quinta-feira, 15 de maio de 2014

Cruzeiro, parte 1

Olá pessoal! Finalmente aqui está a história do cruzeiro! E como vai ser um cruzamento entre as duas histórias, o próximo narrador poderá os confundir um pouco, mas não se preocupem, é só pra fazer a ligação mesmo! Então preparem-se pra viajar na maionese rsrs e embarcar nesse navio junto com nossos personagens e espero que vocês se divirtam!
Beijos,
Ket!


        MATTEO

    Ciao!! Quem se lembra de mim? O pai da Alessia, aquela garotinha de
13 anos que é muito esperta e tá, dá um certo trabalho sim, mas ok, eu
a amo! Bom, eu e ela fizemos um cruzeiro onde os papais e mamães
deveriam levar seus bebezinhos que são um pouco maiores assim como ela e
vou lhes contar como isso aconteceu.

    Eu havia voltado de viagem depois de ter recebido aquele e-mail
desesperado de Paola, a Au Pair que contratei pra cuidar de
minha pequena na semana que precisei viajar. Foi um inferno, discuti com
meu chefe e até perdi o emprego, mas não achei ruim, aquele cara era um
inescrupuloso sem coração e só explorava os funcionários. Mas deixemos
ele pra lá. Cheguei em casa e encontrei minha princesa em um estado
deplorável, fraca, pálida... quando a vi pela primeira vez quase chorei,
um sentimento de culpa tomou conta de mim. Se eu imaginasse que seria
dessa maneira, nunca a teria deixado. Conversei com ela, fiz muitos
agrados e consegui convencê-la de que a queria tratar como bebê,
compensar o tempo perdido que fiquei trabalhando e praticamente não a
vi crescer. às vezes ela ainda relutava, se sentia a única no mundo a ser
assim e para provar a ela que não era, resolvi procurar umas coisas na
internet sobre o infantilismo e achei esse cruzeiro, então aproveitei
que tinha um dinheirinho sobrando, podia ficar umas duas semanas folgado
e embarquei nessa aventura. Seria uma experiência nova tanto pra mim
quanto pra ela.

    A viagem começou em um sábado. Pegamos um avião de nossa cidade até
a de onde sairia o cruzeiro. Alessia parecia mais nervosa do que eu.

    - Papai, que loucura... será que isso não é brincadeira? Ainda não
acredito que exista uma viagem assim...

    - Não, amorzinho, você viu as fotos, lembra? Se acalme, senta
direitinho aí e pare de roer essas unhas, vai chegar lá com os dedinhos
todos machucados! Cadê o livro que você trouxe? - Perguntei,
entregando-lhe a bolsa de mão.

    Ela pegou o livro e ficou pelo menos um pouco distraída até
chegarmos na fila do check in pra entrar no navio. Lá chegando, aquela
fila enorme, como em todo check in.

    - Nossa, é até estranho pensar que esse monte de gente vai no
cruzeiro... olha a galera! - Comentou ela baixinho comigo.

    - Verdade, querida... pelo jeito o negócio é bom mesmo ou tem mais
gente pra experimentar...

    Ficamos ali esperando até que deu nossa hora.

    - Olá! - Cumprimentou uma simpática funcionária. - Sejam bem-vindos!
Espero que a bebezinha se divirta muito, há várias coisas legais pra
criança aqui!

    Alessia corou.

    - é... também espero... - Respondeu ela nervosa e envergonhada.

    - Filhinha, se acostume, aqui todos são bebês como você, com seus
papais e mamães.

    - Já sabem o regulamento? - Perguntou a funcionária. - Devem ter
algumas coisas que poderão precisar na bagagem de mão, pois a mala vocês
só verão lá dentro da cabine.

    - Sim, senhora, tá tudo ok, obrigado!

    Entramos e demos graças de sair do tumulto. Passeamos um pouco pelo
andar, mas o navio tinha 11 pisos.

    - Nossa, nas fotos não parece tanto, mas olhando assim é enorme esse
barco... o que será que tem aqui?

    - Calma, teremos tempo de explorá-lo! Eu só espero que tenha algum
divertimento pra papais como eu, um bar, uma sala de jogos ou algo assim...

