Aeee aeee aeee galera! Ai ai, to até cansada! Que susto que levei, pensei que ia perder meu bloguinho precioso pra sempre, mas depois de mexer até onde não devia mais nas configurações e ter que mudar inclusive o endereço do blog aqui estão todos meus textos de volta! Não foi fácil, levei um susto grande! Deus me livre se perdesse todos esses contos né? Agora espero que não dê mais problema.... vamos ler a tão aguardada parte 5 do cruzeiro?
MATTEO
"Ai ai... até quando vou poder mantê-la assim como bebê?" Eu pensava
comigo mesmo. Quando ela me contou sobre o acontecido na piscina eu juro,
tentei entender, porém sou pai e ainda homem, minha maneira de lidar
com as coisas é um pouco diferente... "Ai, Serena, outra vez lamento
a falta que você me faz... seria tão mais fácil pra nossa filha ter a
mãe pra contar seus sentimentos íntimos... eu faço o meu melhor,
mas sei, há coisas que os pais (homens) talvez não sejam capazes de
entender totalmente..." Eu continuava matutando enquanto minha
princesinha estava ali em meu colo, chorando por causa daquele garoto
tê-la deixado por outra amiguinha, coisa boba de criança, mas
pra ela doeu e se refletiu em mim. Não aguento vê-la sofrer pelo que quer que seja. Acabei sendo até um tanto rude com ela, mais
por causa do turbilhão de pensamentos em minha mente naquela hora, porém
logo pedi desculpas e tentei focar em outra coisa. A levei para comprar
roupas de bebê na loja do navio e achamos muitas coisas fofas...
novamente meus pensamentos se voltaram para quando ela era bem pequenininha e
mesmo tendo uma visão masculina eu sabia arrumá-la como uma
bonequinha. Meus amigos até diziam: "Matteo, essa menina nem parece que
é filha de pai viúvo... às vezes ela anda até mais arrumada do que muita
criança que tem a mãe!" Comecei a sorrir internamente com esse
pensamento e uma lágrima quase brotou de meus olhos, sorte que Alessia
estava distraída com as roupas e nem viu. Terminamos as compras e fomos
almoçar. Me diverti muito sujando-a para parecer real, já que ela não ia
fazer isso sozinha. Até disso eu tinha saudades, de quando eu dava
comida a ela e tinha que me preparar para dar-lhe um banho e me lavar
também, tamanha era a bagunça! Nos despedimos de nossos amigos, Mathias, Thalia e Thomas que
tomaram seus rumos e fomo-nos preparar para passarmos aquela tarde toda
juntos, só nós dois.
- Vamos limpar esse rostinho todo sujinho? Hein? - Eu disse
passando um dedo pelo queixo babado de papinha dela quando entramos na cabine.
- Para, pai! Estou assim por sua culpa! - Ela rebateu cheia de vergonha.
- Ah, filha, mas está tão fofo... se olhe no espelho!
- Não, sai fora! Quero tirar isso logo! - Ela já ia pro banheiro,
mas eu a segurei:
- Calma, neném, não precisa ficar nervosa, papai já vai limpar!
Peguei uma toalhinha que havia ali, molhei e comecei a passar no rosto dela,
como fazia quando ela era pequena.
- Pronto, agora está tudo ok, ainda bem que a roupa não sujou, o babador
protegeu! E por falar em roupa, vamos vestir uma das novas? Quero tanto ver como você vai ficar com ela...
- Ainda estou com vergonha... sei lá...
- Você não lembra do grupo de adolescentes que vimos vestidos com
macacões na hora do almoço? Vamos, filhinha, aqui pode...
- Certo... com você não tem jeito mesmo né, pai?
- Não, e que bom que sabe! - Eu falei, erguendo-a no colo e rodando.
- Aiii para, para! Acabei de comer!
- Xii é mesmo, esqueci! Tá bom, chega, vamos trocar de roupinha e
sair para explorar esse navio!
Ela escolheu o macacão com estampa de gatinhos. Eu a deitei na cama,
tirei-lhe a roupa e falei:
- E a fraldinha? Precisa trocar?
- Bom, não faz muito tempo que estou com essa, só saí da piscina e
já coloquei...
- é mesmo... então fica mais um pouquinho, depois mudamos.
