Matutou, matutou e decidiu que jogaria pelo menos mais uns 2 verdes.
Caso não desse certo aí sim contaria.
Chegou em casa antes dele e foi assistir um pouco de televisão.
Estava tão cansada e preocupada que resolveu tirar um cochilo. Quando
Franklin chegou, encontrou Alanna dormindo no sofá e com calma, foi
chamá-la:
- Alanna, meu amor, acorde!
Ela abriu os olhos meio assustada.
- ah, já chegou, querido?
- Sim, mas por que você estava dormindo aí no sofá?
- é que cheguei muito cansada do trabalho e só ia assistir televisão
e acabei pegando no sono, desculpe...
- Desculpar o que? você não estava fazendo nada de mais, só
cochilando... - Disse ele sorrindo e brincando com os dedos nos longos
cabelos de sua mulher. - Já tomou banho?
Ainda não... - Respondeu ela com uma voz de sono.
- Vamos juntos então?
Nessa hora ela viu mais uma chance de jogar verde. Com um pouco de
manha falou:
- Você pode me dar banho? estou tão cansada e com o corpo todo
dolorido...
- Ok, eu posso, meu amor, mas o que está acontecendo? Você não
costuma me pedir isso...
- Ah, é que hoje realmente eu estou um caco, mas se você não puder
me ajudar eu entendo...
- Não, capaz, vamos lá que vou te dar banho.
Subiram as escadas de mãos dadas e chegando lá em cima, Franklin deu
um delicioso banho na esposa como a muito tempo não fazia. Alanna adorou
a sensação. Cada minuto que passava ela gostava mais e mais da idéia
de se sentir dependente. Terminado o banho ele vestiu-lhe um pijama
quente, pois fazia frio e resolveram pedir uma pizza para jantar já que
ela não teve nem ânimo para preparar nada. Após comerem, ficaram
conversando um pouco e depois foram se deitar. A mulher não demorou nem
5 minutos para pegar no sono.
Lá pelo meio da madrugada começou a chover forte. Alanna sempre teve
medo de chuva e dessa vez não foi diferente. Acordou assustada com um
forte trovão que ouviu e quase que instintivamente se agarrou ao marido.
Franklin, que cochilava, falou como quem não estava entendendo
nada:
- Ai, amor o que houve?
- Está trovejando muito e eu estou com medo.. por favor, me deixa
ficar assim com você... - Disse ela o abraçando mais.
- Mas são só trovões, querida, não tem nada...
- Mas você sabe que eu sempre fui medrosa. Poor favooor, me
protege! - Pediu ela enchendo os olhos de lágrima.
- Está bem, fique calminha, vem aqui, vem.
Ele a puxou pra bem junto de si e ficou fazendo carinho. Alanna
gostou tanto daquilo que meio sem pensar, começou a chupar o polegar. O
marido vendo isso, perguntou:
- Por que está com esse dedo na boca?
Se fazendo de desentendida ela respondeu:
- Han? Não é nada, só fui tirar um pedacinho de unha
quebrada... Já saiu...
- Tem certeza? Olha só, eu ando notando que você tem tido alguns
comportamentos estranhos... ontem no jantar me pediu pra te tratar na
boca, hoje no café comeu papinha de bolacha, à noite me pediu pra te dar
banho e agora te vejo chupando esse dedo? Me diga o que está
acontecendo...
Nesse momento ela se levantou e olhou bem nos olhos dele:
- Franklin, primeiro quero que me desculpe, mas ontem você esqueceu
seu notebook ligado sobre a mesa de centro quando saiu com pressa para
aquela reunião e eu só ia desligar, quando olhei pra tela, vi uma foto
de uma mulher usando um pijama com desenhos infantis e chupeta e fiquei
encafifada. Então fui tentar descobrir de onde você tinha
tirado aquilo e...
Ele arregalou os olhos:
- Você mexeu em meu computador?
- Calma amor! Eu sei que fiz mal, a final, nunca tive motivos para
desconfiar de você, só que aquela foto me deixou intrigada e eu fui
olhar as outras e vi que eram todas muito parecidas. O que aquelas
imagens representam pra você? Por que as tem guardadas?
Franklin, se aproximando mais dela e tomando-lhe as mãos, falou:
- Querida, eu nem sei como começar, mas o fato é que desde que
soube que não poderíamos ter filhos eu me senti muito chateado.
- Eu sei, meu anjo. Continue...
- Mas um dia, pesquisando algumas coisas na internet eu achei por
acaso um site que tinha várias fotos como as que você viu, então resolvi
investigar e descobri o infantilismo e comecei a gostar da idéia.
Imaginei que seria legal ter alguém, nem que fosse um adulto pra cuidar
como uma criança, mas não sabia como te dizer... achei que fosse me
chamar de louco...
Alanna soltou as mãos dele e o abraçou.
- Sabe, nos primeiros minutos em que vi aquilo também me assustei,
mas depois comecei a pensar melhor na idéia e queria te dizer
que... - Ela fez uma pausa.
- Bom, se é isso mesmo o que você quer, aceito ser sua bebezinha...
O marido abriu um largo sorriso.
- Minha linda, não sabe a alegria que está me dando em me dizer
isso... claro que quero.. amanhã mesmo vou fazer umas compras e arrumar
tudo o que precisamos...
Os dois se abraçaram em sinal de comemoração e voltaram a dormir.
Continua! Ah, como sempre quem quiser, pode dar idéias pra parte 4!
2 comentários:
Teu conto es perfeito, escreves belamente e divinamente, de forma que etretem o leitor e o deixa ansioso para mais um capitulo
Continue assim, e adorei o final do conto, mas nao to conseguindo postar o comentario la no 6, sera algum erro do blogspot ?
Att. Kuran
Kuran
Obrigada! fico muito feliz que tenha gostado.... bom, eu vou ver se há algum erro nos comentários do blog, abraços!
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