Fala turminha que gosta dos meus contos! Quanto tempo eu não postava um né? Mas aqui vai, espero que gostem! Não foi baseado em roleplay mas vai ser narrado em primeira pessoa como foi o anterior que um dia eu juro que vou continuá-lo nem que seja daqui há uma década!
Esta história não é real, então qualquer semelhança com algo ou alguém é mera coincidência!
Vamos lá!
THALIA
Olá, pessoal! Sou Thalia, tenho 36 anos, sou casada com o Mathias e
temos apenas um filho, o Thomas que está com 15 anos. Devido a um
problema de saúde não posso ter mais. Isso já me foi um motivo de grande
frustração até descobrir uma coisa que mudou totalmente a minha vida e a
de minha família.
Eu estava vendo meu Thomas crescer tão rápido e pensando: "Não pode
ser, eu queria tanto outro bebê, mas não posso ter e logo meu filho
completa 18 anos e vai tomar as rédeas da própria vida... já pensou se
tivesse um jeito de eu ter meu pequeno de volta totalmente dependente?
Seria tudo!" Mas isso era só coisa da minha cabeça, até onde eu sabia
não tinha como regredir ninguém por meios convencionais, só se algo de
outro mundo acontecesse, inventassem uma poção mágica pra isso, enfim...
viajei tanto que acabei pegando o álbum de fotos dele e comecei a olhar
e até algumas lágrimas escorreram impiedosamente de meus
olhos. Bem nessa hora meu marido apareceu:
- Querida, o que houve? Por que está chorando aí olhando as fotos do nosso filho?
- Ai Math, ele não era lindo? Olha essa carinha... pena que cresceu
e daqui há um tempo não teremos mais nenhum domínio sobre ele...
- Pois é, amor... os filhos crescem, não é? Cabe a nós apenas
guiá-los por bons caminhos até criarem asas e voarem...
- Deveriam ser proibidos de crescer... sabe, sinto tanta falta de um
bebê em nossa casa... não podemos ter mais e adotar um é muito difícil,
tem pessoas que ficam anos na fila.
- Sinto muito, meu bem, - Disse Mathias passando as mãos pelos meus
cabelos. - mas acho que já foi o nosso tempo...
- é, lamentável, mas fazer o que? Temos de nos conformar... bem,
vamos parar com isso, preciso fazer o jantar e logo o Thomas chega do
colégio... - Falei guardando o álbum e pegando o rumo da cozinha, mas
meu filho já estava dentro de casa quando passei pelo corredor.
- Oi mãe. - Ele me cumprimentou com seu jeitinho doce de sempre me
dando um beijo no rosto.
- Olá, queridinho! Por que não me avisou que já estava aí?
- Acabei de chegar, vi que você e o papai estavam no quarto
conversando e... achei ser algo importante...
- Own meu amorzinho... não era nada importante, podia ter chamado sim...
- Sei lá né mãe? Vai que...
- Lindo! Agora espere, pode ir lá pro seu quarto no computador enquanto
mamãe vai preparar o jantar, tá bem?
Demos um beijo e cada um foi pro seu canto, eu cuidar da janta e ele
pro quarto, Mathias ficou na sala assistindo televisão.
THOMAS
Acabei ouvindo uma pequena parte da conversa de meus pais quando
entrava em casa, não teve jeito. Nosso apartamento é pequeno e quando
passa no corredor se a porta estiver aberta como estava, ouve-se o que
se fala e escutei bem a parte em que minha mãe dizia
querer muito um bebê... quer saber? No fundo acho ótimo ser filho
único, tudo meu, acho que não me daria bem com um irmãozinho a essa
altura do campeonato e além disso eu teria de ajudar a cuidar e
fala sério, não é minha praia! Mal sei cuidar de mim mesmo... tem horas
que eu sim gostaria de voltar a ser criança, não ter provas na escola,
nada de preocupações... minha vida era tão boa quando eu tinha uns 5 anos...
Liguei o computador e sei lá, por algum motivo me deu vontade de
assistir desenhos, de preferência aqueles que eu via quando era pequeno
mesmo. Me distraí e nem vi quando mamãe entrou no meu quarto pra me
avisar do jantar:
- Thomas, vamos pra mesa?
- Já... já vou mãe.
- Ande logo, querido, seu prato já está colocado e vai esfriar... é
impressão minha ou você estava assistindo a um desenho?
- Não, realmente... me deu saudade...
- Engraçado... hoje mesmo aquela hora que você chegou eu estava
falando pro seu pai que sentia saudade de você quando era bebê, até suas
fotos eu peguei pra ver... ai filho, você era lindo...
- Hum... é? - Falei meio sem graça.
- é... juro, se pudesse não te deixaria crescer.
Por algum motivo sem explicação gostei de ouvir aquilo.
Adolescentes da minha idade geralmente não veem a hora de completar 18 e
cair no mundo... eu não, gostava da proteção de mamãe e do jeito
carinhoso dela comigo. Pedi pra me deixar ver minhas fotos
depois do jantar e ela autorizou. Nos sentamos à mesa, comemos sem dizer
quase nada, parecia que naquele dia todos estávamos com os pensamentos longe.
Logo após acabar coloquei meu prato na pia e fui para o quarto com o álbum emprestado de mamãe. Vi as fotos uma por uma e aí sim
comecei a pensar mais ainda em como seria bom voltar a ser bebê. Tinha
uma onde eu estava deitado com um cobertor de cachorrinhos e chupando
o dedo. Olhando assim parecia que meu polegar era tão bom... sorri ao
imaginar isso e o coloquei na boca pra ver qual era a sensação e até
gostei... continuei folheando o álbum com uma mão e o polegar da outra na
boca. Isso foi me dando sono e acabei adormecendo, nem vi mais nada.
CONTINUA!!!!
2 comentários:
ta ficando legal
Continue *-*
tá ficando bom
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