segunda-feira, 6 de maio de 2013

Outra vez, bebê! Conto de Alessia parte 9

Leitores, aqui vai a parte 9, desculpem a demora em postar!

        ALESSIA

    Eu sei, talvez estivesse colocando minha vida em risco já quando
resolvi agir como uma boneca de pano. Se essa mulher fosse uma louca eu
estaria lascada, mas não seria a mim que ela teria de prestar contas
mais tarde. Tudo que eu queria era meu pai de volta, só isso. "tentei
ser forte, paizinho... juro..." Pensava enquanto estava lá
sentada em meu computador, morrendo de fome, mas o que eram alguns
momentos de apuro e tendo de dar conta da minha própria comida se fosse
pra me manter viva? Naquele resto de semana nem pensaria em ingerir
nada vindo das mãos de Paola.

    Fiquei no quarto o dia inteiro procurando esquecer tudo isso me
focando em jogar, conversar e pegar as lições perdidas da
escola. Além disso, me preocupando também em segurar qualquer
necessidade fisiológica que precisasse fazer, pois não queria
ter de pedir a ela pra me trocar, principalmente depois da tiração de
sarro um dia antes. Mais uma que aquela infeliz me fizesse e eu armaria um
escândalo.

    Senti o cheiro de peixe assado vindo da cozinha e sim, o estômago
quase pulou pra fora, mas voltou pro lugar assim que lembrei do leite
envenenado.

    - Não, Alessia, esse peixe é perigoso à sua saúde. Depois quando ela
dormir você vai lá preparar um sanduíche e um nescau das suas próprias
mãos. - Falei sozinha pra tentar esquecer a fome.

    Quando ouvi ela passando pelo corredor em direção ao seu quarto
deitei na cama e fingi que estava dormindo. Senti aquelas mãos puxarem
minha calça pra ver a fralda, mas sabia que não havia nada devido ao
meu esforço pra mantê-la limpa e seca. Assim que eu realmente pegasse
no sono, sabia que ia molhar, mas por tudo de mais sagrado eu não
podia fazer o número 2, mesmo se minha barriga explodisse de dor.

    Ela fechou a porta do quarto de hóspedes e eu aproveitei pra descer.
Cheguei lá na cozinha e vi um prato com peixe e arroz que parecia estar
uma delícia, só que não, com certeza devia ter mais uma dose de veneninho e
sabe Deus qual seria. Fui procurar no armário e achei uns pães meio
velhos lá e preparei um pequeno sanduíche e um copo de leite com nescau.
De fome eu não morreria pelo menos nessa noite e provavelmente amanhã ou
depois iríamos fazer compras. Comi e voltei pra cima dormir. Acordei no
outro dia com ela me chamando:

    - Alessia, tudo bem? Vamos levantar pois hoje vou precisar da sua
ajuda com as compras no mercado...

    Abri os olhos e me virei. Quando fiz isso senti meu
corpo um pouco mole, mas talvez fosse porque tinha acabado de
acordar.. nem liguei. A fralda como era de esperar estava molhada.
Dormindo eu não tenho mais controle mesmo... Minha barriga também pedia
pra liberar o número 2, mas não, não agora. Decidi segurar até
não dar mais. Sei que é perigoso, mas prefiro sofrer por dentro do que
pela vergonha de ter aquela patética me tirando sarrinho. Deixei que ela
tirasse a fralda, me limpasse e fui pro chuveiro. Quando eu estava em
pé, sentia meu corpo tremer um pouquinho mas achei que não devia ser
nada, afinal já havia acontecido isso outras vezes logo após acordar.
Terminei meu banho, escovei os dentes e fui pro quarto onde a Paola já
me esperava com toda a roupa que eu ia usar naquele dia.

    - E então, como foi ontem? Se virou bem sem mim? - Ela perguntou com
uma cara misteriosa.

    - Sim, comi um lanchinho que eu mesma preparei e pelo menos não
estava envenenado. - eu rebati, dando ênfase nas últimas palavras.

    - Não vamos mais tocar nesse assunto, ok? Agora vou te colocar outra
fralda pra irmos no mercado.

    - O que? eu terei de usar? Está doida? Pra sair, não!

    - Sim, é melhor, vai que acontece um acidente? Vamos demorar por lá
e pelo menos assim está segura...

    Além de não querer encrenca logo cedo, por algum motivo eu não
estava me sentindo muito bem, então deixei que me colocasse, mas peguei outras duas blusas
pra vestir por cima das roupas que ela havia separado.

