domingo, 13 de abril de 2014

Conto de Thomas parte 3

Fala galera! Vamos logo pra parte 3 do nosso conto?

        THOMAS

    Dormi pesado mas lembro vagamente do sonho que tive. Eu estava
viajando não sei pra onde e... com uma chupeta na boca... estranho pois
já fazia mais de 10 anos que eu não usava uma... virei pro lado e me
lembrei: "O álbum de fotos de mamãe!" Ele já não estava mais ali. Bom,
eu dormi vendo ele, provavelmente devo tê-lo derrubado quando dormia, ela veio até meu
quarto se despedir, pegou e guardou foi isso... mas, me veio outro
estalo: o dedo na boca! Não, eu dormi chupando o polegar e o pior é que
estava bom... ai Deus,, será que alguém viu? Espero do fundo do coração
que não, tudo bem que achei gostosinho, mas ninguém precisava saber, a
final, já tenho 15 anos, nem deveria estar pensando mais nessas coisas!
"Levanta, Thomas..." pensei comigo mesmo enquanto fazia o maior esforço
pra sair da cama. Levantei, peguei o chinelo e fui pro banheiro fazer
minha higiene matinal e ouvi meus pais cochichando no quarto deles,
mas dessa vez não entendi o que era. Fiquei preocupado, algo me dizia
que aí tinha coisa. Terminei de me arrumar, organizei o material e fui
pra mesa tomar café.

    - Bom dia, amorzinho! - Cumprimentou mamãe quando me sentei.

    - Oi mamãe... como passou a noite?

    - Bem, e você? Espero que tenha dormido muito bem...

    - Aquela frase me pareceu enigmática, mas resolvi ignorar até porque
de manhã meu cérebro não funcionava direito antes do café.

    - Bom dia, família! - Papai falou alto se aproximando da mesa já
pronto pro trabalho.

    - Sente-se, amor, vou servir o café... - Mamãe falou enquanto
remexia no armário de pães. - Nossa, quantos pães velhos! Vão estragar
se ficarem aqui, acho que sei o que vou fazer com eles!

    Ela pegou um pote, a garrafa com café, a outra com leite e começou a
cortar os pães em pedacinhos.

    - Mamãe, o que vai inventar? - Eu quis saber olhando uma vez pro que
ela estava fazendo e outra pra cara misteriosa dela e de papai também.

    - Nada, querido, é como se fosse uma papinha de pão, fica uma
delícia, todos nós vamos comer, você vai adorar, comia muito quando era
pequenininho, lembra?

    - Hum... não, não lembro... - Respondi cada vez mais sem entender.
Havia algo estranho demais em tudo aquilo.

    - Então prova, mamãe vai te dar uma colherada na boquinha, olha o aviãozinho!

    - Que é isso, mamãe! - Eu disse, virando o rosto. - Tenho 15 anos,
posso comer muito bem sozinho!

    - Own, filho, só quis fazer uma brincadeirinha com você...

    A cara e o biquinho que ela fez quando falou isso me deu até pena...

    - Desculpa, mamãe... é que você nunca fez isso... eu... achei...

    - Eu sei, anjinho... mas se não quiser não faço mais...

    Fiquei meio sem saber o que pensar, no fundo lá mesmo no âmago do
meu ser, gostei da brincadeira, mas não queria demonstrar ali mesmo. Me
distraí um pouco e acabou pingando na minha camisa branca da escola.

    - Cuidado, filho! Vai manchar seu uniforme, vai ficar babado... ai
deixa que eu te dou, vai... além de se sujar pode se atrasar pra
escola...

    Nem discuti mais. Entreguei a colher pra ela e fiz de tudo pra não
demonstrar que estava gostando demais da sensação dela me dando comida
na boquinha. Pra disfarçar até peguei meu celular.

    - Querido, - ela voltou a falar- eu e seu pai vamos chegar um
pouquinho mais tarde hoje, certo? Precisamos comprar algumas coisinhas
que estão faltando, nada demais, ok? Se chegar da escola e não
estivermos aqui vou deixar algo pra você esquentar.

    - Tá bom, mamãe!

    - Gente, vamos agilizar, senão todos nós vamo-nos atrasar! - Disse
papai deixando sua louça na pia e pegando a chave do carro.

    - Sim, vamos, tenho muito que fazer hoje!

    Ajudei mamãe a limpar a louça sem dizer mais nada e todos saímos
para iniciar o dia.

CONTINUA!!! E aí galera? Digam o que estão achando, é importante pra mim! rsrs

Um comentário:

LiloAB disse...

Faz o resto logo, estou curioso ;-;