINUA!!! E aí, que tal o cruzeiro com os bebês? Coisa da minha cabeça mesmo kkkk e por favor, mandem mais reviews, me motiva a continuar! Se não quiserem se identificar mandem anônimo mesmo, eu também gosto! O que importa é que sejam comentários! Beijos da Ket!
sábado, 26 de abril de 2014
Conto de Thomas parte 6
Olá olá meus leitores! Vamos logo pra parte 6? E pra quem já está ansioso, eu vou resumir a parte do Thomas que pra mim ela vai começar a ficar chatinha se eu enrolar demais e os 2 juntos vão partir pra aventura deles que vai ser um... um... ummm???? Não posso falar ainda... esperem! Sou má, né? mas ok vamos logo pra parte do conto...
THALIA
Na manhã seguinte, levantei, escovei os dentes e fui preparar o
café. Aquilo de Mathias estar no banheiro na hora que deu a crise em
Thomas foi parte do plano. Sabíamos que mais ou menos dentro de meia
hora tudo aconteceria. Ficamos muito atentos e quando ouvimos que ele
começou a gemer e se mexer na cadeira mandei que Math fosse descalço pro
banheiro pra não fazer barulho, trancasse a porta e fingisse que estava na privada. Tudo deu
exatamente como eu gostaria e acabei até dando banho no garoto que
estava meio contrariado, mas aceitou pelo impacto da tragédia. Quando o
vi sair já com o uniforme, cabelo arrumadinho e pronto pra escola falei:
- E então, queridinho, como passou a noite?
- Não me conformo com a tragédia de ontem, mãe... tinha algo errado
naquela comida.
- O que poderia ter? Eram seus lanchinhos favoritos! Vai ver,você já não estava muito bom e isso só fez piorar.
- Não sei não...
- Ah, filho... ficou com vergonha da mamãe ter te dado um banhinho
é? - Fui pra perto dele e fiz umas coceguinhas.
- Nem me lembra disso... imagino o quanto iriam me zoar na escola se soubessem...
- E por acaso alguém precisa saber? Entre quatro paredes você pode
fazer o que bem quiser, só se sabe se for contado.
- Mãe, eu não queria falar nada, mas não aguento mais... o que está
acontecendo com você? Nos últimos dias seu comportamento anda estranho,
sabe muito bem do que eu estou falando. Agora por favor me conte o que
pretende com tudo isso.
Não tinha mais jeito. Peguei uma xícara e me servi de café e leite,
sentei e comecei a falar:
- Filho, antes de me julgar, quero que me compreenda. Você sabe que
eu não posso mais ter filhos devido a aquele problema de saúde.
- Graças a Deus, - ele me interrompeu - assim não preciso dividir
nada com ninguém!
- Deixa eu terminar, garoto! Enfim. Isso me dói muito, pois você
está crescendo e um dia vai tomar as rédeas da própria vida, não falta
muito e eu fico triste em saber que não vou mais ter meu...
meu bebê de volta... - Lágrimas saíram de meus olhos e ele me abraçou:
- Mamãe, vou ser sempre seu filho, não importa o que aconteça, eu te amo...
- Eu sei, querido, mas acho que estou ficando louca... - Abaixei um
pouco a voz.
- Do que está falando agora?
- Bom, depois que vi aquelas fotos que te mostrei, me deu mais
saudade ainda de você bebezinho e foi pior quando te vi chupando o
polegar...
- Você viu???!!!
- Calma, não se assuste, anjinho, achei coisa mais fofa do mundo...
Vi que ele corou com o comentário.
- Aquilo foi... um...
- Ainda não acabei, Thomas. Então, vi essa cena e de repente me deu uma
loucura que só depois fui descobrir que tinha fundamento pelo menos pra
alguns. Senti vontade de te transformar em bebê de novo!!!
- Como é? Não entendi muito bem...
- Sim, filho, existe isso... claro que você não vai diminuir de
tamanho, também não vamos viajar tanto assim, mas há uma forma de
transformar um adolescente como você em criança outra vez...
- Essa é boa, que jeito?
Expliquei resumidamente pra ele sobre o infantilismo enquanto
tomávamos o café que há essa altura já estava frio e ele me ouvia atentamente.
- No começo não concordei com isso não, garoto... - Mathias
interveio. - Falei que você também não concordaria e tal mas sua mãe é
teimosa...
- E eu tinha pensado em fazer tudo aos pouquinhos, ir te acostumando
com as mudanças, mas não dá, você é muito esperto, querido.
- Sou mesmo... - Ele disse com uma expressão zombeteira. - Sem
querer me achar, mas eu pego as coisas no ar! - Jogou um pedacinho de
miolo de pão pra cima e pegou.
- Hahahaha engraçadinho... pare com isso e termine logo, pois ainda tem aula...
- Bem, continue.
- Agora é só pra concluir, eu sei que é loucura e que provavelmente
seu pai tenha razão, mas se você não concordar eu me conformo e dou um
fim em tudo que já comprei...
- O que? Até coisas de bebê andou comprando? Essa eu quero ver...
- Agora está atrasado pra aula, depois eu prometo que te mostro.