Vesti-lhe o macacão e ficou coisa mais fofinha do mundo, pena que eu
não tinha levado minha câmera fotográfica.
- ooown meu Deus do céu... parece uma bebê de verdade! Levanta aqui,
dá uma voltinha! - Segurei-a por uma das mãos e ela fez o que eu pedi.
- é, nada mal...
- Tá linda! Agora vamos, vai arrasar!
Saímos da cabine e fomos andando pelo corredor, pensando em onde ir.
Lá perto do elevador havia um cartaz
com todas as informações do navio, de qual evento se encontrava em
cada piso. Procurei até encontrar: "Parque de diversões, décimo andar"
- Olha só, tem um parque aqui! Será que ele é legal?
- Não sei, podemos dar uma olhada! Mas e os pais podem entrar?
- Veremos isso agora...
Subimos para o local indicado e na porta estava escrito: "Somente as
crianças podem entrar nos brinquedos, mas os pais e responsáveis podem
ficar acompanhando-os, inclusive auxiliando nos mais altos."
- Tudo bem, vou ficar cuidando de você... olha! - Falei apontando
para um balanço muito mais alto do que o normal.
- Nunca vi um assim, dá até um certo medo... - Alessia
respondeu olhando pra ele meio assustada.
- Vamos até lá ver como funciona...
Chegamos mais perto e uma monitora instruiu:
- Colocaremos uma escadinha só para ela subir. Quando se
sentar deve fechar a cadeirinha e o senhor empurrá-la, pois os pés dela não conseguirão tocar no chão.
- Entendido.
A escada veio. Segurei o acento do balanço e Alessia se
posicionou, fechando a cadeirinha logo em seguida. A monitora retirou a
escada e eu comecei a empurrar, primeiro de leve, depois fui aumentando
a força aos poucos.
- Está gostando, filha?
- Sim, papai, há muito tempo eu não me balançava assim...
- Pois é, os balanços do parque lá perto de casa são proibidos para
crianças do seu tamanho mas eu posso fazer um desse jeito mesmo lá no
quintal dos fundos da nossa casa se você quiser...
- Eu adoraria!
- Ok, quando voltarmos de viagem vemos isso!
Continuei ali, balançando-a por mais uma meia hora, até
que ela pediu pra eu parar.
- Algum problema, filha?
- Preciso... sair daqui...
- Hum, é o que estou pensando?
Ela fez sinal positivo com a cabeça. Pedi então a escada à monitora, ajudei
Alessia a descer e saímos.
- Não sei se quero fazer na fralda, pai... - Cochichou ela pra mim
quando entramos em um corredor deserto.
- Não vou te forçar, meu anjinho, mas eu gostaria que aqui você
fosse uma bebê completa e fizesse tudo...
Ela ainda não estava totalmente acostumada a fazer o número 2 na
fralda e por um lado eu não lhe tirava a razão. Perder o controle da
bexiga tudo bem, mas do intestino é realmente constrangedor se
acontecer um acidente em público e por isso eu deixava à escolha dela.
- Não sei...
- Só dessa vez, filha... eu prometo que se você não quiser depois eu
não insisto mais...
- Tá bom, mas não me olha.
Ela foi pra trás de uma parede e eu fiquei cuidando se não vinha
ninguém, mas o corredor continuava vazio. Uns 3 minutos depois ela
voltou, mais vermelha que um pimentão.
- Pronto, docinho?
- Vamos pra cabine, pelo amor de Deus!
- Certo, mas calma, filha!
Eu a levei no colo até lá para evitar constrangimentos. Chegando no quarto...
- Hum,, vamos ver como está isso aqui se a bebê vai precisar de banhinho?
Eu adorava vê-la corar de vergonha.
- Ai, pai, só você mesmo... como é que não tem nojo?
- Nojo de você? E quem você acha que trocava suas fraldinhas quando
era bebê de verdade? Até tinha a tia que te cuidava enquanto eu
estava no trabalho, mas depois que eu voltava, ninguém mais fazia isso!
Não se preocupe, amorzinho, esse bumbum aqui eu já limpei de olhos
fechados! - Falei, dando um tapinha de leve por cima da fralda dela.
- Aii não faz isso, é ruim!
- Eu sei... tá bom, chega, vamos trocar logo.
A deitei no trocador, tirei o macacão, a fralda que estava bem
sujinha por sinal...
