quinta-feira, 7 de março de 2013

conto de Franklin e Alanna, parte 4!

    Na manhã seguinte foi Franklin que acordou primeiro. Levantou-se e
carinhosamente chamou a esposa.

    - Acorde, minha bebezinha, hoje você ainda precisa trabalhar. -
Disse, fazendo cóssegas de leve no pescoço de Alanna para não
assustá-la.

    Ela respondeu sem abrir os olhos:

    - Hein? Já amanheceu? E você não vai trabalhar não?

    - Não, como hoje é sexta e tenho coisas melhores pra fazer, vou
ligar lá na empresa e pedir pro Carlão tomar conta lá pra mim, aí ficamos
com o final de semana todo livre.

    Franklin era um dos sócios do lugar onde trabalhava, sendo assim, às
vezes podia tirar um dia de folga. Costumava fazer isso às sextas quando
queria passar um tempo mais com Alanna. Já ela não tinha tanta sorte
assim, mas podia fazer só o turno da manhã. Sua patroa era também amiga
e não se importava de deixar a funcionária livre em algumas tardes de
sexta.
    Levantaram-se e enquanto Alanna foi se arrumar para o trabalho,
Franklin resolveu preparar o primeiro café da manhã que ia dar à sua
nova "bebezinha". Fez uma enorme xícara de cereal com leite e ficou
esperando-a sair do banheiro. Quando ela apareceu na porta, toda
perfumada e pronta pro batente ele disse, em tom de brincadeira:

    - Nossa, pra uma bebezinha a senhora está vestida de forma muito
adulta.

    - Seu bobo... - Ela respondeu indo até ele e abraçando-o. - Mas
ainda não é hora, só depois do almoço.

    - A é... e tem as compras que vou fazer hoje, me aguarde!

    - Nossa, estou ansiosa...

    - Te acalme. Enquanto isso, sente-se aqui que vou te dar seu café da
manhã pra que não se atrase.

    Alanna se sentou e ele lhe tratou na boca com o cereal que tinha
preparado. Depois, despediu-se dela com um beijo e cada um tomou seu
rumo. Ela pro serviço e ele pras compras.

    A moça passou a manhã toda nervosa, mas tentava prestar total
atenção ao trabalho para que o tempo corresse. Queria chegar logo em
casa para aproveitar o resto do dia com o marido. Quando deu a hora do
almoço apenas deu um tchauzinho de longe para a chefe, pegou suas
coisas, trancou o armário e saiu o mais rápido que pôde.
    Ao chegar em casa, guardou o carro na garagem e entrou. O marido
ainda não estava, então ela resolveu usar um pouco a internet até
ele aparecer.

    13:30 da tarde. A ansiedade da mulher já estava nas alturas quando
ela ouviu o barulho do carro de Franklin sendo colocado pra dentro da
garagem. Desligou rapidamente o computador e foi recebê-lo na porta.

    - Olá! Como vai a bebezinha mais linda do mundo? - Disse ele
tomando-a nos braços.

    Alana corou de vergonha.

    - Vá se acostumando, meu amor. a partir de agora e durante o final
de semana todo é assim que vou te chamar.

    Ela apenas sorriu.

    - Bem, - continuou Franklin - como você ainda "está adulta", poderia
me ajudar a tirar as compras do carro? tem muita coisa...

    - Claro, vamos!

    Os dois foram pra garagem e descarregaram as inúmeras sacolas que
Franklin havia trazido. Tinha de tudo ali. Chupeta, mamadeiras, um
enorme estoque de fraldas que daria para meses de uso, brinquedos,
produtos infantis para banho e troca e etc. Guardaram as compras e então
ele falou:

    - Agora vou te arrumar pra almoçar, minha neném. Já não é mais
adulta. Vou te colocar uma roupinha linda que comprei para você.

    Ele então começou a tirar-lhe todas as roupas de mulher, inclusive
jóias. Nessa hora Alana relutou:

    - Tenha cuidado com meus anéis e pulseiras, pois tenho muito ciúme e
medo de perdê-los.

    - Não se preocupe, querida, vão ficar muito bem guardados, mas você
não pode usá-los agora, porque bebês não usam essas coisas. podem
machucar. - Disse,
terminando de remover o último brinco da mulher.

    Guardou-os muito bem em uma caixa e continuou:

    - Agora vem a melhor parte.