Arrumamos a cozinha do café, Ele foi pra escola e meu marido pro
trabalho. Naquele dia eu fiquei em casa pensando na vida e no que teria
de fazer com todas aquelas coisas se Thomas realmente não gostasse da
ideia de ser bebê novamente. Fiz de tudo em casa pro tempo passar mais
rápido e quando ele chegou da escola a primeira coisa que fez foi pedir
pra ver as compras feitas no dia anterior.
- Nossa, não imaginava que você quisesse me fazer usar tudo isso...
- Não parece tão espantado, filho... pensei que fosse gritar, espernear...
- Na verdade isso tudo é novidade pra mim, mamãe. Não sei o que
pensar... olha, agora eu não posso te dizer nem que sim, nem que não,
mas se me deixar refletir eu prometo que te dou uma resposta em breve...
Nessa hora um pingo de esperança brotou em mim.
- Como quiser, amado... seja qual for sua resposta, só quero que se
sinta bem e tenho que me preparar tanto pro bom quanto pro ruim.
- Certo, então quando eu tiver uma conclusão eu falo com você...
Peguei as coisas e saí, naquele dia e talvez não sei quantos mais eu
só tinha que deixá-lo pensar.
CONTINUA!!!
THALIA
Na manhã seguinte, levantei, escovei os dentes e fui preparar o
café. Aquilo de Mathias estar no banheiro na hora que deu a crise em
Thomas foi parte do plano. Sabíamos que mais ou menos dentro de meia
hora tudo aconteceria. Ficamos muito atentos e quando ouvimos que ele
começou a gemer e se mexer na cadeira mandei que Math fosse descalço pro
banheiro pra não fazer barulho, trancasse a porta e fingisse que estava na privada. Tudo deu
exatamente como eu gostaria e acabei até dando banho no garoto que
estava meio contrariado, mas aceitou pelo impacto da tragédia. Quando o
vi sair já com o uniforme, cabelo arrumadinho e pronto pra escola falei:
- E então, queridinho, como passou a noite?
- Não me conformo com a tragédia de ontem, mãe... tinha algo errado
naquela comida.
- O que poderia ter? Eram seus lanchinhos favoritos! Vai ver,você já não estava muito bom e isso só fez piorar.
- Não sei não...
- Ah, filho... ficou com vergonha da mamãe ter te dado um banhinho
é? - Fui pra perto dele e fiz umas coceguinhas.
- Nem me lembra disso... imagino o quanto iriam me zoar na escola se soubessem...
- E por acaso alguém precisa saber? Entre quatro paredes você pode
fazer o que bem quiser, só se sabe se for contado.
- Mãe, eu não queria falar nada, mas não aguento mais... o que está
acontecendo com você? Nos últimos dias seu comportamento anda estranho,
sabe muito bem do que eu estou falando. Agora por favor me conte o que
pretende com tudo isso.
Não tinha mais jeito. Peguei uma xícara e me servi de café e leite,
sentei e comecei a falar:
- Filho, antes de me julgar, quero que me compreenda. Você sabe que
eu não posso mais ter filhos devido a aquele problema de saúde.
- Graças a Deus, - ele me interrompeu - assim não preciso dividir
nada com ninguém!
- Deixa eu terminar, garoto! Enfim. Isso me dói muito, pois você
está crescendo e um dia vai tomar as rédeas da própria vida, não falta
muito e eu fico triste em saber que não vou mais ter meu...
meu bebê de volta... - Lágrimas saíram de meus olhos e ele me abraçou:
- Mamãe, vou ser sempre seu filho, não importa o que aconteça, eu te amo...
- Eu sei, querido, mas acho que estou ficando louca... - Abaixei um
pouco a voz.
- Do que está falando agora?
- Bom, depois que vi aquelas fotos que te mostrei, me deu mais
saudade ainda de você bebezinho e foi pior quando te vi chupando o
polegar...
- Você viu???!!!
- Calma, não se assuste, anjinho, achei coisa mais fofa do mundo...
Vi que ele corou com o comentário.
- Aquilo foi... um...
- Ainda não acabei, Thomas. Então, vi essa cena e de repente me deu uma
loucura que só depois fui descobrir que tinha fundamento pelo menos pra
alguns. Senti vontade de te transformar em bebê de novo!!!
- Como é? Não entendi muito bem...
- Sim, filho, existe isso... claro que você não vai diminuir de
tamanho, também não vamos viajar tanto assim, mas há uma forma de
transformar um adolescente como você em criança outra vez...
- Essa é boa, que jeito?
Expliquei resumidamente pra ele sobre o infantilismo enquanto
tomávamos o café que há essa altura já estava frio e ele me ouvia atentamente.
- No começo não concordei com isso não, garoto... - Mathias
interveio. - Falei que você também não concordaria e tal mas sua mãe é
teimosa...
- E eu tinha pensado em fazer tudo aos pouquinhos, ir te acostumando
com as mudanças, mas não dá, você é muito esperto, querido.
- Sou mesmo... - Ele disse com uma expressão zombeteira. - Sem
querer me achar, mas eu pego as coisas no ar! - Jogou um pedacinho de
miolo de pão pra cima e pegou.
