sexta-feira, 16 de maio de 2014

Cruzeiro, parte 2

Fala galerinha linda que gosta dos contos! Fiquei feliz com o retorno que esse conto do cruzeiro teve só na parte 1, que bom que gostaram, mesmo! Vamos continuar nossa aventura então?

        ALESSIA

    Eu estava admirada com o tamanho do navio! Já tinha visto assim em
filmes, fotos, mas viajar dentro de um era realmente emocionante...
Estava Louca pra conhecer os 11 andares que ele tinha... mas eis que meu pai encontra
um velho amigo e ai ai... já imaginei que eu fosse ficar deixada um
pouco de lado igual aquela vez do sítio do tal do Miele que não gosto
nem de lembrar, até olhar pro filho do Mathias, esse que meu pai tinha
encontrado ali e meu, que gatinho! Corei na hora... em meus poucos anos
de vida já achei alguns garotinhos bonitinhos e tal, mas por que aquele
me fez tremer na base? Fiquei morrendo de medo do meu pai desconfiar
de algo... aff, o velho é bem ciumento e não ia gostar que eu
ficasse de rolinho com um garoto, mesmo sendo filho do amigo dele.., mas
acho que nem desconfiou, pois até sugeriu que eu e Thomas fôssemos dar
uma volta pra conhecer o lugar e nós fomos. Subimos alguns andares,
olhamos as cabines de fora que ainda estavam fechadas e lá pelo quinto
piso achamos a sala de jogos para nós os bebês. Tinha de tudo, desde
brinquedos como cama elástica, piscina de bolinhas gigante a jogos
eletrônicos.

    - Olha, tem jogo de dança! - Falei doida de vontade de jogar, eu
adorava aquele jogo e meu sonho era ter um, mas meu pai não queria me
dar, pois achava que ia ser mais uma coisa a me atrapalhar nos estudos...

    - Você gosta de dançar? - Thomas perguntou e notei que estava meio
tímido também.

    - Ah, eu dou meus pulos, mas na frente dos outros tenho vergonha...
o bom desse jogo é que basta apenas seguir a coreografia mostrada na tela...

    - Crianças, - Começou uma funcionária lá - atenção aqui, por favor!
Olha, os jogos só estarão liberados quando o navio partir e um outro
aviso: nos bares e locais destinados a seus papais e cuidadores haverão
monitores para que eles possam assistir vocês! Existem câmeras por toda
parte, principalmente na área infantil, logo, nada passará despercebido!

    Todos na sala começaram a falar ao mesmo tempo e não dava
pra entender nada. Eu e Thomas continuamos nossa conversinha particular ali:

    - Como tudo começou pra você? - Ele perguntou.

    - Bom, eu... do nada comecei a molhar a cama, aí a médica falou que
era melhor eu usar fraldas até passar, mas meu pai gostou tanto da ideia
que resolveu me fazer bebê outra vez...

    - Hum, certo... e você gostou?

    - Acho que estou me acostumando... ainda tenho certa vergonha, mas
ele tem um jeito todo especial de me fazer derreter...

    - Que legal... assim é a minha mãe, ela disse que eu estava
crescendo muito rápido e começou a fazer o mesmo que seu pai, mas o meu
não gostou muito. Até hoje ele reclama, acha que vou perder minha masculinidade...

    - Hahahaha que engraçado, acho que isso não acontece... deve ser
porque você é o único filho dele, não é?

    - Sim, sou.

    - Temos várias coisas em comum...

    - Concordo...

    Fomos cortados pelo sistema de som que nos mandou para a cabine nos
prepararmos pois teria um tal de treinamento obrigatório lá antes de
zarpar. Me despedi dele e fui, com a cabeça parecendo estar cheia de
borboletinhas coloridas. "Ai, Alessia, o que é isso? Você mal conhece o
garoto..." falei comigo mesma.
    Entrei na cabine que era bem grande e havia de um lado uma cama de
casal com uma mesinha de cabeceira, um armário e uma espécie de
prateleira com televisão e do outro um berço que cabia um adulto. Eu
nunca tinha pensado em dormir em berços, mas vendo aquele ali, já que eu
estava quase totalmente regredida até que seria interessante...
Poucos minutos depois, papai chegou.

    - E aí, minha vidinha? O que está achando, hum?

    - é, bem legal mesmo... - falei meio distraída.

    - Que houve? qual o motivo dessa carinha aí?

    - Carinha? Ué, eu to normal...

    - Tá, sei... e o filho do Mathias foi gentil com você?

    Quando ele perguntou isso senti meu estômago dar um pulo dentro
do corpo.

    - Sim, gostei dele, bem gente boa...

    - Que bom, se não fosse eu já ia pegar esse moleque de jeito...
Mathias é meu amigo mas o filho dele que não se bobeie pro lado da minha
pequena! - Ele falou apertando minhas bochechas.

    - Ai, pai! Isso dói!

    - Desculpa, filha.. não resisti... bom, vamos tomar banho? Daqui há
pouco soa o apito...

    - Vamos. - Falei indo pro banheiro que era dividido em duas partes,
separadas por uma porta.
    De um lado tinha a privada, a pia e o chuveiro. Do outro uma
banheira enorme com um trocador do mesmo tamanho ao lado que em baixo
havia um armário para guardar material de troca.

    - Que tal você deixar o papai te dar banho nessa banheirona aí,
hein? Já tá na hora de perder a vergonha, né?

    - Não sei, não consigo ainda.

    - Filhinha, você já usa fralda, já toma tetê no meu colo e não quer
me deixar te dar banho? Vamos, pare de graça. - Fez aquela cara que eu não aguento.

    Pensando por esse lado ele tinha razão, era só isso mesmo que
faltava. Então, mesmo morrendo de vergonha falei:

    - Ok, aceito, mas do jeito que você já sabe.

    - Sim, meu tomatinho... - Disse ele vindo até mim e me dando um
beijo no rosto.

    Então começou a hora do banho. Papai me deitou no trocador, tirou a
roupa que eu usava e a fralda estilo calcinha bastante
molhada. Definitivamente eu não tenho mais controle...

    - Xiii, mais um pouquinho e teria acontecido um acidente!

    - Deus me livre, não na frente do T... do povo...

    Quase falei bobagem, mas ele nem se tocou. Me pegou no colo e pôs na
banheira. A sensação dele me lavando com o sabonete infantil,
conversando comigo como se faz com um bebê mesmo enquanto me lavava foi
maravilhosa, nem vi o tempo passar. Quando me liguei já estava na hora
de sair da água.

    - Meu Deus! Ainda preciso tomar banho! Vou te pôr a fralda e
se vista sozinha dessa vez, senão vamos perder o treinamento...

    Assim fizemos. Ele me passou pomada, talco, pôs a fralda e eu fui
achar uma roupa enquanto ele tomava banho. Me arrumei e fiquei
esperando. Pouco tempo depois soou o alerta e pegamos o rumo do treinamento.


E aí povão! Gostaram? Olha, eu não sei se vou postar no final de semana pq não tem muitas pessoas online e tal, mas se houver um chorinho eu posso pensar em postar mais um pouquinho né? rsrsrs comentem!

Um comentário:

Anônimo disse...

o seu conto está bem legal