    - Ai, velho, você não perde a mania, né? - Falou ela me provocando.

    - Não comece, garota, olha as cócegas...

    - Aqui não, tá todo mundo olhando!

    Estávamos ali brincando descontraídos quando uma voz me chamou.

    - Matteo, Matteo! Ei, cara! Aqui, ó!

    olhei pro lado e tomei até um susto, Mathias, meu amigo de infância!

    - Não acredito... o que anda fazendo por aqui, irmão?!

    - Eu é que pergunto... como veio parar nesse navio?

    - Ah, é uma longa história... na verdade acho que você imagina, se
está aqui, mas essa é minha filha, Alessia, tem 13 anos... - Puxei o braço dela que
já estava dando um jeito de se esconder e olhei com uma cara que dizia
"Não se atreva."

    - Oi... - Ela murmurou totalmente vermelha.

    - Que menina linda! Esse é meu filho Thomas, tem 15 anos. - Disse
ele puxando outro "pimentão" pelo braço.

    - Diga lá, garotão! Estudei com seu pai da quinta série até o
primeiro médio! E cá pra nós, tu é a cara dele, hein?

    Os dois riram.

    - Essa é minha esposa, Thalia! - Mathias apresentou.

    - Muito prazer!

    - E você, italiano, não veio com mais alguém?

    - Não... - Entendi o que ele quis dizer.- Somos só eu e Alessia...

    - Hum... bom, vamos caçar algo pra fazer já que nem nossas malas devem
estar nas cabines ainda!

    - Concordo... por que vocês crianças não vão procurar outros
amiguinhos? Nós vamos ver o que tem pros adultos aqui.

    - V-vamos? - Convidou Thomas a Alessia.

- Vai, filhota. Qualquer coisa vá para nossa cabine, o número dela está
no cartão, logo mais eu vou lá.

    Eles foram em passos tímidos e eu, Mathias e Thalia fomos conhecer
um pouco mais o navio que era enorme.
    Achamos um bar que ficava no sexto piso, nos sentamos, pedimos uma bebida e começamos a
conversar.

    - Cara, te reconheci logo que olhei, você não muda! A mesma carona
de sempre...

    - Prova de que to conservado, né, meu? Já eu não sei se te
reconheceria... perdeu o cabelo! Hahahahaha!

    - Nem me fala... velhice é a treva... mas viu meu filhão? A cara do
pai, pena que resolveu embarcar junto com a mãe nessa loucura de bebê
outra vez...

    - Ai, Math, não começa, vai... - Protestou Thalia que estava calada
até então.

    - Relaxa, cara! Pensa que pelo menos eles não se envolverão com
drogas e outras porcarias... se regredirem estarão seguros...

    - Pensando por esse lado até que você tem razão...

    - é, ainda bem que tem alguém pra convencer esse cabeça dura de que
não há mal nenhum...

    - Mas então, Matteo, me conte sobre você... casou? Se formou na
faculdade?

    Contei a eles resumidamente minha triste história como sempre me
segurando pra não começar a chorar feito um bocó...

    - Sentimos muito... - Falou Thalia. - Mas pelo menos te restou
aquela garotinha linda ali...

    - Sim, ela é meu orgulho!

    Ficamos ali conversando mais um tempo até que ouvimos o sistema de
som do navio:

    "Atenção senhores passageiros! Pedimos por favor que dirijam-se às
suas cabines e aguardem lá até a chamada para o treinamento de
emergência obrigatório antes da partida. Quando ouvirem os apitos,
devem aparecer no local onde se encontram os botes portando seus coletes
salva-vidas que estão dentro de suas cabines!"

    Me despedi do casal e tomei o rumo do meu quarto, esperando que
Alessia já estivesse lá.



E aí leitores? Gostaram? Comentem! E bom seria se realmente existisse um cruzeiro assim não é? Mas aí está só o começo da aventura, ela continua!!!

2 comentários:

Layonn disse...

Ta ficando interessante isso

Anônimo disse...

Coloquei minha fraldinha e comecei a ler agora,to amando! Tatiane