- Hahahaha engraçadinho... pare com isso e termine logo, pois ainda tem aula...
- Bem, continue.
- Agora é só pra concluir, eu sei que é loucura e que provavelmente
seu pai tenha razão, mas se você não concordar eu me conformo e dou um
fim em tudo que já comprei...
- O que? Até coisas de bebê andou comprando? Essa eu quero ver...
- Agora está atrasado pra aula, depois eu prometo que te mostro.
Arrumamos a cozinha do café, Ele foi pra escola e meu marido pro
trabalho. Naquele dia eu fiquei em casa pensando na vida e no que teria
de fazer com todas aquelas coisas se Thomas realmente não gostasse da
ideia de ser bebê novamente. Fiz de tudo em casa pro tempo passar mais
rápido e quando ele chegou da escola a primeira coisa que fez foi pedir
pra ver as compras feitas no dia anterior.
- Nossa, não imaginava que você quisesse me fazer usar tudo isso...
- Não parece tão espantado, filho... pensei que fosse gritar, espernear...
- Na verdade isso tudo é novidade pra mim, mamãe. Não sei o que
pensar... olha, agora eu não posso te dizer nem que sim, nem que não,
mas se me deixar refletir eu prometo que te dou uma resposta em breve...
Nessa hora um pingo de esperança brotou em mim.
- Como quiser, amado... seja qual for sua resposta, só quero que se
sinta bem e tenho que me preparar tanto pro bom quanto pro ruim.
- Certo, então quando eu tiver uma conclusão eu falo com você...
Peguei as coisas e saí, naquele dia e talvez não sei quantos mais eu
só tinha que deixá-lo pensar.
CONTINUA!!!
quarta-feira, 23 de abril de 2014
Conto de Thomas parte 5
Diga lá galera! E aí tudo bem? Vamos pra parte 5 do nosso conto? Ah, tenho um recado pra dar pra vcs. Nos comentários não rolou muito mas uma galera me falou em off e no face que quer que Thomas e Alessia se conheçam sim, então como a voz do povo é a voz de Deus rsrs eles vão se encontrar em uma aventura que promete! Quem tem saudades da Italianinha de 13 anos e seu papai Matteo, os verá de volta! rsrsrs então vamos pro Thomas.
THOMAS
Tudo estava ficando cada vez mais esquisito. Mamãe nunca me proibiu
de ver a sacola de compras e dessa vez quase me bateu quando fui pra
perto... eu precisava descobrir o que havia por trás daquilo. Minha
intuição de garoto dizia que algo ia mudar, mas não era de tudo uma
sensação ruim, sei lá, não sabia explicar. Fiquei lá no meu quarto
matutando, sem conseguir chegar a conclusão nenhuma. Lá pelas tantas,
senti o cheiro de batatas e outros lanchinhos fritos que eu adorava
vindo da cozinha.
- Thomas, está na mesa, querido!
- Já vou, mamãe.
Saí do meu quarto decidido a prestar atenção a qualquer detalhe.
Hoje eu descobriria o que estavam tramando.
- Sente-se, amorzinho, mamãe preparou um prato especial pra você,
todos os seus lanchinhos favoritos!
- E aí, filho? Tudo certo? Como foi o dia?
- Tranquilo, pai... nossa, a mamãe dificilmente me deixa comer essas
porcarias no jantar como ela mesma chama, não é?
- Ah, anjinho, esquece isso, hoje pode, é um dia especial.
- Não sei de onde... é alguma promoção ou coisa assim? - Falei
tentando forçar um sorrisinho, mas na verdade estava era nervoso.
- Não, Thomas... ai que mente fértil... só quis te agradar, se não
quiser, não coma... como ninguém mais gosta eu...
- Pare com isso, mamãe! Não exagera também, né? Apenas estou sem
entender, mas ok, vou comer porque o cheiro está muito bom...
Nem falamos mais nada. Sentamos e começamos a jantar. Realmente os
"agrados" estavam uma delícia e eu comi tudo.
- Olha só, limpou o prato! Cuidado pra não ter uma dor de barriga,
viu? hahaha
Não entendi ao mesmo tempo que não gostei da piadinha enigmática de mamãe.
- Comi o mesmo tanto de sempre, nem mais, nem menos.
- Eu sei, queridinho, foi só uma brincadeira... ai, Thalia, para...
- Ela falou dando uns tapinhas na cabeça que a fizeram parecer engraçada.
- Thomas, pode ir pro seu quarto, eu ajudo sua mãe a arrumar tudo
aqui.
- Certo, pai, então até mais.
Me despedi deles e fui. Tinha uns deveres escolares pra fazer, então
resolvi adiantá-los. Estava bem tranquilo lá trabalhando quando senti
minha barriga apertar de todos os lados, tanto 1 quanto 2.
"Ai, ai de mim... será a piadinha de mamãe fazendo efeito?" Pensei
comigo enquanto me contorcia na cadeira tomando cuidado pra não causar
um acidente ali mesmo. "Não, nada a ver, aquilo foi só brincadeira,
paranoia minha..."
