sexta-feira, 10 de maio de 2013

Outra vez, bebê! Conto de Alessia parte 11

Vamos logo pra parte 11? sei que estão ansiosos rsrs

        MATTEO

    Quarta-feira fria, chuvosa em Dusseldorf - Alemanha. Lá estava eu, quebrando minha cabeça em 12 partes pra resolver a nhaca gigantesca que aqueles dementes
tinham feito em menos de 3 meses de escritório aberto, o único problema era,
só conseguia focar em uma coisa, minha filha, minha pequena, minha princesa, minha bebê.
Como estava na frente do computador e no dia anterior tinha mandado um e-mail para a Paola, resolvi abrir minha caixa de entrada ver se ela me dava alguma boa notícia
para que eu não me preocupasse tanto assim.
    Quando abri, vi de cara a mensagem dela, em amarelo piscante, dizendo no
assunto: "Sr. Di Napoli, é URGENTE!".
Com cara de preocupado, comecei a ler.

    "Sr. Di Napoli,
Gostaria muito de estar escrevendo dizendo que tudo está bem, que estamos nos divertindo, mas não posso mentir. Alessia não quer comer, em consequência está ardendo
em febre e chora soluçando chamando pelo "papai". Não sei mais o que fazer. Espero que o senhor consiga voltar o mais rápido possível.
Atenciosamente,
Paola."

    Na hora que terminei de ler, meus olhos se encheram de lágrimas e eu fui correndo como um foguete até a sala que era ocupada pelo inescrupuloso Dr. Barros,
meu chefe, e disse:

    - Olha, Dr. Barros, seguinte, eu to voltando pro Brasil, pronto. Falei.

    - Como assim, ô italiano revoltado? Tá pensando que pode largar as coisas sem fazer aqui e pronto?

    Na hora que ele começou com a baboseira autoritária pra cima de mim, me veio o espírito do meu pai alí e eu comecei a falar com as mãos:

    - Italiano revoltado é o mio cazzo, tuo maledeto! Eu tenho uma filha, ela tá doente e eu preciso cuidar dela, capisce? Questa dizgrazia qui tem uma penca di
estagiário,
bota eles pra resolver o resto das caca que os germano arrumaram ai e pronto. Se vira, mi amici!
To vazando, abraço!

    - Matteo, se você for, sabe que não volta na segunda!

    - Ah, ma vaffanculo! Cansei de você me enchendo, vou procurar trabalho melhor, segunda feira passo la na Mirtes pra assinar os papéis, já que o senhor me demitiu
To pegando o vôo hoje mesmo. Fui!

    Fechei minhas coisas no escritório rápido igual um tiro, corri pro hotel pra pegar minha mala, comprei um ticket do trem pra Frankfurt e em menos de 3h estava
no salão de embarque do aeroporto voltando para o Brasil, cuidar da coisa mais preciosa que eu tenho, minha bebê, minha Alessia.

        ALESSIA

    Acordei totalmente zonza e sem saber onde estava. No que eu me mexi
senti uma mão em meu peito e ouvi aquela voz que eu já conhecia muito
bem, Paola:

    - Acalme-se, querida, estou aqui com você.

    - O que aconteceu? Onde estou?

    - No hospital... você desmaiou ontem à noite por estar sem comer e
eles fizeram lavagem pra soltar o que estava segurando e te colocaram no soro.

    Então comecei a me lembrar de tudo. "Ela confessou que tinha
envenenado meu leite..."

    - Quando vou sair daqui?

    - Assim que o médico te liberar, ele disse que vai ser hoje mesmo.

    - E meu pai? Eu quero ele...

    - Há essa hora já deve ter recebido o e-mail que mandei e com
certeza está a caminho, logo vai tê-lo de volta. Agora durma mais um
pouquinho...

    Como eu estava muito fraca não foi difícil pegar no sono novamente.
Só acordei quando o médico veio com uma enfermeira pra me trocar e me
liberar.

    - Bom, essa menina linda precisa comer direitinho e descansar
um pouco que é pra não desidratar. E tomar bastante líquido. - Disse o DR.

    - Ela vai sim, com certeza, não é, Alessia? - Respondeu a patética
envenenadora de leite.

    Apenas balancei a cabeça.

    - Então podem ir, vão com Deus e qualquer coisa, voltem!

    Saímos de lá e como eu ainda estava fraca ela me levou no colo até o
carro. Chegando em casa:

    - Agora vou te levar pro seu quarto e preparar uma sopa. Você vai
comer, não vai?

    - O que? Sopa preparada por suas mãos? Nunca na minha vida! Vai
saber o que terá nela... bruxa!

    - Poxa mas nem doente você fica boazinha? Ai ai...

    - Se a pessoa que me cuidar for confiável eu fico...

    - Não vou mais falar nada... estou lá em baixo se precisar, tá bem?

    Nem respondi. Deixei ela sair e apaguei de vez, nem sei quanto tempo
fiquei assim. Estava no meio de um sonho quando senti outra mão tocar
minha testa e ouvi aquela voz que eu jamais confundiria...
    Papai, meu tão amado papai... era ele!




CONTINUA!!!

E a próxima parte é a última....

Um comentário:

Anônimo disse...

E ai o que acontece ? Ela vai se tornar a bebezinha do papai ? Posta logo a próxima parte ! Por favor !