    Abriu um dos pacotes de fralda que tinha comprado, pegou o talco e
pomada para assadura e começou a trocar Alanna. Levantou-lhe as pernas,
colocando a fralda por baixo dela, depois passou a pomada para assadura
e por fim, o talco. A sensação de estar sendo colocada em fraldas, o
cheiro do talco e o carinho com que estava sendo tratada fez com que
despertasse as mais vivas lembranças de sua infância. Altomaticamente
ela começou a chupar o polegar como tinha feito na noite anterior. Mas
dessa vez, Franklin falou docemente:

    - Não, não, bebezinha, agora você não precisa mais chupar o
dedinho... só o papai terminar de te vestir e já vai te dar sua chupeta.

    Ela tirou o dedo da boca e sorriu para ele.

    Franklin fechou as fitas da fralda e pegando-a pelo ombro, colocou
sentada
na cama e mostrou-lhe um lindo vestido rosa com florzinhas que tinha
comprado.

    - Alanna sorriu em sinal de aprovação

- Que bom que gostou, minha fofinha! - Disse Franklin já colocando o
vestido nela.
    Ficou uma graça... agora você vai assistir um pouco de desenhos
enquanto papai prepara seu almoço, está bem?

    - Ebaa, eu estou mesmo com muita fome... o que vai fazer, bife com
batata frita? é disso que estou com vontade.

    Franklin caiu na gargalhada.

    - E desde quando bebês sabem o que é isso? Você vai comer uma
deliciosa sopa de legumes que faz muito bem pra alguém da sua idade.

    Alanna fez o biquinho tão conhecido de Franklin.

    - Não faz assim que é feio bebezinha que faz bico. Olha, se você for
boazinha e comer toda a sopinha sem fazer manha, mais tarde papai te dá
uma coisa que eu sei que gosta muito.

    Alanna se animou.

    - O que é?

    - Ah, surpresa... e só ganha se ficar comportada e nada de bico.

    - Tá bom, papai. - Disse ela com a voz mais manhosa que conseguiu
fazer.

    Franklin levou-a no colo para a sala, a deitou no sofá, ligou a televisão em um canal
de desenhos, deu-lhe alguns brinquedos, a chupeta e foi para a cozinha
cuidar do almoço. Alanna ficou segurando um ursinho de pelúcia, olhando
pra televisão e chupando a chupeta fazendo barulho igual a uma
verdadeira bebezinha. Eventualmente, Franklin saía da cozinha e de leve
ia dar uma espiada. Uma hora ela o viu no corredor entre as duas peças e
deu um sorriso de chupeta na boca. Ele correspondeu e jogou-lhe um
beijinho de longe, depois disse:

    - Seu papá já está quase pronto, ok? Só mais um pouquinho.

    Ela respondeu, falando meio enrolado por estar com a chupeta na
boca.

    - Ai tomara que fique pronto logo porque eu tô com muita fominha...

    - Oow, tadinha... espere aí então que já vamos resolver isso.

    Ele voltou depois de alguns minutos com um pratinho e um babador,
ambos com desenho de gatinho. Alanna adorava gatos.

    - Aqui está! Vamos papar, vamos bebezinha?

    Ela se sentou olhando para o conteúdo do prato, não achando muito
bom aquilo, mas se lembrou da promessa que ele havia feito de que se ela
comesse tudo mais tarde teria uma surpreza. Então deixou que ele
colocasse o babador e a tratasse. A sopa até que não estava tão ruim.
Terminando de comer, ela recebeu uma mamadeira de suco de laranja, coisa
que também não gostava muito, pois estava acostumada a tomar
refrigerantes.

    - é essa a surpresa? - Perguntou ela com uma carinha triste.

    - Não, minha bebê dengosa... isso é só pra você tomar depois da
sopa. A surpresa vai ser à tarde, depois da sua soneca.

    - Soneca?

    - Sim, depois do almoço os bebês sempre dormem um pouquinho pra não
ficarem chatinhos mais tarde.

    - Mas eu não quero dormir!

    - óóóó... lembra do que conversamos? Sem manha... ou então perde a
surpresa.

    Ela se calou.

- Venha com papai, vamos nanar. - Disse ele pegando-a no colo e
colocando de volta a chupeta na boca.

    Sentou-se na cadeira de balanço e ficou embalando Alanna e
cantarolando músicas de ninar até que ela pegasse no sono e em seguida,
levou-a pra cama.

Continua, em breve, parte 5 galera!

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