- Ai, ai que vai ser uma desgraça! - Gemi me levantando com
dificuldade e indo pro banheiro, mas a porta estava trancada.
- Não, não pode ser! Quem está aí?
- Sou eu, filho! - Era meu pai.
- Vai demorar? Pelo amor de Deus eu estou apurado!
- Não sei, também estou no... na...
- Tá, ok, já entendi... ai ai...
Fiquei ali gemendo e me contorcendo por uns 3 minutos e nada do meu
pai sair... por que nossa casa tinha que ter só um banheiro? Mas não deu
pra segurar, tudo saiu ali mesmo. Eu na hora só gritei.
- Aaaaafff, que horror! Olha o que me aconteceu, que nojo!
Mamãe veio correndo de onde estava.
- O que houve, querido???!!!
- Me... me sujei, credo! Papai estava no banheiro e...
- Tá bom, não precisa explicar... ai Math, por que não deixou o
menino entrar?
- Eu estava sentado na...
- Ok, já entendemos, agora olha só, o coitadinho se sujou todo!
- Nossa, é mesmo? Que coisa! Isso acontece, filho...
- Não comigo... - eu esbravejei.
- Olha, mamãe vai te ajudar a se lavar, é o mínimo que posso fazer.
- Eu consigo me limpar sozinho, mãe, não preciso de ajuda...
- Ah, filho, mas eu quero te ajudar, isso vai fazer com que se sinta
melhor e...
- Certo, a tragédia já aconteceu mesmo, né? Então que seja...
Ela me ajudou a tirar a roupa, me limpar e tomar um banho e não sei,
mais uma vez lá no fundo, gostei disso. Eu estava sendo tratado de forma
meio infantil, porém ao contrário do que deveria ser, não estava me
sentindo mal por isso. Estranho, geralmente os garotos da minha idade
muitas vezes não tem nem contato físico com a mãe de vergonha... mas eu me achava diferente, não sei se pelo jeito dengoso dela comigo,sempre me senti o bebê da mamãe... bebê? Ai meu Deus o que é que
eu estou falando?
- Pronto, amorzinho, está limpinho de novo, viu? - Mamãe interrompeu
meus devaneios após terminar de me dar banho. - Já deixei um pijama
arrumadinho aqui pra você.
- mas deixa que eu me visto sozinho agora... - Falei meio sem jeito.
- Está certo. Qualquer coisa se der outra crise só me chamar, ok?
Demos um beijo de boa noite e ela saiu do meu quarto, apagando a luz
e eu me deitei, pensando em tudo que havia acontecido naquele dia.
CONTINUA!!! E aí galera? Comentem mais!
THOMAS
Tudo estava ficando cada vez mais esquisito. Mamãe nunca me proibiu
de ver a sacola de compras e dessa vez quase me bateu quando fui pra
perto... eu precisava descobrir o que havia por trás daquilo. Minha
intuição de garoto dizia que algo ia mudar, mas não era de tudo uma
sensação ruim, sei lá, não sabia explicar. Fiquei lá no meu quarto
matutando, sem conseguir chegar a conclusão nenhuma. Lá pelas tantas,
senti o cheiro de batatas e outros lanchinhos fritos que eu adorava
vindo da cozinha.
- Thomas, está na mesa, querido!
- Já vou, mamãe.
Saí do meu quarto decidido a prestar atenção a qualquer detalhe.
Hoje eu descobriria o que estavam tramando.
- Sente-se, amorzinho, mamãe preparou um prato especial pra você,
todos os seus lanchinhos favoritos!
- E aí, filho? Tudo certo? Como foi o dia?
- Tranquilo, pai... nossa, a mamãe dificilmente me deixa comer essas
porcarias no jantar como ela mesma chama, não é?
- Ah, anjinho, esquece isso, hoje pode, é um dia especial.
- Não sei de onde... é alguma promoção ou coisa assim? - Falei
tentando forçar um sorrisinho, mas na verdade estava era nervoso.
- Não, Thomas... ai que mente fértil... só quis te agradar, se não
quiser, não coma... como ninguém mais gosta eu...
- Pare com isso, mamãe! Não exagera também, né? Apenas estou sem
entender, mas ok, vou comer porque o cheiro está muito bom...
Nem falamos mais nada. Sentamos e começamos a jantar. Realmente os
"agrados" estavam uma delícia e eu comi tudo.
- Olha só, limpou o prato! Cuidado pra não ter uma dor de barriga,
viu? hahaha
Não entendi ao mesmo tempo que não gostei da piadinha enigmática de mamãe.
- Comi o mesmo tanto de sempre, nem mais, nem menos.
- Eu sei, queridinho, foi só uma brincadeira... ai, Thalia, para...
- Ela falou dando uns tapinhas na cabeça que a fizeram parecer engraçada.
- Thomas, pode ir pro seu quarto, eu ajudo sua mãe a arrumar tudo
aqui.
- Certo, pai, então até mais.
Me despedi deles e fui. Tinha uns deveres escolares pra fazer, então
resolvi adiantá-los. Estava bem tranquilo lá trabalhando quando senti
minha barriga apertar de todos os lados, tanto 1 quanto 2.
