segunda-feira, 4 de março de 2013

conto fictício escrito por mim! parte 2

    E assim fez.

    Quando Franklin chegou do trabalho à noite ela estava cortando
batatas para fazer purê para o jantar. Ela então se fez de distraída
quando ele chegou perto e assim que ele pôs a mão no ombro dela ela
fingiu levar um susto e provocou um pequeno corte com a faca no dedo
fazendo sangrar um pouco. Ele vendo aquilo começou a dizer:

    - Ah, meu amor, me desculpe, não vi que você estava com uma faca na
mão, não queria ter te assustado...
E pegou a mão da esposa e começou a olhar o corte.
    Alanna aproveitou a oportunidade para pôr em prática a primeiríssima
parte de seu plano. Com voz meio infantil falou:

    - Ai ai ai, poxa vida... cortei meu dediinho.. tá doendo muuito, não
aperta que dói...

    - oow, tadinha, vamos fazer um curativo? Eu já volto...

    Franklin subiu para o quarto correndo, sem olhar para os lados e 2 minutos depois voltou com um pequeno
curativo.

    - Pronto, me dê aqui a mãozinha, vamos resolver já esse problema.

    Ele fechou o curativo e depois deu um beijinho no dedo de Alanna.

    - Certo, agora esse dodói sara!

    Ela começou a rir e então falou:

    - Bem, tenho que terminar de cortar aqui se não o jantar não fica
pronto.

    - Quer que eu faça isso? Com esse curativo acho que vai ser meio
difícil... - Disse ele pegando a faca da mão dela.

    Então Alanna se afastou, deixando-o terminar o trabalho.

    Quando as batatas já estavam todas cortadas ela disse:

    - Agora eu posso fazer o resto.

    - Bom, se você quiser eu faço o purê... eu consigo.

    - Ok, mas vou ficar aqui caso você precise de algo.

    Enquanto ela assistia ele preparar o jantar, tentava pensar em
outras idéias para continuar executando seu plano. Assim que o purê
ficou pronto ele disse:

    - Hum, pelo menos está cheiroso, só não sei se ficou igual ao seu.

    - Ah, só provando pra saber... - Disse ela com um sorrisinho.

    - Então vou dar a primeira prova para você, minha linda. - Ele disse
já pegando uma colher e enchendo-a.

    - Colocou na boca de Alanna e assim que ela terminou de engolir,
falou:

    - Ficou ótimo! E com você me dando na boquinha, melhor ainda.
Ela falou fazendo um biquinho.

    - Hum, gostou, é? Quer que eu te trate assim?

    - Siim, por favor... - continuou ela com a voz infantil.

    Ele então pegou um prato, colocou um pouco do purê e se sentou na
frente dela para tratá-la. Alanna estava gostando de ganhar comida na
boca. Desde os 6 anos de idade que não tinha mais esse tratamento. Se
sentiu uma criança outra vez, mas precisava ir com calma. Ainda não era
a hora de revelar que já sabia do segredo de seu marido em querer
tratá-la como uma bebezinha. Continuaria agindo discretamente.

    Após terminarem o jantar, limparam a cozinha e foram se preparar
para dormir. No dia seguinte Alanna levantou primeiro, se arrumou para o
trabalho e foi preparar o café da manhã. Ali, teve outra idéia.

    Encontrou um pacote com bolachas de leite e se lembrou de que quando
era criança costumava fazer papinha misturando bolacha, leite e
achocolatado. Isso dava um sabor especial. Então preparou sua mistura e
quando estava tirando do microondas, Franklin apareceu na cozinha.

    - Nossa, já está aí, querida? E o que é isso que está comendo?

    Alanna olhou inocentemente para o marido e disse:

    - Papinha de bolacha... desde que eu era criança não comia mais isso
aí achei esse pacote de bolachas de leite e resolvi fazer para matar as
saudades...

    Ele deu uma risada e depois disse:

    - Ah, mas isso é comida de bebê.

    Aproveitando a deixa Alanna respondeu:

    - Então eu sou uma bebezinha! - E começou a comer.

    Franklin riu de novo. Agora Alanna se perguntava se ele já estava
desconfiado de seus comportamentos.

    Foi para o trabalho naquele dia pensando se continuaria deixando
pistas ou se era melhor contar de uma vez. Não estava tendo mais
idéias para jogar indiretas e nem gostava muito disso também. Mas o caso
aqui era que estava sem jeito e com vergonha de dizer ao marido que se
ele quisesse podia fazer dela uma bebezinha e se sentia culpada de ter mexido em seu notebook. Ele nunca dera motivos para ela desconfiar e ela sabia disso, mas
por outro lado, se contasse podia dizer que quando foi desligar o aparelho era a tal foto que estava na tela e isso a fez tomar um susto. Mal conseguia prestar atenção

ao trabalho


estou
aceitando idéias para continuar, pessoal! Podem dar sugestões....

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