    - Vai morrer de calor com tudo isso aí...

    - é pra ninguém nem imaginar o que estou usando por baixo...

    - Mas não vai dar pra ver, a calça tampa...

    - Prefiro evitar, né? Vou com elas e pronto.

    - Como quiser, madame.

    Terminamos de nos arrumar, cada uma pegou sua bolsa, eu ajustei os
fones e o celular velho de guerra e comecei a ouvir música, nem queria
saber de nada. Só quando chegou lá no mercado eu os tirei e guardei.

    - Bom, aqui está. - Falou ela me entregando a parte de comidas da
lista de compras. - eu fico com a parte de produtos de limpeza. Me
encontre em uma hora na seção de higiene.

    Peguei meu pedaço de papel e fui atrás do que eu tinha de comprar.
Minha barriga apertando cada vez mais, porém eu dizia pra mim mesma:
"você aguenta, você consegue!"
    Uma hora depois, cheguei lá no lugar onde havíamos combinado de nos
encontrarmos.

    - Tudo certo aí?

    - Claro, perfeitamente...

    - Tá bom, agora vamos pegar as coisas de higiene. Sabonete, shampoo
e depois temos de ir na seção de fraldas procurar aquelas no estilo
calcinha que seu pai colocou na lista.

    - Mais essa agora?

    - Foi ele que mandou, Alessia. Só temos de fazer.

    Preferi me calar até porque não estava muito bem pra ficar
questionando as coisas. Escolhi o shampoo e o sabonete
e fomos pra seção de fraldas. Fiquei um pouco longe, disfarçando e
fingindo que olhava outras coisas, mas a patética me chamou a atenção:

    - Vem me ajudar a escolher a marca, garota.

    - Ah, não sei, pega qualquer uma aí...

    - Não, tem que ser uma boa. Qual você acha melhor?

    - E eu lá entendo dessas coisas? Você que deve saber, pois é
especialista no assunto...

    - Até aqui dentro vai querer brigar, Alessia?

    - Só estou falando a verdade, quem entende disso é a senhora, então,
vire-se.

    Ela pegou um pacote da mesma marca que eu usava pra dormir,  mas bem discretas.

    - Aqui está, agora vamos pro caixa.

    Eu a segui e quando chegamos lá, vimos que a fila dava
voltas e a atendente era uma lesma. Peguei meu celular e comecei a ouvir
música. Dali uns 20 minutos mais ou menos ouvi Paola berrar com a
coitada da menina do caixa:

    - Isso aí vai demorar quanto, minha filha? A gente tem muito pra
fazer em casa, né? Pensa que é fácil?

    A mulher respondeu educadamente:

    - Calma, senhora... tem muitas pessoas e compras também, mas prometo tentar ir mais rápido...

    Realmente a fila começou a desaparecer e chegou nossa vez.

    - E essas fraldas aqui são pra quem? - Perguntou a moça.

    - Por acaso é da sua conta? Apenas faça seu trabalho! - Respondeu
Paola, praticamente berrando.

A mulher terminou de registrar as compras em silêncio e quando estávamos
saindo do caixa, Paola olhou pra ela e falou:

    - Quem fala o que quer, ouve o que não quer!

    Fomos embora dali, arrumamos as coisas no carro e quando íamos pra
casa eu como sempre, ouvindo música e cada vez com mais moleza no
corpo... estranho...

    - Pode fazer o favor de tirar essa coisa do ouvido e vir me ajudar a
descarregar aqui? - Disse a dona chata quando chegamos.

    - Em primeiro lugar, não é uma coisa, é um celular. E segundo, vou
te ajudar sim porque não sou mal-educada... sempre ajudo meu pai e não custa.

    Guardamos tudo caladas e quando eu já estava indo pro meu quarto...

    - Não vai comer nada? Aproveite que compramos coisas boas e prepare
algo já que não quer que eu faça...

    - Não, vou pro meu quarto descansar, não estou legal, moleza no corpo.

    - Hum... deve ser porcausa do calor, eu falei pra não ir com tantas
roupas. vá lá, depois você come alguma coisinha...

    Fui caminhando devagar, tremendo e totalmente mole,
nem sei como consegui me segurar. Tirei todas aquelas blusas, a calça e
deitei só de fralda debaixo das cobertas. Foi a primeira vez que dei
graças por estar com uma...




CONTINUA!!!

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