"Ai, ai de mim... será a piadinha de mamãe fazendo efeito?" Pensei
comigo enquanto me contorcia na cadeira tomando cuidado pra não causar
um acidente ali mesmo. "Não, nada a ver, aquilo foi só brincadeira,
paranoia minha..."
- Ai, ai que vai ser uma desgraça! - Gemi me levantando com
dificuldade e indo pro banheiro, mas a porta estava trancada.
- Não, não pode ser! Quem está aí?
- Sou eu, filho! - Era meu pai.
- Vai demorar? Pelo amor de Deus eu estou apurado!
- Não sei, também estou no... na...
- Tá, ok, já entendi... ai ai...
Fiquei ali gemendo e me contorcendo por uns 3 minutos e nada do meu
pai sair... por que nossa casa tinha que ter só um banheiro? Mas não deu
pra segurar, tudo saiu ali mesmo. Eu na hora só gritei.
- Aaaaafff, que horror! Olha o que me aconteceu, que nojo!
Mamãe veio correndo de onde estava.
- O que houve, querido???!!!
- Me... me sujei, credo! Papai estava no banheiro e...
- Tá bom, não precisa explicar... ai Math, por que não deixou o
menino entrar?
- Eu estava sentado na...
- Ok, já entendemos, agora olha só, o coitadinho se sujou todo!
- Nossa, é mesmo? Que coisa! Isso acontece, filho...
- Não comigo... - eu esbravejei.
- Olha, mamãe vai te ajudar a se lavar, é o mínimo que posso fazer.
- Eu consigo me limpar sozinho, mãe, não preciso de ajuda...
- Ah, filho, mas eu quero te ajudar, isso vai fazer com que se sinta
melhor e...
- Certo, a tragédia já aconteceu mesmo, né? Então que seja...
Ela me ajudou a tirar a roupa, me limpar e tomar um banho e não sei,
mais uma vez lá no fundo, gostei disso. Eu estava sendo tratado de forma
meio infantil, porém ao contrário do que deveria ser, não estava me
sentindo mal por isso. Estranho, geralmente os garotos da minha idade
muitas vezes não tem nem contato físico com a mãe de vergonha... mas eu me achava diferente, não sei se pelo jeito dengoso dela comigo,sempre me senti o bebê da mamãe... bebê? Ai meu Deus o que é que
eu estou falando?
- Pronto, amorzinho, está limpinho de novo, viu? - Mamãe interrompeu
meus devaneios após terminar de me dar banho. - Já deixei um pijama
arrumadinho aqui pra você.
- mas deixa que eu me visto sozinho agora... - Falei meio sem jeito.
- Está certo. Qualquer coisa se der outra crise só me chamar, ok?
Demos um beijo de boa noite e ela saiu do meu quarto, apagando a luz
e eu me deitei, pensando em tudo que havia acontecido naquele dia.
CONTINUA!!! E aí galera? Comentem mais!
quarta-feira, 16 de abril de 2014
Conto de Thomas parte 4
E aí turminha? Querem ler a parte 4 do conto? E não decerto! kkkk vamos lá! AH, POR FAVOR LEIAM NO FINAL DA POSTAGEM TEM UMA PERGUNTA PRA VOCÊS!
THALIA
A primeira parte do meu plano havia dado pelo menos um pouco certo.
Ainda bem que papinha de pão velho realmente é uma delícia e não foi
problema nenhum para eu e Mathias comermos também. Por falar nisso ele
ainda não está muito de acordo com minha ideia, mas resolveu não
discutir, pois sabe que quando quero algo, faço de tudo pra conseguir.
Agora viria a parte mais complicada, comprar tudo que eu precisava e dar
um jeito de esconder, já que nosso apartamento era pequeno.
- O plano não será executado aos pouquinhos? - Perguntou Mathias
enquanto estávamos no carro (ele me deixaria no shopping e depois iria
trabalhar)
- Sim, se for tudo de uma vez vai assustar o garoto...
- Então é melhor comprar só o que vai precisar por agora. E se no
final das contas as coisas derem errado?
- Não seja agourento, Math! Eu sei que você está meio assim com a
ideia, mas pelo menos pare de urubuzar em cima!
- Aff desculpa, não está mais aqui quem falou...
Ele me deixou onde deveria e saiu. Dei uma olhada nas lojas, mas
infelizmente roupas de bebê em tamanho adulto não havia em lugar nenhum.
Sei que era cedo ainda mas O que eu iria fazer quando fosse a hora de
comprar? Onde iria achar? Sabia que tinha pra vender em outros países,
mas importar agora estava fora de questão, sairia muito caro... Fui
atrás do que eu realmente precisava pra aquele momento. Comprei uma
chupeta azul muito fofinha e uma mamadeira na loja infantil, depois fui
para a farmácia e peguei um pacote só de fraldas, pomada pra assadura,
talco, lenços umedecidos e sabonete de bebê. Agora eu teria que ser um
pouquinho má para que outra parte do meu plano desse certo. "Desculpa,
filhinho... é com muita dor no coração que mamãe vai fazer isso,, mas só
assim para ter meu bebê de novo." Pensei comigo enquanto pegava diuréticos e laxantes. Eu daria um jeito de fazer com que ele tivesse
eventuais acidentes e começaria pela noite, quando ele estivesse
dormindo, depois os passaria para o dia.