- é, o macarrão bateu legal, hein?
Ela apenas riu com o rostinho ainda vermelho de vergonha. Limpei bem
com bastante lencinhos, mas preferi dar um banhinho rápido só por
garantia. Vesti-lhe outra fralda, o mesmo macacão e saímos novamente.
- E agora, o que minha princesinha quer fazer?
- Não sei, será que pais podem entrar na sala de jogos? Eu queria
jogar o jogo de dança...
- Vamos ver.
Voltamos para o sexto andar onde ficava a tal sala e a regra era a
mesma do parque. Se cuidadores quisessem ficar assistindo podia, mas
aqueles brinquedos eram só para as crianças. Fiquei assistindo minha
Alessia dançar lindamente conforme as instruções mostradas na tela e
pensando em dar-lhe esse jogo de presente também quando chegasse em
casa. Se ela soubesse dosar não seria mais uma coisa a atrapalhar seus estudos.
Ficamos ali na sala de jogos infantil até quase o fim da tarde
quando devíamos nos arrumar para jantar.
- Acho que a família feliz lá resolveu ir dormir... - Falei
descontraído, me referindo a Mathias, Thomas e Thalia.
- Sei lá, eles iam na loja, lembra?
- Pois é... e você ainda está chateadinha com Thomas por causa da
garota da piscina?
- Ah, deixa ele quieto... o importante é que passei a tarde toda
com você, coisa que há muito tempo não fazia!
- Linda do papai, te amo muito, filha! - Eu a puxei para um abraço.
Depois disso voltamos para a cabine, trocamos de roupa, (Alessia pôs
outro macacão novo) e subimos jantar. Nesse horário para ser mais
organizado, cada pessoa sentava na mesa que os responsáveis pelo
restaurante escolhiam. Nosso lugar era junto com nossos amigos, já que
éramos famílias pequenas.
- Nos achamos de novo! - Brincou Thalia. - E aí, como passaram a
tarde? Eu e meu Thomas fomos fazer compras e olhem só o que achamos!
O garoto estava vestido com um macacão azul de carrinhos e não
parecia muito à vontade.
- Ficou legal, Thomas. - Alessia comentou.
- Que bom que gostou, estou meio envergonhado...
- Mas tem muita gente aqui vestidinha assim, querido. Daqui há pouco começam a chegar.
Como no almoço, aquele grupo de adolescentes e seus macacões
entraram todos juntos no restaurante.
- Será que são da mesma família? - Quis saber Mathias.
- Vai ver é um grupinho de dança, teatro ou algo assim... - sugeri.
- Já a gente descobre.
O jantar começou a ser servido. Pras crianças era quase a mesma
coisa do almoço, mas dessa vez os dois pediram uma sopa de legumes e foi
a mesma festa da refeição anterior, sujeira nos babadores e tudo. Quando terminamos:
- E aí, galera? Será que vai ter mais algo interessante ou é melhor
a gente ir dormir? - Thomas perguntou.
- Vamos olhar o cartaz dos eventos, quem sabe tem alguma coisa...
Havia um teatro musical em um dos salões do quarto andar e o tão
falado grupo de adolescentes estava se apresentando. Fizeram uma
dança bem engraçada, rimos bastante. Quando a apresentação acabou, como
não tinha mais nada pra fazer, nos recolhemos. Ao chegar no quarto,
ouvimos o sistema de som avisar:
"Atenção pais e responsáveis! Caso queiram preparar mamadeiras para
seus filhos antes de dormir há um pessoal no restaurante servindo leite
e outros acompanhamentos! Sintam-se à vontade, fecha as 23 horas!"
- Quer um tetê, filhota?
- Hum, quero sim...
- Então tá, papai já volta!
Deitei-a na cama e fui buscar uma mamadeira de leite com chocolate.
- Quer dormir no bercinho pra experimentar? - Dei um beijinho na
testa dela que mamava feliz em meu colo.
- Uhum... - Murmurou sem tirar a mamadeira da boca.
Terminei de lhe dar de mamar, vesti-lhe o pijama novo e deitei-a no
berço. Fiquei cantando como sempre fazia em francês até que ela pegasse
no sono e não demorou muito.
E essa foi mais uma parte.... será que sou só eu que me derreto com Alessia e papai Matteo? Acho que não.... comentem, please!
CONTINUA!!!