Saindo do shopping fui até o mercado e comprei lanchinhos que só ele
adorava, queria fazer um agrado, mas era neles que estariam os
"presentinhos". Paguei tudo e fui para casa. Quando cheguei ele já
estava lá me esperando.
- Olá, lindo da mamãe! Tudo bem? - Eu disse indo dar-lhe um beijo.
- Bem e aí? Como foi de compras, o que você trouxe? - Ele perguntou
já indo pras sacolas.
- Não, filho, tem várias coisas aí que são surpresas e você logo vai
descobrir, mas agora deixe isso aí.
- Nossa, mamãe, você anda estranha, cheia de mistério e hoje no café
me deu papinha na boca e tudo... o que está acontecendo, hein?
Nessa hora eu me enrolei, meu garoto é esperto e estava quase descobrindo tudo...
- nada não, filho, só estou querendo te agradar, pensei que
gostasse...
- Gosto sim, mamãe. - Disse ele vindo me abraçar. - Mas tenho todo
direito de estranhar seu comportamento.
- Certo, tem razão... agora vá pro seu quarto e fique lá até que eu
o chame para o jantar, está bem?
- Ok, já fui!
Ele saiu e eu corri guardar as coisas mais perigosas de ver no
meu quarto e depois fui pra cozinha preparar o jantar nosso e os
lanchinhos presenteados dele.
Gente, atenção aqui por favor rsrs. Tenho na verdade duas perguntas que vocês podem me responder pelos comentários ou pelo face quem me tem lá. A primeira é o seguinte: tenho 2 blogs, esse aqui e o pessoal que é mais informativo. Queria saber, vocês gostam mais desse blog de contos aqui ou do informativo? Qual eu deveria dar mais atenção?
E a outra pergunta é sobre o conto. Vocês sabem que o conto de Alessia está inacabado e eu pretendia continuar então me deram uma ideia. Ela e Thomas são quase da mesma idade e tem histórias parecidas. O que vocês acham de em alguma aventura ou coisa assim eles se conhecerem? Respondam ppor favor e me deem suas opiniões rsrsrs
O conto de Thomas ainda continua!!!
THALIA
A primeira parte do meu plano havia dado pelo menos um pouco certo.
Ainda bem que papinha de pão velho realmente é uma delícia e não foi
problema nenhum para eu e Mathias comermos também. Por falar nisso ele
ainda não está muito de acordo com minha ideia, mas resolveu não
discutir, pois sabe que quando quero algo, faço de tudo pra conseguir.
Agora viria a parte mais complicada, comprar tudo que eu precisava e dar
um jeito de esconder, já que nosso apartamento era pequeno.
- O plano não será executado aos pouquinhos? - Perguntou Mathias
enquanto estávamos no carro (ele me deixaria no shopping e depois iria
trabalhar)
- Sim, se for tudo de uma vez vai assustar o garoto...
- Então é melhor comprar só o que vai precisar por agora. E se no
final das contas as coisas derem errado?
- Não seja agourento, Math! Eu sei que você está meio assim com a
ideia, mas pelo menos pare de urubuzar em cima!
- Aff desculpa, não está mais aqui quem falou...
Ele me deixou onde deveria e saiu. Dei uma olhada nas lojas, mas
infelizmente roupas de bebê em tamanho adulto não havia em lugar nenhum.
Sei que era cedo ainda mas O que eu iria fazer quando fosse a hora de
comprar? Onde iria achar? Sabia que tinha pra vender em outros países,
mas importar agora estava fora de questão, sairia muito caro... Fui
atrás do que eu realmente precisava pra aquele momento. Comprei uma
chupeta azul muito fofinha e uma mamadeira na loja infantil, depois fui
para a farmácia e peguei um pacote só de fraldas, pomada pra assadura,
talco, lenços umedecidos e sabonete de bebê. Agora eu teria que ser um
pouquinho má para que outra parte do meu plano desse certo. "Desculpa,
filhinho... é com muita dor no coração que mamãe vai fazer isso,, mas só
assim para ter meu bebê de novo." Pensei comigo enquanto pegava diuréticos e laxantes. Eu daria um jeito de fazer com que ele tivesse
eventuais acidentes e começaria pela noite, quando ele estivesse
dormindo, depois os passaria para o dia.
Saindo do shopping fui até o mercado e comprei lanchinhos que só ele
adorava, queria fazer um agrado, mas era neles que estariam os
"presentinhos". Paguei tudo e fui para casa. Quando cheguei ele já
estava lá me esperando.
- Olá, lindo da mamãe! Tudo bem? - Eu disse indo dar-lhe um beijo.
- Bem e aí? Como foi de compras, o que você trouxe? - Ele perguntou
já indo pras sacolas.
- Não, filho, tem várias coisas aí que são surpresas e você logo vai
descobrir, mas agora deixe isso aí.
- Nossa, mamãe, você anda estranha, cheia de mistério e hoje no café
me deu papinha na boca e tudo... o que está acontecendo, hein?
Nessa hora eu me enrolei, meu garoto é esperto e estava quase descobrindo tudo...
- nada não, filho, só estou querendo te agradar, pensei que
gostasse...
- Gosto sim, mamãe. - Disse ele vindo me abraçar. - Mas tenho todo
direito de estranhar seu comportamento.
- Certo, tem razão... agora vá pro seu quarto e fique lá até que eu
o chame para o jantar, está bem?
- Ok, já fui!
Ele saiu e eu corri guardar as coisas mais perigosas de ver no
meu quarto e depois fui pra cozinha preparar o jantar nosso e os
lanchinhos presenteados dele.
Gente, atenção aqui por favor rsrs. Tenho na verdade duas perguntas que vocês podem me responder pelos comentários ou pelo face quem me tem lá. A primeira é o seguinte: tenho 2 blogs, esse aqui e o pessoal que é mais informativo. Queria saber, vocês gostam mais desse blog de contos aqui ou do informativo? Qual eu deveria dar mais atenção?
E a outra pergunta é sobre o conto. Vocês sabem que o conto de Alessia está inacabado e eu pretendia continuar então me deram uma ideia. Ela e Thomas são quase da mesma idade e tem histórias parecidas. O que vocês acham de em alguma aventura ou coisa assim eles se conhecerem? Respondam ppor favor e me deem suas opiniões rsrsrs
O conto de Thomas ainda continua!!!
domingo, 13 de abril de 2014
Conto de Thomas parte 3
Fala galera! Vamos logo pra parte 3 do nosso conto?
THOMAS
Dormi pesado mas lembro vagamente do sonho que tive. Eu estava
viajando não sei pra onde e... com uma chupeta na boca... estranho pois
já fazia mais de 10 anos que eu não usava uma... virei pro lado e me
lembrei: "O álbum de fotos de mamãe!" Ele já não estava mais ali. Bom,
eu dormi vendo ele, provavelmente devo tê-lo derrubado quando dormia, ela veio até meu
quarto se despedir, pegou e guardou foi isso... mas, me veio outro
estalo: o dedo na boca! Não, eu dormi chupando o polegar e o pior é que
estava bom... ai Deus,, será que alguém viu? Espero do fundo do coração
que não, tudo bem que achei gostosinho, mas ninguém precisava saber, a
final, já tenho 15 anos, nem deveria estar pensando mais nessas coisas!
"Levanta, Thomas..." pensei comigo mesmo enquanto fazia o maior esforço
pra sair da cama. Levantei, peguei o chinelo e fui pro banheiro fazer
minha higiene matinal e ouvi meus pais cochichando no quarto deles,
mas dessa vez não entendi o que era. Fiquei preocupado, algo me dizia
que aí tinha coisa. Terminei de me arrumar, organizei o material e fui
pra mesa tomar café.
- Bom dia, amorzinho! - Cumprimentou mamãe quando me sentei.
- Oi mamãe... como passou a noite?
- Bem, e você? Espero que tenha dormido muito bem...
- Aquela frase me pareceu enigmática, mas resolvi ignorar até porque
de manhã meu cérebro não funcionava direito antes do café.
- Bom dia, família! - Papai falou alto se aproximando da mesa já
pronto pro trabalho.
- Sente-se, amor, vou servir o café... - Mamãe falou enquanto
remexia no armário de pães. - Nossa, quantos pães velhos! Vão estragar
se ficarem aqui, acho que sei o que vou fazer com eles!
Ela pegou um pote, a garrafa com café, a outra com leite e começou a
cortar os pães em pedacinhos.
- Mamãe, o que vai inventar? - Eu quis saber olhando uma vez pro que
ela estava fazendo e outra pra cara misteriosa dela e de papai também.
- Nada, querido, é como se fosse uma papinha de pão, fica uma
delícia, todos nós vamos comer, você vai adorar, comia muito quando era
pequenininho, lembra?
- Hum... não, não lembro... - Respondi cada vez mais sem entender.
Havia algo estranho demais em tudo aquilo.
- Então prova, mamãe vai te dar uma colherada na boquinha, olha o aviãozinho!
- Que é isso, mamãe! - Eu disse, virando o rosto. - Tenho 15 anos,
posso comer muito bem sozinho!
- Own, filho, só quis fazer uma brincadeirinha com você...
A cara e o biquinho que ela fez quando falou isso me deu até pena...
- Desculpa, mamãe... é que você nunca fez isso... eu... achei...
- Eu sei, anjinho... mas se não quiser não faço mais...
Fiquei meio sem saber o que pensar, no fundo lá mesmo no âmago do
meu ser, gostei da brincadeira, mas não queria demonstrar ali mesmo. Me
distraí um pouco e acabou pingando na minha camisa branca da escola.
- Cuidado, filho! Vai manchar seu uniforme, vai ficar babado... ai
deixa que eu te dou, vai... além de se sujar pode se atrasar pra
escola...
Nem discuti mais. Entreguei a colher pra ela e fiz de tudo pra não
demonstrar que estava gostando demais da sensação dela me dando comida
na boquinha. Pra disfarçar até peguei meu celular.
- Querido, - ela voltou a falar- eu e seu pai vamos chegar um
pouquinho mais tarde hoje, certo? Precisamos comprar algumas coisinhas
que estão faltando, nada demais, ok? Se chegar da escola e não
estivermos aqui vou deixar algo pra você esquentar.
- Tá bom, mamãe!
- Gente, vamos agilizar, senão todos nós vamo-nos atrasar! - Disse
papai deixando sua louça na pia e pegando a chave do carro.
- Sim, vamos, tenho muito que fazer hoje!
Ajudei mamãe a limpar a louça sem dizer mais nada e todos saímos
para iniciar o dia.
CONTINUA!!! E aí galera? Digam o que estão achando, é importante pra mim! rsrs
THOMAS
Dormi pesado mas lembro vagamente do sonho que tive. Eu estava
viajando não sei pra onde e... com uma chupeta na boca... estranho pois
já fazia mais de 10 anos que eu não usava uma... virei pro lado e me
lembrei: "O álbum de fotos de mamãe!" Ele já não estava mais ali. Bom,
eu dormi vendo ele, provavelmente devo tê-lo derrubado quando dormia, ela veio até meu
quarto se despedir, pegou e guardou foi isso... mas, me veio outro
estalo: o dedo na boca! Não, eu dormi chupando o polegar e o pior é que
estava bom... ai Deus,, será que alguém viu? Espero do fundo do coração
que não, tudo bem que achei gostosinho, mas ninguém precisava saber, a
final, já tenho 15 anos, nem deveria estar pensando mais nessas coisas!
"Levanta, Thomas..." pensei comigo mesmo enquanto fazia o maior esforço
pra sair da cama. Levantei, peguei o chinelo e fui pro banheiro fazer
minha higiene matinal e ouvi meus pais cochichando no quarto deles,
mas dessa vez não entendi o que era. Fiquei preocupado, algo me dizia
que aí tinha coisa. Terminei de me arrumar, organizei o material e fui
pra mesa tomar café.
- Bom dia, amorzinho! - Cumprimentou mamãe quando me sentei.
- Oi mamãe... como passou a noite?
- Bem, e você? Espero que tenha dormido muito bem...
- Aquela frase me pareceu enigmática, mas resolvi ignorar até porque
de manhã meu cérebro não funcionava direito antes do café.
- Bom dia, família! - Papai falou alto se aproximando da mesa já
pronto pro trabalho.
- Sente-se, amor, vou servir o café... - Mamãe falou enquanto
remexia no armário de pães. - Nossa, quantos pães velhos! Vão estragar
se ficarem aqui, acho que sei o que vou fazer com eles!
Ela pegou um pote, a garrafa com café, a outra com leite e começou a
cortar os pães em pedacinhos.
- Mamãe, o que vai inventar? - Eu quis saber olhando uma vez pro que
ela estava fazendo e outra pra cara misteriosa dela e de papai também.
- Nada, querido, é como se fosse uma papinha de pão, fica uma
delícia, todos nós vamos comer, você vai adorar, comia muito quando era
pequenininho, lembra?
- Hum... não, não lembro... - Respondi cada vez mais sem entender.
Havia algo estranho demais em tudo aquilo.
- Então prova, mamãe vai te dar uma colherada na boquinha, olha o aviãozinho!
- Que é isso, mamãe! - Eu disse, virando o rosto. - Tenho 15 anos,
posso comer muito bem sozinho!
- Own, filho, só quis fazer uma brincadeirinha com você...
A cara e o biquinho que ela fez quando falou isso me deu até pena...
- Desculpa, mamãe... é que você nunca fez isso... eu... achei...
- Eu sei, anjinho... mas se não quiser não faço mais...
Fiquei meio sem saber o que pensar, no fundo lá mesmo no âmago do
meu ser, gostei da brincadeira, mas não queria demonstrar ali mesmo. Me
distraí um pouco e acabou pingando na minha camisa branca da escola.
- Cuidado, filho! Vai manchar seu uniforme, vai ficar babado... ai
deixa que eu te dou, vai... além de se sujar pode se atrasar pra
escola...
Nem discuti mais. Entreguei a colher pra ela e fiz de tudo pra não
demonstrar que estava gostando demais da sensação dela me dando comida
na boquinha. Pra disfarçar até peguei meu celular.
- Querido, - ela voltou a falar- eu e seu pai vamos chegar um
pouquinho mais tarde hoje, certo? Precisamos comprar algumas coisinhas
que estão faltando, nada demais, ok? Se chegar da escola e não
estivermos aqui vou deixar algo pra você esquentar.
- Tá bom, mamãe!
- Gente, vamos agilizar, senão todos nós vamo-nos atrasar! - Disse
papai deixando sua louça na pia e pegando a chave do carro.
- Sim, vamos, tenho muito que fazer hoje!
Ajudei mamãe a limpar a louça sem dizer mais nada e todos saímos
para iniciar o dia.
CONTINUA!!! E aí galera? Digam o que estão achando, é importante pra mim! rsrs
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